quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Pastor é preso suspeito de estuprar adolescente de 13 anos em São Luís



Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a mãe da vítima e a adolescente conheceram o suspeito enquanto congregavam na igreja, em que ele era pastor.

Um pastor, que não teve o nome divulgado, foi preso na manhã desta quarta-feira (30), suspeito de estuprar uma adolescente de 13 anos, no bairro do Anjo da Guarda, em São Luís.

O investigado foi preso pela Polícia Civil do Maranhão, em cumprimento a um mandado de prisão. Além de deter o suspeito, a polícia ainda cumpriu um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a ele.

Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a mãe da vítima e a adolescente conheceram o suspeito enquanto congregavam na igreja, em que ele era pastor.

Ainda segundo com a mãe da menina, o líder religioso se aproximou da vítima com o pretexto de ajudá-la a resolver seus problemas e que foi nesse período que teria começado os abusos sexuais. O crime foi descoberto no dia 2 de agosto deste ano, quando a mãe da adolescente denunciou à polícia.

“O caso chegou até nós através do registro de ocorrência, feito pela mãe da vítima, em que narrava que supostamente a sua filha adolescente teria sido vítima de abuso por parte do pastor. A mãe suspeitou do crime, através de conversas via rede social”, explicou a delegada Letícia Gama, da DPCA.

De posse dessas informações, a DPCA representou pela prisão preventiva do suspeito e pela busca e apreensão na casa dele. Os pedidos foram acatados pela Justiça, por meio da Central de Inquérito e Custódia da Comarca da Ilha de São Luís.

Ainda de acordo com a delegada Letícia Gama, casos como esse são classificados como estupro de vulnerável, mesmo se houver consentimento da vítima.

“O crime de estupro de vulnerável, que está tipificado no artigo 217A do Código Penal Brasileiro, veda a conjunção carnal e qualquer ato libidinoso contra menor de 14 anos, sendo importante destacar que a violência, nesses casos, é presumida, não importando se a vítima menor tenha consentido ou não”, destaca a delegada.

Após as providências legais, o pastor foi encaminhado para Central de Inquérito e Custódia, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

Por G1 MA

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Pai é preso com base na Lei Henry Borel após agredir filha de 1 ano



Autuado por maus-tratos e injúria, pai da criança teria gritado com a filha, de 1 ano e 7 meses, e jogado a bebê no sofá, em Vicente Pires


Um jovem de 20 anos foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)por crime de maus-tratos, com base na Lei Henry Borel, na noite do último domingo (27/11).

O suspeito teria gritado com filha, de 1 ano e 7 meses, e a agredido, na casa onde mora com a mãe da criança, de 33, além de quatro enteados.

A avó paterna da menina acionou a polícia após ouvir o filho gritar e xingar a criança durante toda a tarde de domingo. A mãe do suspeito disse que a bebê chorou por horas e, quando mandou mensagem à nora para saber o que acontecia, descobriu que o investigado estava “metendo a porrada” na filha.

A família mora no mesmo terreno da avó materna, em uma chácara de Vicente Pires, e os pais da bebê seriam dependentes químicos. O suspeito, que teria jogado a criança no sofá, havia agido de maneira semelhante anteriormente, segundo testemunhas.

A mãe do investigado contou à polícia que criava a neta porque o pai demonstrava não ter paciência com a criança. Também relatou que o filho é agressivo não só com a menina, mas também com os quatro enteados.

A criança passou por avaliação e não apresentava lesões aparentes. Os envolvidos foram levados para a 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), onde o pai da criança foi autuado por maus-tratos e injúria.

Acionado para acompanhar o caso, o Conselho Tutelar de Vicente Pires determinou a entrega a criança, sob medidas protetivas, aos cuidados provisórios da avó.

Por Nathália Cardim, Mirelle Pinheiro,Carlos Carone

9 em cada 10 sequestros de SP são 'golpes do Tinder'; entenda como agem os criminosos


Um homem conhece uma mulher em um aplicativo de relacionamento, troca mensagens e, tempos depois, eles marcam um encontro. Mas, ao chegar ao local, o homem é sequestrado por uma dupla ou grupo armado. E o que seria um momento especial se torna um pesadelo que chega a durar dias. A vítima sofre tortura psicológica e algumas vezes até física enquanto têm suas contas esvaziadas.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou à BBC News Brasil que "mais de 90% dos sequestros registrados em São Paulo são feitos a partir de relacionamentos formados a partir de perfis falsos criados em aplicativos como o Tinder.

Apenas em 2022, a SSP informou que a Divisão Antissequestro do Dope, unidade especializada em sequestro da Polícia Civil paulista, esclareceu 94 ocorrências desse tipo, prendeu 251 suspeitos e apreendeu 9 adolescentes infratores.

Segundo a pasta, os criminosos estudam suas vítimas. "Observam usuários que ostentam poder econômico nas redes sociais e marcam um encontro na casa da 'isca', abordando as vítimas geralmente em ruas desertas'', informou por meio de nota.

Em meados deste mês, um médico do Hospital das Clínicas foi sequestrado e mantido em cárcere por cerca de 14 horas após marcar um encontro por meio de um aplicativo de relacionamento em Pirituba, na zona norte de São Paulo.

A vítima só foi liberada após os criminosos fazerem transações bancárias por meio de empréstimos, compras e transferências no valor total de R$ 75 mil.

Mas como evitar situações como essas e identificar possíveis criminosos que atuam nesses aplicativos?.

A BBC News Brasil conversou com policiais e especialistas em segurança digital para entender como essas quadrilhas atuam e quais são os principais sinais de que o encontro seja apenas uma armadilha para um crime.

