quinta-feira, 9 de junho de 2022

FRASE DO DIA

"Quando tomei posse em 2003, minha meta era simples: garantir três refeições por dia para os brasileiros e tiramos o Brasil do Mapa da Fome. Mas infelizmente nosso país andou para trás e o flagelo da fome voltou para 33 milhões de pessoas. Vamos ter que reconstruir nosso país."

Luiz Inácio Lula da Silva

CHARGE DO DIA

Créditos: Nando Motta 

segunda-feira, 6 de junho de 2022

LULA E SUA ESPOSA ESTÃO COM COVID19.



O ex-presidente Lula e sua esposa Janja foram diagnosticados hoje com Covid19. Os dois estão bem, o ex-presidente assintomático e Janja com sintomas leves. Ficarão em isolamento e acompanhamento médico nos próximos dias. 



sábado, 4 de junho de 2022

MUNICÍPIO DE AFOGADOS RECONHECE AÇÃO INJUSTA CONTRA VENDEDOR DE LANCHES

O caso aconteceu na tarde de sexta-feira (03). O vendedor de lanches João de Lima Vasconcelos, foi compelido a retirasse seu carrinho da PE-320, nas imediações do Posto Alves na saída para Tabira.

Foto: Blog do Itamar

Segundo informações o que motivou a execução desse ato desumano foi um pedido do dono do posto.

No momento da abordagem, foi explicado que "a prefeitura não está impedindo ninguém de trabalhar, apenas está ORDENANDO a área urbana.

João gravou um vídeo que viralizou nas redes sociais. Sem ter a quem recorrer, ele pede a compreensão do poder público.


O prefeito do município, em contato com o Blog de Nill Júnior relatou que o secretário de agricultura, Rivelton Santos, "se preocupou mais em dar resposta ao empresário Alexandre Brito do que ao próprio gestor"

Lembrando aqui que não estamos tratando só de um ato desumano. É crime usar a função pública para benefícios próprios ou de terceiros com o agravante de prejudicar um em detrimento de outro. O poder público não está ai para conceder benesses individuais. Ele deve primar pelo coletivo acima de tudo.

Alerto aqui a Câmara de Vereadores que se manifestem sobre o caso e ao Ministério Público que investigue esse ato.

Para mostrar que o governo tem respeito pelo cidadão que trabalha e que não comunga com atos como esse, o agente que deflagrou essa missão deveria ser afastado das suas funções.

De qualquer forma é louvável a atitude do gestor em rever o ato e consertá-lo antes que provocasse maior dano. Que sirva de exemplo para que os agentes públicos não repitam tal ação.

NOVO CRITÉRIO PARA NOMEAÇÃO EM CARGO COMISSIONADO EM AFOGADOS DA INGAZEIRA - PE

 

De autoria do vereador Edson Henrique, a lei 898/2021 busca, além da moralidade nas nomeações a cargos de livre nomeação pelo poder executivo, inibir as práticas de violência doméstica no município. Com a nova lei, um novo critério será imposto a nomeação. Condenados enquadrados na lei federal 11.340/2006 (lei Maria da Penha) não mais poderão assumir cargos em comissão em um lapso temporal de oito anos. Parabéns ao nobre vereador pela iniciativa louvável e pelos seus parceiros de vereança por reconhecer a importância e aprovar a presente lei.
Espero que essa iniciativa seja exemplo para outros municípios.
O próximo passo, agora, é lutarmos por uma lei que priorize, além do fator político a formação e a competência técnica.

quarta-feira, 1 de junho de 2022

A BOLA DE COURO DE TOTONHO

Por Gilberto Moura

Reiteradas vezes me referi ao neto de Seu Zeca Pereira, nosso ex-prefeito como “coronel”, e tantas vezes o fiz que, ao que parece, tornou-se uso geral no município e região. É voz corrente, como diz o ditado, que “quem sai aos seus não degenera”, mas como em tudo há exceções, o nosso coronel é a antítese do seu falecido avô, pessoa de quem privei da amizade quando eu era criança e junto com toda a molecada, filhos de ferroviários, nascida e criada na Rua da Estação, caçávamos passarinhos, preás, brincávamos de índio e furtávamos frutas em suas terras.

