segunda-feira, 31 de outubro de 2022

João Paulo Costa ressalta a importância da vitória de Lula para Pernambuco


O Deputado Estadual reeleito João Paulo Costa comentou através das suas redes sociais o resultado do processo eleitoral que confirmou a vitória de Lula, “Vitória da democracia! Luís Inácio Lula da Silva, o melhor presidente da história desse país, acaba de ser eleito para mais um mandato.”

Nas últimas semanas, João Paulo Costa concedeu uma série de entrevistas em que manifestou e justificou o apoio ao, agora, presidente eleito. Sempre ressaltando os exitosos programas sociais do governo Lula, o parlamentar tem defendido a importância da retomada dessas políticas públicas, como por exemplo a volta do Minha Casa, Minha Vida, o retorno do orçamento para o Programa Farmácia Popular, a ampliação do FIES e do PROUNI para o povo pernambucano, entre outros.

O deputado ressaltou ainda que uma das prioridades do novo governo precisa ser o de pacificar o país, “O momento agora é de unir o Brasil. Lula será o presidente de todos os brasileiros, os que votaram e os que não votaram nele.”

Lula foi eleito com uma votação expressiva em Pernambuco e no Nordeste e assume a presidência do país no próximo dia 1 de janeiro.

Por Blog do Finfa

Bolsonaristas reclamam do Nordeste, Porém a derrota foi no Sudeste



Após o termino das apurações , apoiadores de Jair Bolsonaro alegaram que o eleitorado do Nordeste foi o principal culpado pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo que o petista realmente tenha prevalecido sobre os nordestinos, a análise levantada pelos bolsonaristas é falha. Na verdade, o presidente recebeu mais votos no Nordeste em termos percentuais em 2022 do que em 2018.

Há exatamente 4 anos, Bolsonaro recebeu 30,3% dos votos válidos dos eleitores nordestinos no 2º turno. Agora, foram registrados 30,7%.

Apesar de que seja uma diferença pequena de só 0,4 ponto percentual, se colocada ao total de votos válidos de 2022, isso equivaleria a um apoio extra de 130 mil eleitores para o presidente neste ano no território Nordestino. 

No que se refere ao Sudeste, Bolsonaro, Em 2018, no chamado “Triângulo das Bermudas da política” (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), o presidente teve 65,5% dos votos válidos. Agora, somados só 54,1%.

Essa massiva diferença de 11,4 pontos percentuais em São Paulo, Rio e Minas, Posta ao número de votos válidos em 2022, representariam 5,4 milhões de votos a mais para o atual presidente.

Como se nota, Bolsonaro perdeu no Brasil inteiro para Lula por uma diferença de só 2.139.645 votos. Se os sudestinos bolsonaristas (que tanto condenam os nordestinos) tivessem dado neste ano o mesmo apoio de 2018, o presidente teria sido reeleito.

Logo, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais têm, somados, 63,8 milhões de eleitores. Isso equivale a 41% do total do eleitorado do Brasil inteiro. Esses 3 Estados são vistos como “Triângulo das Bermudas da política” numa alusão à perigosa região do Caribe e que aviões caem e furacões causam devastações de tempos em tempos.

Por fim, De tempos em tempos, algum candidato a cargo relevante acaba sendo tragado pela rejeição de paulistas, mineiros e fluminenses.



Michelle e Jair Bolsonaro param de seguir um ao outro no Instagram

 



Uma suposta crise no casamento do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua esposa Michelle foi levantada por internautas após a derrota do político nas urnas neste domingo (30), quando o Brasil escolheu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Palácio do Planalto a partir do dia 1º de janeiro de 2023, com o total de 60.345.999 (50,9%). O motivo do possível desentendimento entre o casal é público e foi mostrado no aplicativo Instagram, onde os dois deixaram de “seguir” um ao outro na madrugada desta segunda-feira (31). A primeira-dama, inclusive, também deixou de acompanhar, no mesmo aplicativo, Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente e vereador do Rio de Janeiro, pelo partido Republicanos.