O Tinder, principal aplicativo de namoro citado por policiais e vítimas de sequestro , foi questionado sobre quais ferramentas e métodos de segurança existem na plataforma para evitar esses golpes, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Como as vítimas são escolhidas

Um tenente da Polícia Militar que atua na zona norte de São Paulo e pediu para não ser identificado afirma à reportagem que as vítimas são geralmente homens mais velhos e financeiramente bem-sucedidos.

"São pessoas acima de 40 anos, solteiras, que geralmente são comerciantes ou possuem pequenas empresas. São pessoas com alguma posse. A maior parte atrai a vítima pelo Tinder, com mensagens sedutoras e um pedido de encontro o mais rápido possível", diz ele.

As vítimas, segundo o policial, são escolhidas pelo aplicativo de acordo com as informações que ela passa, como fotos e profissão. Os principais alvos são aqueles que publicam fotos em viagens internacionais e ao lado de carros de luxo.

"Os encontros geralmente são marcados em bairros mais afastados entre o fim da tarde e início da noite. Um dos casos que atendi, um homem tinha tentado marcar o encontro com uma mulher em um shopping, mas ela disse que estava doente e lamentava não poder sair de casa para encontrá-lo. Ele acabou se iludindo com a situação e foi até o local encontrar o par romântico, mas foi sequestrado", conta

O policial disse que a maneira de agir de cada quadrilha varia de acordo com o perfil de cada vítima. Ele diz que a vítima geralmente não está atrás de um romance, mas apenas de um encontro rápido, sem compromisso.

"Pelo que a gente conversou com as vítimas, o encontro presencial acontece depois de um ou dois dias após o primeiro contato no aplicativo. O cara acredita que a mulher vai para o 'vamos ver' com ele sem muita frescura.".

Crime subnotificado

O policial disse acreditar que existe subnotificação desses crimes por diversos motivos. O primeiro deles é a vergonha que muitas vezes a vítima tem de fazer um boletim de ocorrência para registrar o caso. Algumas vezes isso é causado por ela estar em um relacionamento ou por sentir que foi ingênua em cair num golpe como esse.

"O que acontece são os casos que a gente retira a vítima do cativeiro. Não sei se os números da SSP englobam todos os outros casos que não são resolvidos pela divisão, mas sim pelo policiamento local", afirma o policial.

Ele diz também que vítimas comprometidas preferem não dizer que caíram no "golpe do Tinder" para que o parceiro não descubra. O mais comum é que essas vítimas digam que foram roubadas na rua e, na sequência, sequestradas.

Um dos policiais disse que o que mais o impressiona é a frequência de casos de homens com alto poder aquisitivo e formação acadêmica que caem nesses golpes por toparem ir a bairros mais distantes para terem encontros românticos.

Os policiais explicam que, na maior parte das vezes, o desaparecimento da vítima só é identificado no dia seguinte ao sequestro, quando a família da vítima sente falta dela.

"Alguém da família nota que a pessoa desapareceu e dão o alerta. Eles passam a localização de onde foram os últimos contatos com ela. Algumas vezes, moradores também relatam movimentações estranhas. Eu nunca peguei caso de vítima que foi levada para o mesmo cativeiro, mas a região é a mesma. Algumas vezes até na mata", relata o policial.

Sinais de alerta

Especialista em segurança digital da Safernet, Guilherme Alves afirma que os aplicativos de namoro são usados por criminosos para cometer principalmente crimes de estelionato fora da plataforma.

"Um ponto importante é entender o que é responsabilidade da plataforma. O que acontece fora dela foge da esfera da empresa, mas é possível solicitar na Justiça dados sobre o perfil golpista, caso haja algum crime, como localização", afirmou.

Segundo Guilherme Alves, o Marco Civil prevê que as empresas armazenem as informações dos usuários e conversas por ao menos 6 meses.

Ele explica que, em alguns casos, os golpistas não usam fotos e perfis falsos, mas sim pessoas reais para atrair as vítimas. Mandam áudios e mandam fotos reais da pessoa com quem a vítima conversa.

Mas o especialista alerta para alguns sinais comuns entre os golpistas.

"Se for um golpe de catfishing [em que uma identidade falsa é criada na internet], o perfil é sim falso e há situações em que o criminoso tenta levar a pessoa para outra plataforma, como WhatsApp, saindo do aplicativo de paquera. Em alguns casos, o golpista alega que excluiu o perfil da plataforma com a justificativa de que quer algo sério", afirmou.

Guilherme Alves identificou diversos comportamentos que são um sinal de alerta para quem está conhecendo uma pessoa na plataforma e pretende marcar um encontro presencial.

"Excluir o perfil da plataforma após o primeiro encontro pode sinalizar que a pessoa queira esconder informações. Outro ponto são pessoas que querem marcar encontros muito rápido e saírem da plataforma para conversar no WhatsApp. Encontros em locais privados também devem ser evitados", disse o especialista em segurança cibernética.

Ele recomenda que o ideal é sempre guardar registros das conversas, do perfil e marcar encontros sempre em locais públicos de grande movimentação de pessoas, como um shopping. Ele ressalta ainda que o golpe pode ocorrer mesmo após os primeiros encontros.

"Em um caso que atendi, a vítima teve dois encontros com o criminoso, mas só no terceiro que ele roubou a moça e sumiu", conta à reportagem.

Fenômeno nacional?

A reportagem conversou com policiais de outras regiões do país para entender se esse crime se espalhou pelo país. No entanto, as autoridades policiais disseram que a incidência desses golpes envolvendo aplicativos de namoro são mais comuns nas grandes metrópoles.

O secretário de Segurança Pública em Pontaporã, no Mato Grosso do Sul, Marcelino Nunes afirma que esse crime ocorre na região que faz fronteira com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, mas com uma frequência pequena.