Seu Zeca era um enigma. Ao mesmo tempo em que vigiava seu pomar, rico em mangueiras, gravioleiras, pinheiras, cajueiros e goiabeiras, quando nos encontrava na plataforma da estação, aonde ia diariamente ver a passagem dos trens de passageiros, nos perguntava pelo estado de maturidade da fruta da época.

Dizia Seu Zeca: – Limeirinha, as mangas já estão boas prá mandar pros meninos no “Ricifi”?

Limeirinha respondia: – Tão não Seu Zeca, ainda não tão nem inchadas, vai mais uns 15 dias.

Retrucava Seu Zeca, sério: – Olhe lá rapaz! Quando estiverem boas avise que é prá mandar despachar um caixote de mangas pros meninos em “Ricifi”.

– Pode deixar Seu Zeca, pode deixar…
Assim é que Limeirinha, Eraldo, Paulo e Aluisio Gomes, Nelson, Lídio e João Lucena, Genecy, Genival e Gildo Feitosa, Luciano e Cacá Cabral e vários outros, colhíamos frutas para os tais caixotes “pros meninos em Ricifi” nas mesmas fruteiras onde fazíamos como diz o gaúcho, “a serventia no alheio”.

Nas férias escolares, principalmente nos finais de ano, os tais “meninos do Ricifi” apareciam em Afogados. Era uma turma curiosa, boas roupas, bons brinquedos, bicicletas novas, cabelos bem cortados, sapatos brilhando, mas nunca os vi na casa de quem lhes mandava os caixotes de frutas, acho que tinham medo de carrapicho nas roupas bonitas. Eles tinham de tudo, inclusive um time de futebol com uniformes e bola de couro, o BAC (Balalaica Atlético Clube). Na minha ignorância de infante matuto, achava engraçado o termo e só muito depois fui descobrir que balalaica é instrumento musical de cordas, semelhante ao banjo, e usado por um dos personagens do clássico de cinema Dr. Jivago. Além de ricos, os “meninos do Ricifi” eram intelectualizados, digo, atualizados com as artes e a literatura.

Mas, voltando à bola de couro do Balalaica e aos treinos promovidos por eles, num antigo campo que havia perto da delegacia, ali, por trás do antigo Ginásio Industrial. Nesses treinos, apesar dos meninos do “Ricifi” sempre trazerem amigos da capital, sempre faltavam jogadores para completar os times e foi nessas ocasiões que se revelou e creio se consolidou, o caráter autoritário de nosso Coronel, o danado, como o “dono da bola”, aquela maravilha em couro que todos queriam chutar, além de escalar os jogadores do seu time, queria, batia o pé, fazia questão de escalar os jogadores do time adversário, e se assim não fosse, ele colocava a bola debaixo do braço e ia embora, não tinha treino.

Como não há bem que sempre dure nem mal que nunca de acabe, um belo dia, a gangue da Rua da Estação planejou e colocou em prática a “expropriação” daquele objeto tão cobiçado. Digo expropriação, pois estávamos em pleno período revolucionário, acompanhávamos pelo rádio as aventuras de Che Guevara, Carlos Lamarca, admirávamos Marighela e o Comandante Mao com seu Livro Vermelho, afinal, éramos do proletariado, filhos da classe operária, de ferroviários nordestinos, cujo sindicato, presidido por Claudio Braga promoveu inúmeras paralisações dos trens, tanto na capital quando no interior. Quem tem mais de cinqüenta janeiros como eu tenho, sabe que em todo aquele plano inclinado desde defronte da casa de Zezé Rodrigues até a frente do antigo hospital não havia nada construído, era um matagal só, onde o mata-pasto media mais de 2 metros de altura.

Então, num desses treinos, a bola do Coronel foi chutada para dentro do mata-pasto e desapareceu “misteriosamente”, por mais que se procurasse. Somente ressurgiu depois que os meninos voltaram para o “Ricifi”, daí por diante, serviu de instrumento para as mais calorosas e animadas peladas na esplanada da estação e no campo do Ferroviário, aquele dentro do viradouro, no caminho da Pitombeira.

Hoje, o Coronel é ex-prefeito, mas já foi “o dono-da-bola”. 

Jornalista Evandro Lira começa nova jornada em emissora da Paraíba

Foto: Evandro Lira O jornalista Evandro Lira está prestes a começar uma nova jornada em sua carreira de mais de 25 anos. Ele foi convidado p...