Michelle Bolsonaro esteve engajada ao lado do marido durante todo o decorrer da campanha eleitoral, tendo sua atuação sido reforçada no segundo turno, a fim de captar mais votos femininos. No entanto, não foi vista ao lado dele desde momentos antes da apuração dos votos.

Na internet, o casal não foi poupado de críticas e deboches. “Todo mundo vai namorar no governo Lula, menos o Bolsonaro”, postou um. Outro disse que “Lula nem tomou posse e já está acabando com a família tradicional brasileira”.

Do Diário de Pernambuco

Em silêncio desde o resultado das urnas, Bolsonaro não recebeu nem ministros

 


Após mais de três horas do resultado oficial das Eleições 2022, Jair Bolsonaro (PL) segue em silêncio após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter declarado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito presidente do Brasil pela terceira vez. Sem ainda ter feito uma declaração, Bolsonaro não se posicionou em nenhuma rede social.

De acordo com os assessores do atual presidente, ele passou toda a tarde no com o seu filho Flávio Bolsonaro. Após o anúncio, Bolsonaro também não quis falar ainda com seus ministros por telefone, assim como também não recebeu nenhum integrante do governo federal.

A derrota de Bolsonaro nas Eleições 2022 tem uma marca inédita e negativa para ele. Com a vitória do ex-presidente Lula, Jair se torna o primeiro presidente a perder a disputa à reeleição.

O petista ficou com a maioria dos votos dos brasileiros, totalizando 50,90%, até o fechamento da reportagem. O candidato do PL, derrotado e atual presidente obteve 49,10%.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do O Globo, um dos ministros integrantes do governo chegou a ligar para Bolsonaro após a divulgação oficial do resultado, porém não conseguiu contato, assim como outros ministros não obtiveram sucesso. Já a coluna de Mauro Cesar Cid informou que Jair ‘subiu para o quarto’ e ‘iria dormir’.

Com o silêncio na noite deste domingo, a expectativa dos ministros e assessores do Governo Federal é que Bolsonaro fale sobre o resultado eleitoral nesta segunda-feira (31).

Um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), chegou a realizar uma live com cerca de 24 minutos em uma rede social ao lado de apoiadores do presidente como o influenciador Café com Ferri e o deputado federal, Nikolas Ferreira (PL-MG). A live aconteceu quando a apuração ainda estava em fase inicial.

Os outros filhos do presidente, o vereador Carlos e o senador Flávio, também não se manifestaram nas redes sociais após o resultado das urnas.

da FolhaPE

Lula agradece a Deus, fala em conciliação e diz ter derrotado a máquina do governo de Bolsonaro

 


No primeiro discurso após ser eleito presidente pela terceira vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu a todos os que votaram neste domingo (30) e prometeu encontrar uma saída para o país voltar a ter paz e viver democraticamente. O líder petista falou em diálogo com o Congresso e o Judiciário.


Lula pediu respeito à Constituição e disse ser a hora de baixar as armas, que a bandeira verde e amarela não tem dono e que precisará de todos da política, da imprensa e da sociedade para governar o país. O petista disse que todos terão de encontrar uma saída para que o país volte a viver harmonicamente.

Em sua fala lida, o líder petista definiu a eleição deste ano como uma das mais importantes da história e afirmou que um grande movimento foi formado acima dos partidos políticos e dos interesses pessoais em prol da democracia.

“A eleição colocou frente à frente dois projetos opostos e que hoje têm um único e grande vencedor: o povo brasileiro. Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nesta campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático”, disse Lula, que pouco antes havia agradecido a senadora Simone Tebet (MDB-MS), aplaudida pelos presentes.

Ele afirmou que será preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário sem tentativas de “exorbitar, intervir, controlar ou cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes”.