"O que a gente percebe é que são pontuais e não são feitos por quadrilhas. São pessoas que acabam sendo lesadas financeiramente ou vítimas de violência, mas sem sequestro. O crime mais comum que atendemos envolvendo esses aplicativos é o chamado estelionato digital. Já houve casos em que o criminoso simula uma dívida e pagamento de exames médicos como forma de extorsão por meio desses relacionamentos", afirma.

Policiais de Santa Catarina ouvidos pela reportagem também disseram que esses crimes envolvendo aplicativos de namoro são incomuns na região.

Por Felipe Souza

Câmeras flagram homem agredindo negros com cassetete e cão em Curitiba




Pelo menos dois supostos ataques racistas foram registrados em Curitiba pelo mesmo agressor. Os casos foram registrados na semana passada e gravados por câmeras de segurança em ruas do centro da capital paranaense.

A primeira ocorrência foi na última terça-feira (22), contra o músico negro Odivaldo Carlos da Silva, conhecido na região como Neno. Ele andava pela rua Doutor Faivre, quando foi agredido por um homem identificado como Paulo Cezar Bezerra da Silva. O suspeito usava um cassetete e estava com um cachorro agressivo

"Esse homem já chegou movido por ódio racial e começou a falar que 'negro tem que morrer', que ele é 'um negro sujo', sem que houvesse qualquer tipo de discussão entre eles. Neno levou cinco golpes de cassetete na cabeça, está mancando, com o olho bem machucado e talvez precise de uma cirurgia no maxilar", disse o advogado do músico, José Carlos Portella Junior.

A vítima, que mora perto do local que foi agredido, relatou em depoimento que não conhece Paulo.

"O que mais me assusta é que tudo isso foi em plena luz do dia, durante a semana e com bastante gente circulando pelo local. Ele ainda está com muito medo e bem abalado", afirmou o advogado.

Algumas pessoas que passavam pela rua também foram ameaçadas. "Fiquei paralisada quando vi tudo isso e foi realmente um crime de ódio. Ele me ameaçou e pediu para calar a boca. Sou negra e quando vi a cena, senti as chibatadas nos meus ancestrais. Vi muita violência e foi um choque muito grande. Agora tenho que andar disfarçada, já que tenho muito medo de encontrar esse homem na rua", relatou uma testemunha, que prefere não ter o nome divulgado.

Mais um caso investigado. Um dia depois, na quarta-feira (23), outro vídeo que circula nas redes sociais mostra o mesmo agressor atacando uma pessoa em situação de rua, também no centro de Curitiba, na rua Franscisco Torres. A identidade da vítima, por enquanto, não foi divulgada.

"O nosso mandato recebeu novas imagens de outro ataque do racista que está espancando pessoas negras na cidade, confundidas por ele como pessoas em situação de rua. É inaceitável que esse sujeito ainda esteja livre pelas ruas. Racismo é crime e não pode ficar impune", postou nas redes sociais a vereadora e agora a primeira deputada federal negra eleita no Paraná, Carol Dartora (PT).

Investigação. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná foi procurada pela reportagem e informou que no primeiro boletim de ocorrência, registrado pela Polícia Militar em 22 de novembro, não foi mencionada a injúria racial nas agressões. As informações de injúrias de cunho racial, conforme o órgão, foram mencionadas somente em complemento do boletim de ocorrência registrado pela família da vítima, dois dias depois.

O músico e o suspeito de ser o agressor já foram intimados para prestar depoimento sobre o caso. O homem não foi preso e deve prestar esclarecimentos hoje.

"Inicialmente, a polícia achou que se tratava de uma agressão leve, que não constava injúria racial, por isso liberou o agressor. Dois dias depois, caiu a ficha do Neno e ele mobilizou todo mundo para fazer pressão e pedir justiça por tudo que aconteceu. Isso é racismo e tentativa de homicídio", finaliza o advogado do músico.

A Defensoria Pública do Paraná abriu um procedimento administrativo, de natureza cível, para acompanhar o caso.

Em nota, o Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos afirma que "pedirá informações aos órgãos de investigação sobre o episódio e cobrará que o caso seja esclarecido rapidamente. A Defensoria também vai trabalhar para colaborar com o Ministério Público do Paraná com subsídios na investigação de crime".

Em relação ao outro vídeo, a Polícia Civil afirma que segue investigando o caso e que não vai passar mais detalhes para não atrapalhar as investigações.

A reportagem tenta contato com o homem suspeito de ser o responsável pelas agressões, mas ele ainda não se pronunciou sobre o assunto e não tem defesa constituída.

Por Lorena Pelanda

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Com requintes de crueldade, professora e morta pelo marido em Buique


Em Buíque no agreste do estado, a notícia de uma tragédia acaba de deixar a população em estado de choque, pela maneira de como aconteceu, e com o tamanho de crueldade que foi praticada vitimando a professora e ex diretora da Escola Carolina Guedes Rosa Farias.

De acordo com as informações colhidas agora a pouco por volta das 19 horas, como era de rotina, a professora Rosa Farias tinha como destino certo todos os dias levar o almoço e medicar sua mãe, que também e mãe do sargento Peninha.

Não comparecendo a casa de sua genitora como de costume, nem tão pouco atender as ligações, familiares da vítima acharam estranho a sua ausência, e por iniciativa própria uma sobrinha resolveu ir até a residência da professora para saber o que estava acontecendo.

Chamando a tia por diversas vezes, e percebendo que Rosa Farias não estava respondendo, a sobrinha suspeitou que algo estava errado porque Rosa não costumava deixar de dar notícias a família e nem tão pouco de visitar sua mãe diariamente.

Estranhando a ausência e a falta de comunicação, um sobrinho resolveu verificar o que havia acontecido com a tia, então tomou a iniciativa de estacionar um caminhão e escalar o primeiro andar para entrar pela porta de cima.

Ainda segundo as informações, ao entrar na residência para verificar o que tinha acontecido, o rapaz entrou em choque quando viu sua tia, a professora Rosa Farias morta em cima de sua com um corte profundo no pescoço.

Em choque, o rapaz conseguiu quebrar a porta de entrada e acionou a polícia para tomar as devidas providências, haja visto que o principal suspeito de praticar o crime com requintes de crueldade é seu companheiro que não se encontrava no local e não foi visto pelos vizinhos durante todo dia de sábado (26) e já é considerado foragido.

Motivos e horário do assassinato ainda não se têm essas informações, isso porque a professora foi encontrada morta por volta das 18:30 hs deste sábado.

Por Mais Pajeú

Acidente neste domingo em Serra Talhada deixa uma pessoa morta


O Corpo de Bombeiros foi acionado para uma ocorrência de capotamento, com vítima presa nas ferragens.

Ao chegar ao local da ocorrência, PE-365 em Serra Talhada, foi observado um veículo, há cerca de 20 metros da rodovia, com a parte superior para o chão e as rodas para o alto, adjacente a uma parede de alvenaria, com uma vítima do sexo feminino de 19 anos dentro do veículo e outra vítima do sexo masculino de idade não informada fora do veículo há cerca de 3 metros em óbito, confirmada pela equipe do Samu que já se encontrava no local.

A vítima que estava dentro do veículo se encontrava na parte do passageiro ao lado do motorista. primeiramente, foi necessário estabilizar o veículo. para acessar o veículo foi necessário utilizar o desencarcerador e com ele realizar a abertura da porta traseira direita do veículo. Após abertura da porta, foi possível acessar a vítima e realizar a retirada com o uso da mini prancha e da prancha rígida.

A vítima foi entregue a equipe do Samu, sob o comando da equipe médica de plantão. O veículo e a segunda vítima em óbito permaneceram aos cuidados da PMPE.

Por Mais Pajeú

Homem e preso em SP com acervo nazista


Um homem de 27 anos é suspeito de ser proprietário de objetos que fazem apologia ao nazismo, apreendidos em Cordeirópolis, interior de São Paulo. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Civil na sexta-feira (25)

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os objetos eram comercializados na internet. Os compradores também serão investigados.

Na residência do suspeito, foram encontrados bandeiras e broches nazistas, livros relacionados ao nazismo e munições gravadas com suástica, símbolo nazista

Também foram apreendidas armas, granadas e lança-chamas, além de artefatos de guerra históricos, como capacetes, insígnias, óculos de aviadores, medalhas, facas e braceletes. A Polícia Civil também encontrou manequins vestidos com roupas de soldados.

"Ele [o suspeito] nega que seja nazista ou que nutra algum sentimento positivo com relação a esta ideologia. Diz apenas que é um colecionador, grande admirador de fatos e artefatos históricos, apesar de comercializá-los", disse o delegado responsável pelo caso, Leonardo Burguer

Acervo estava em quarto trancado

Segundo Burguer, o material apreendido estava escondido em um quarto trancado e com alarme, na casa onde o suspeito morava com os pais.

O suspeito era investigado pela Polícia Civil havia mais de um mês. "A investigação partiu de denúncias. Nós confirmamos a veracidade dos fatos e solicitamos o mandado", explicou o delegado.

"A equipe do Grupo Especial de Reação (GER) da Polícia Civil da capital foi acionada para desmontar os artefatos explosivos, além de detonar duas granadas em uma região rural da cidade", informou o boletim de ocorrência.

O suspeito foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Limeira e deve responder por posse ilegal de arma de fogo, posse de munição de uso restrito e racismo, devido à comercialização de símbolos nazistas.

Por Laís Seguin

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Assassino que invadiu escolas e deixou três mortos e 16 feridos em Aracruz é preso





Assassino entrou armado em duas escolas e matou três pessoas e deixou 16 feridas.


O assassino que invadiu duas escolas e deixou três pessoas mortas e outras 16 feridas em Aracruz, no Espírito Santo, foi preso no início da tarde desta sexta-feira (25).

A informação foi confirmada pelo governador Renato Casagrande (PSB) pelo Twitter. Na publicação, ele disse que equipes de segurança conseguiram prender o atirador.

Ele foi preso cerca de quatro horas após o ataque em sua casa, em Aracruz. Detalhes da identidade do assassino não foram divulgadas pela polícia. Segundo a polícia, ele havia usado um carro na ação e na fuga. O veículo estava com a placa parcialmente encoberta, mas pelos números restantes foi possível identificar o endereço do atirador.


O ataque

O crime aconteceu por volta das 9h30 na Escola Estadual Primo Bitti e em uma escola particular que fica na mesma via, em Praia de Coqueiral, a 22 km do centro da cidade. Aracruz, onde o ataque aconteceu, fica a 85 km ao norte da capital.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o assassino invadiu a escola estadual com uma pistola e fez vários disparos assim que entrou no estabelecimento de ensino. Depois, foi até a sala dos professores e fez novos disparos. Na unidade, dois professores foram mortos.


Na sequência, ele deixou o local em um carro e seguiu para a escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral, que fica na região. Na unidade, um aluno foi morto.

Ao todo, dois professores e um aluno foram mortos. As identidades e idades não foram divulgadas. Onze pessoas foram baleadas, uma delas teve de ser resgatada pelo helicóptero ao hospital.

Segundo os dados do Censo Escolar de 2021, a escola Primo Bitti tem cerca de 500 alunos matriculados. O governo estadual não confirmou quantos alunos estavam no local no momento do atentado.

Por Fabiana Oliveira, Juirana Nobres e Viviane Lopes

Homem invade banheiro de bar, rasga roupa de mulher e tenta estuprá-la


Imaginando estar segura, uma mulher que resolveu usar o banheiro de um bar, no Gama, foi agarrada, teve a roupa rasgada e quase foi estuprada por um homem, na noite de terça-feira (22/11). Apesar de o criminoso ter usado as mãos para cobrir a boca da vítima, ela conseguiu gritar e se desvencilhar. O suspeito, que não teve o nome divulgado, acabou espancado por pessoas que estavam no estabelecimento e acabou preso pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

A coluna apurou que a mulher atacada no bar Potiguar participava de uma festa de aniversário com amigos e familiares, quando resolveu usar o sanitário, que fica no andar de cima do restaurante. Por ficar em outro pavimento, o local é pouco movimentado e não há circulação de funcionários. Quando entrou no banheiro, ela foi abordada pelo criminoso.

Ao ouvir os gritos de socorro, o grupo que estava na mesa subiu correndo e encontrou o agressor escondido dentro do banheiro feminino. O suspeito acabou espancado antes da chegada de uma equipe da PMDF. Ferido, o homem foi levado para o Hospital Regional do Gama (HRG) e, depois, para a 20ª Delegacia de Polícia (Gama).

Autuação

O caso, no entanto, será apurado pela 14ª DP, responsável pela área onde fica o Potiguar. A coluna apurou que o homem deverá ser indiciado por tentativa de estupro. Após o crime, a vítima passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), no Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Procurados pela reportagem, os responsáveis pelo bar se posicionaram sobre a tentativa de estupro dentro do estabelecimento. Leia abaixo a nota do bar Potiguar:


Por Carlos Carone,Mirelle Pinheiro

Homem é preso por provocar incêndio na casa da ex-companheira e matar gato dela



A Polícia Civil divulgou na última quarta-feira (23) que prendeu um homem suspeito de atear fogo na casa da ex-companheira e provocar a morte do animal de estimação dela, um gato, na cidade de Buíque, no Agreste de Pernambuco.

O crime ocorreu na última terça-feira (22). Antes de atear fogo na casa, o homem teria ameaçado de morte e agredido a ex-companheira. Ela foi socorrida pelo filho e o homem fugiu do local do crime.

À noite, no mesmo dia, a vítima saiu de casa e procurou abrigo na casa de familiares porque estava com medo de permanecer no local. O suspeito voltou e incendiou o imóvel. O incêndio criminoso acabou provocando a morte do gato da ex-companheira.

De acordo com a polícia, os vizinhos ajudaram a apagar o incêndio. “Infelizmente, um animal doméstico acabou não resistindo às chamas e foi consumido pelo fogo. Mais um caso de violência doméstica acaba mal”, afirma o delegado responsável pelo caso, Vicente Dessoto Cavalcanti. (G1)

Por Mais Pajeú

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Filha de mulher morta a golpes de halteres é apreendida; adolescente é apontada como autora do crime


A Polícia Civil de Pernambuco cumpriu na tarde desta quarta-feira (23) um mandado de busca e apreensão contra a filha de Thamires Maria da Silva, que foi morta a golpes de halteres no dia 22 de outubro, na Vila Andorinha, em Caruaru, Agreste de Pernambuco. A adolescente é apontada pela polícia como autora do crime.

Inicialmente, a polícia acreditava que a mulher teria sido morta durante uma tentativa de assalto na própria residência, na Rua Oscar Niemayer. Entretanto, as investigações apontaram que o crime foi cometido pela filha da vítima, uma adolescente de 15 anos, que era a única pessoa que estava na residência no momento do crime.

A polícia informou que a motivação do crime foi a desaprovação da vítima com um relacionamento amoroso vivido pela filha. A adolescente teria sido submetida a um aborto em razão de gravidez indesejada pela família e a mãe teria incentivado o ato.

Durante a investigação, foram ouvidas diversas testemunhas, recolhido documentos, bem como realizadas perícias que demonstraram a autoria e motivação do crime. A adolescente foi recolhida para a instituição de amparo a menor infrator e ficará à disposição da Vara da Infância e Família, segundo a polícia.


Relembre o caso

Thamires Maria da Silva, de 33 anos, foi morta na madrugada do dia 22 de outubro deste ano. A vítima foi encontrada morta após ter sido atingida por halteres, um equipamento utilizado em academias de musculação.

Na época, a filha disse à polícia que escutou um barulho e, quando foi verificar, encontrou a mãe sem vida. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru e a polícia deu início às investigações do caso.


Por G1





Adolescente agride avô e tenta se matar na frente de policiais


 Policiais militares levaram uma adolescente à delegacia depois de a jovem agredir o avô e tentar se matar. O caso ocorreu por volta das 23h dessa quinta-feira (23/11), em Brazlândia.

Vizinhos da família acionaram a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para atender uma ocorrência de violência doméstica. Quando as equipes chegaram ao local, o avô relatou aos PMs que a neta estava descontrolada, quebrava vários objetos da casa e ameaçava a vítima de morte.

Na casa, também estava a mãe da adolescente, muito nervosa e chorando. Os PMs entraram na casa e tentaram acalmar a adolescente.

Com ela, encontram pequenas quantidades de maconha e LSD. Momentos depois, a garota correu para a cozinha, pegou uma faca e atentou contra a própria vida, mas foi contida pelos policiais.

Após o ocorrido, a jovem se acalmou e foi levada para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), onde foi autuada por ato infracional análogo aos crimes de ameaça, bem como uso e porte de drogas.

Por Mirelle Pinheiro,Carlos Carone

Vídeo divulgado nas redes mostra ameaça feita a sueca mantida em cárcere privado no Morro da Babilônia: 'Vou quebrar esse telefone'



Turista conheceu Rafael Lemos de Souza na Pedra do Sal e passou cerca 10 dias em sua casa. Ela relatou para amigas em vídeo que era impedida de sair. Homem tem 4 outras passagens na polícia de violência contra mulher.

Um vídeo enviado pela sueca Penelope Brunnström, que foi mantida em cárcere privado no Morro da Babilônia, na Zona Sul do Rio, alertou amigas que ela era impedida de deixar a comunidade. Após o envio do vídeo, a polícia foi acionada e libertou a turista.

O g1 teve acesso à gravação, na qual é possível ver Rafael Lemos de Souza, preso nesta segunda por suspeita de ter mantido a sueca em cárcere, ameaçando a europeia.

“Estou aqui agora, esse homem não quer me deixar ir”, diz Penelope no vídeo, em inglês.

“Eu quero ir”, acrescenta. Em seguida, pergunta em português: “Posso deixá-lo?”

Rafael responde: “Não”. E acrescenta: “Vou quebrar esse telefone. Vou quebrar ele, todo. Quebrar. Apaga essa p*, agora. Deleta esta c*“.

A sueca já voltou para a Europa. Policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) prenderam Rafael em flagrante. A prisão foi feita com o auxílio de polícias militares da UPP Babilônia - Chapéu Mangueira.


Chaves e celular retidos


A sueca conheceu o homem na Pedra do Sal, no Centro do Rio, há 20 dias e há 10 foi morar com ele. Ela retornaria para a Europa nesta terça. Segundo a polícia, durante o período, Rafael começou a ficar violento verbalmente, e ela disse que queria ir embora.

Ele, então, teria retido as chaves do apartamento e o telefone dela. No sábado, mesmo assim, Penelope mandou mensagem para amigas que conheceu na praia, e elas foram à delegacia fazer a denúncia.

Ainda segundo a Polícia Civil, Rafael responderá por crime contra a liberdade pessoal. Ele tem 4 outras passagens na polícia de violência contra mulher. A prisão de Rafael foi convertida para preventiva na audiência de custódia.

Por G1

Bolsonaro corta 1,6 milhões dr verba para água potável no Nordeste


A operação Carro-Pipa, do governo federal, que leva água potável às famílias no semiárido nordestino há mais de 20 anos, teve os recursos cortados neste mês, levando os caminhões a pararem o fornecimento do produto a moradores do interior no Nordeste.

Segundo a planilha do Exército, que coordena a operação, 1,6 milhão de pessoas teriam direito ao abastecimento em novembro em oito estados do Nordeste, mas estão prejudicadas.

A coluna apurou que o primeiro estado a ter o abastecimento suspenso, logo no início do mês, foi Alagoas. Já em Pernambuco, Paraíba e Bahia, a paralisação foi informada apenas na quinzena final de novembro, assim como vem ocorrendo nos demais estados, com os caminhões deixando de prestar o serviço à população.No documento do dia 14, assinado pelo coronel Paulo Francisco Matheus de Oliveira, o Exército informa que “o recebimento parcial de recursos financeiros para atender a execução do serviço será somente para até o dia 15 de novembro corrente”

Por AfogadosFM

Moraes rejeita anular votos do 2º turno e multa coligação de Bolsonaro em R$ 22,9 milhões


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, rejeitou nesta quarta-feira (23) a ação apresentada pela coligação do presidente Jair Bolsonaro (PL) para invalidar os votos de 59,2% das urnas eletrônicas usadas no segundo turno da eleição. Além disso, condenou a coligação formada pelos partidos PL, PP e Republicanos a pagar uma multa de R$ 22,9 milhões por "litigância de má-fé".

O ministro considerou que as legendas acionaram a Justiça com o intuito de tumultuar o processo eleitoral já finalizado. A coligação apresentou uma ação no TSE solicitando que os votos computados em 279.336 urnas de modelos anteriores a 2022 fossem invalidados com base em uma auditoria contratada pelo Partido Liberal (PL) de Valdemar da Costa Neto. A auditoria alega ter identificado "fatos e indícios" de problemas nos dispositivos mais antigos.

"A total má-fé da requerente em seu esdrúxulo e ilícito pedido, ostensivamente atentatório ao Estado Democrático de Direito e realizado de maneira inconsequente com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e anti-democráticos que, inclusive, com graves ameaças e violência vem obstruindo diversas rodovias e vias públicas em todo o Brasil, ficou comprovada, tanto pela negativa em aditar-se a petição inicial, quanto pela total ausência de quaisquer indícios de irregularidades e a existência de uma narrativa totalmente fraudulenta dos fatos", escreveu Moraes na decisão.

No mesmo despacho, o presidente do TSE determinou ainda: 1) o bloqueio e a suspensão dos repasses do Fundo Partidário aos partidos citados até que a multa seja quitada; 2) a abertura de um processo administrativo pela Corregedoria-Geral Eleitoral para apurar "eventual desvio de finalidade na utilização da estrutura partidária, inclusive de Fundo Partidário"; e 3) a inclusão da auditoria do PL no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a atuação de uma suposta milícia digital para atacar a democracia e as instituições.

"Os Partidos Políticos, financiados basicamente por recursos públicos, são autônomos e instrumentos da Democracia, sendo inconcebível e inconstitucional que sejam utilizados para satisfação de interesses pessoais antidemocráticos e atentatórios ao Estado de Direito, à Justiça Eleitoral e a soberana vontade popular de 156.454.011 (cento e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e quatro mil e onze) eleitoras e eleitores aptos a votar", escreveu Moraes no despacho desta quarta.

Na terça-feira, logo após o ajuizamento da representação, o ministro havia intimado a coligação a ajustar o pedido para abranger também a invalidação dos votos de primeiro turno registrados nas mesmas urnas. Mas, nesta quarta, a coligação informou ao TSE que manteria apenas os questionamentos aos votos computados no segundo turno. Em despacho, Alexandre de Moraes tinha concedido 24 horas para a coligação aditar a ação (fazer o acréscimo das urnas usadas no primeiro turno). Ao fazer isso, ele buscou desestimular o avanço do processo, mas o partido insistiu na tese da ação.

"O aditamento era absolutamente necessário por uma questão evidente de coerência, com todas as consequências processuais que daí adviriam, inclusive, e no mínimo, a citação de candidaturas outras como litisconsortes passivos necessários. Ademais, ainda que – por hipótese – a discussão pudesse ficar restrita ao Segundo Turno das Eleições 2022, não haveria nenhuma razão para que o alegado vício ou suposto mau funcionamento de urnas eletrônicas – se existisse – fosse discutido apenas no que toca às eleições para Presidente da República", argumentou o presidente do TSE.

O pedido original do PL pretendia validar somente os resultados gerados por 192.691 mil urnas do modelo mais recente, fabricado em 2020, que correspondem a 40,8% do total das 472.027 máquinas usadas na eleição. Nessas urnas, o presidente Jair Bolsonaro teria vencido a disputa do segundo turno, com 51,05% dos votos, contra 48,95% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No resultado geral, com todas as urnas, o petista venceu com 50,9% dos votos, contra 49,1% de Bolsonaro.

A coligação de Bolsonaro havia pedido para invalidar parte dos votos sob a alegação de mau funcionamento das urnas dos modelos de 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015, que teriam gerado “logs” (arquivos digitais, que registram todas as atividades da máquina) com o mesmo número de identificação, quando deveriam gerar códigos individualizados. A coligação do presidente alegou que essa falha também torna incertos os resultados que apresentaram. Isso não teria ocorrido nas urnas mais novas, de 2020.

Ao rejeitar a ação, nesta quarta, Moraes citou parecer da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE que diz que todas as urnas são identificadas individualmente por outro número, do “código de carga”. Com base nisso, ele afirmou que os argumentos da coligação de Bolsonaro “são absolutamente falsos, pois é totalmente possível a rastreabilidade das urnas eletrônicas de modelos antigos”.

“O código da carga é um número gerado a partir do ‘código de identificação da urna’, da identificação da seção, da data e hora da carga da urna, do identificador do conjunto dedados e de um número aleatório; O ‘código da carga’ é o elemento que efetivamente identifica uma urna no processo eleitoral e permite a total rastreabilidade dos resultados produzidos pelo equipamento. Esse código é gravado no arquivo de log da urna eletrônica; O ‘código da carga’ e o ‘ID Urna’ são partes integrantes dos Boletins de Urna. Logo, é descabida a afirmação de ‘incerteza’ quanto a autenticidade do resultado, pois os arquivos estão explicitamente associados”, diz o documento citado.

Com base nisso, Moraes afirmou que "as urnas eletrônicas, de todos os modelos, são perfeitamente passíveis de plena, segura e clara identificação individual, uma a uma" e que os mecanismos de identificação das máquinas são "coexistentes", "múltiplos" e "redundantes", para "garantia e resguardo da identificação individual das urnas". "Também é assim para proteger e resguardar os próprios votos sigilosos depositados nas urnas eletrônicas."

Ao intimar a coligação de Bolsonaro para incluir no pedido a invalidação dos votos computados nas urnas mais antigas no primeiro turno, Moraes buscou desestimular o avanço do processo. Isso porque, assim, a coligação estaria colocando em risco praticamente toda a eleição, pois as urnas antigas foram distribuídas por todo o país. A invalidação de todos os votos registrados por elas levaria, no limite, a uma nova totalização dos votos para todos os cargos, inclusive dos 99 deputados federais e os 8 senadores eleitos pelo PL, partido de Bolsonaro. Todos eles passariam a fazer parte do processo, inviabilizando-o na prática.

Nos bastidores, porém, dirigentes e parlamentares mais experientes do PL, que não são tão próximos de Bolsonaro, admitem que a ação no TSE tinha poucas chances de prosperar. Eles consideram impossível que a Corte, em sua atual composição e sob o comando de Alexandre de Moraes, atendesse a qualquer pedido que pudesse gerar ainda mais dúvidas sobre o processo eleitoral e tumultue a transição para o novo governo.

O próprio Moraes já disse várias vezes que a eleição acabou, que Lula será diplomado em dezembro e empossado em janeiro. Qualquer avanço no processo estimularia mais desconfiança e protestos contra o resultado da eleição e fragilizaria ainda mais a credibilidade do TSE na condição de organizador das eleições. Por isso a percepção de que o processo não avançaria.




Presidente do PL tenta se equilibrar para agradar a Bolsonaro e ao TSE

Quem assumiu o protagonismo público de questionar as urnas em nome de Bolsonaro foi o ex-deputado e presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Valdemar buscou se equilibrar para atender aos desejos de Bolsonaro e contemplar boa parte da bancada mais ligada a ele. Se publicamente é ele quem falou sobre a ação da coligação, em conversas reservadas com os ministros do TSE e do STF, evitava afrontar a Justiça Eleitoral – que tem o poder de fiscalizar as contas do partido e retirar dele fatias dos fundos partidário e eleitoral, caso considere irregulares suas receitas e despesas.

Do ponto de vista formal, a ação da coligação de Bolsonaro era baseada numa norma interna do TSE que permite a entidades fiscalizadoras do processo eleitoral e a partes interessadas realizar uma “verificação extraordinária” dos resultados de uma eleição. A Resolução 23.673/2021 do Tribunal, aprovada em dezembro do ano passado, estabelece que isso é possível, “desde que sejam relatados fatos e apresentados indícios e circunstâncias que a justifiquem, sob pena de indeferimento liminar”.

A resolução diz que uma ação do tipo deve conter um plano de trabalho descrevendo as verificações pretendidas, como serão aferidas e os objetivos a serem alcançados. É possível verificar os sistemas instalados nos computadores do TSE e nas urnas eletrônicas, inclusive com a exibição de logs e a reimpressão dos boletins de urna – arquivos emitidos por cada máquina com a soma dos votos em cada candidato naquela seção e que são a base oficial da totalização dos votos que geram o resultado oficial da eleição. A resolução permite ao partido fazer um espelhamento dos sistemas, de modo a preservar os originais intactos.

A ação da coligação de Bolsonaro anexou esse plano de trabalho, propondo que fosse criada uma comissão técnica de especialistas na área, sem filiação a qualquer partido nem ligados à Justiça Eleitoral, para executar essas tarefas. O partido listou seis etapas de verificação, basicamente para confirmar o mau funcionamento das urnas na geração dos arquivos de log, inclusive um erro, também relatado na ação, que poderia violar o sigilo do voto de eleitores. Auditoria encomendada pelo PL ao Instituto Voto Legal (IVL) identificou nos logs que várias urnas travaram e tiveram de ser religadas, momento em que o log registrou o número do título ou o nome do eleitor que votava no momento da pane.




Cármen Lúcia é quem ficaria com o caso se não fosse arquivado

Apesar de Alexandre de Moraes ter assumido a condução inicial da ação do PL, o processo havia sido distribuído, por sorteio, para a relatoria da ministra Cármen Lúcia. Em tese, caberia a ela decidir sobre as próximas fases do caso no TSE, se o processo não tivesse sido arquivado. 

Durante toda a campanha deste ano, a ministra atuou de forma bastante alinhada com o presidente da Corte e, em alguns momentos, em ações delicadas, não fez objeções quando ele decidiu em seu lugar.




Bolsonaro questionou urnas antes e durante a eleição

Desde antes da eleição, o presidente lançava suspeitas sobre as urnas eletrônicas e mobilizou também as Forças Armadas para analisar a fundo o sistema de votação eletrônico. Após o segundo turno, a Defesa emitiu um relatório em que não apontou fraude na votação, mas não excluiu essa possibilidade, em razão de riscos no processo de preparação das urnas no TSE.

Também por pressão de Bolsonaro, o PL contratou o Instituto Voto Legal (IVL), comandado pelo engenheiro Carlos Rocha, um dos desenvolvedores do primeiro modelo da urna eletrônica, nos anos 90, para uma auditoria no sistema eletrônico de votação. Em setembro, o partido divulgou um resumo da primeira fase do trabalho, em que apontou 24 falhas, especialmente ligadas ao descumprimento de normas de segurança pelo TSE. Neste mês, apresentou ao PL um novo relatório, apontando o problema do número único de identificação na maior parte das urnas, inscrito nos arquivos de log emitidos no segundo turno da eleição.




Por Renan Ramalho

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

“Ladrão do sexo” provoca pânico após roubar 15 garotas de programa no DF


criminoso entra em contato após ver anúncios publicados em sites e marca o programa. Após o sexo, ele rende as vítimas com violência

Garotas de programa do Distrito Federal procuraram a Polícia Civil (PCDF)para denunciar um homem que passou a cometer assaltos após fazer sexo com as vítimas. Pelo menos 15 mulheres teriam sido assaltadas pelo ladrão em regiões administrativas como Ceilândia, Taguatinga e Sudoeste. Algumas mulheres foram ameaçadas com faca e obrigadas a realizar transferências via Pix para o criminoso.

O modus operandi do ladrão é sempre o mesmo, segundo as vítimas. Ele entra em contato via WhatsApp após ver algum dos anúncios publicados em sites especializados e marca o programa. Após o ato sexual, o suspeito rende as vítimas, rouba objetos de valor do apartamento, obriga as vítimas a fazerem Pix para outras contas e as deixam amarradas, para que ele tenha tempo de fugir.

Apenas nos dias 9, 14 e 16 de novembro, o assaltante atacou em Taguatinga e no Sudoeste. Em ambos os casos, câmeras de segurança instaladas nos prédios onde as garotas de programa atendiam flagraram o criminoso entrando no local e fugindo depois. Em um dos assaltos, o suspeito levou R$ 7,5 mil de uma das vítimas, além de objetos de valor.

Grupo de segurança

Depois de ter feito pelo menos 15 vítimas, onde boa parte se recusou a registrar ocorrência policial, garotas de programa criaram um grupo no WhatsApp para trocar informações sobre o ladrão. Nome, telefone, redes sociais e fotos do criminoso — que tem uma cicatriz na testa — foram compartilhados no grupo pelas vítimas.

Em um dos diálogos no grupo do qual a coluna teve acesso, uma das garotas de programa alerta que o assaltante havia acabado de fazer mais uma vítima, em um prédio de quitinetes e Taguatinga. Uma delas registrou ocorrência na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro). Até a última atualização desta reportagem, o ladrão continuava a solta. A PCDF investiga o caso.

Por Carlos Carone,Mirelle Pinheiro

Pai entrega à polícia filho que usou moto e roupa dele para assaltos no RN


Um mototaxista do Rio Grande do Norte decidiu entregar à polícia o próprio filho, que estava usando a moto e o uniforme dele para praticar assaltos. O jovem foi detido ontem. Segundo policiais da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar, o suspeito estaria praticando os crimes a bordo de uma motocicleta de cor verde, na região central de Ceará-Mirim, na Grande Natal.

Após diligências, os policiais militares conseguiram localizar o suspeito, que confessou ter cometido alguns roubos e tentativas de delitos na região.

O rapaz ainda foi flagrado por câmeras de segurança praticando os crimes em ruas do município.

Após a abordagem, várias vítimas foram contatadas e relataram que o suspeito utilizava também uma bicicleta para cometer os delitos.

Algumas pessoas conseguiram registrar a placa do veículo e começaram a repassar as informações sobre o assaltante em grupos de WhatsApp.

Com a confissão e o reconhecimento das vítimas, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Plantão da Zona Norte. Seu nome não foi divulgado.

por Maurício Businari

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