Lula afirmou também que pretende retomar o diálogo com os governadores e prefeitos, para que sejam definidas em conjunto as obras prioritárias para a população.

O petista não citou nominalmente o adversário, Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou que enfrentou durante a campanha não um candidato, mas “a máquina do Estado brasileiro”.

“Tentaram me enterrar vivo e eu estou aqui para governar este país em uma situação muito difícil”, disse.

O presidente eleito falou em avanços sociais e na economia. “A volta da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias”.

O petista falou em geração de renda, em especial com os pobres fazendo parte do Orçamento e destacou como prioridade o combate à fome e o programa de inclusão e de moradias populares.

Lula falou também em igualdade salarial de gênero e no combate à violência contra as mulheres e disse enfrentar o preconceito, o racismo e a discriminação. “Vou governar para todos os brasileiros, e não somente àqueles que votaram em mim.”

Ele reiterou promessas que fez durante a campanha, entre as quais incentivos aos micros e pequenos empreendedores, apoio aos pequenos e médios produtores rurais e a retomada do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

Lula afirmou que não interessa a ninguém viver em um país dividido. “O verde amarelo não pertence a ninguém, e sim ao povo brasileiro”.

Da Folha de São Paulo

Raquel captou o sentimento de mudança

 


Raquel Lyra (PSDB) ganhou a eleição por três motivos: a morte do seu marido no primeiro turno, episódio que gerou comoção, a postura de neutralidade na corrida presidencial, que a deixou como opção entre os eleitores de Lula e Bolsonaro, e, o mais importante: conseguiu passar para o eleitor ser a verdadeira alternativa de mudança, o voto anti-PSB.


Na virada do primeiro para o segundo turno, Marília ganhou o apoio de segmentos do PSB, entre os quais do grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. Quem votou nela no primeiro turno apostou no fim da era PSB. O mesmo se deu com quem votou em Anderson Ferreira (PL), Miguel Coelho (UB) e na própria Raquel, ou seja, o eleitor mandou o recado da mudança.


A foto de Marília com João e depois com lideranças do PT, como Humberto Costa e a senadora eleita Teresa Leitão, foram recebidas pelo eleitorado ávido por mudança como traição, sinal de que o PSB, deletado com a não ida de Danilo Cabral ao segundo turno, iria continuar dando as cartas em Pernambuco.

Caiu de graça no colo de Raquel, que assim capitalizou, com maestria e competência, a oportunidade de se transformar no verdadeiro estuário de votos para banir de vez o PSB do poder em Pernambuco.

No primeiro turno, Marília, que liderou as pesquisas em todos momentos da campanha, errou ao não participar de nenhum debate, seja no rádio ou na televisão. Com isso, deu a impressão de ter calçado sapato alto, nariz empinado, o que, com certeza, pode ter lhe subtraído mais votos do que supunha.

Por fim, Raquel, no enfrentamento com Marília nos debates, teve mais domínio técnico quando tratou de questões administrativas, mesmo sofrendo constrangimentos no campo político quando tratou de explicar sua neutralidade política na disputa presidencial.

Por Blog do Magno

domingo, 30 de outubro de 2022

Lula é eleito presidente da República pela terceira vez

 


Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito novamente presidente do Brasil. O líder petista venceu o segundo turno da disputa, realizado hoje, ao derrotar o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), o primeiro a não conseguir a reeleição.

Segundo dados da apuração realizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atualizados até as 19h40 deste domingo (30), Lula tem 50,76% dos votos válidos, contra 49,24% do atual presidente da República.

Quando assumir, em janeiro, Lula, 77, será o mais velho ocupante do cargo na história. Será sua terceira passagem pelo governo, que liderou em dois mandatos (2003-2010).

Por Blog do Magno

sábado, 29 de outubro de 2022

Carla Zambelli não foi empurrada por homem antes de sacar arma

 


A deputada bolsonarista caiu sozinha. Depois de se levantar, ela e seguranças perseguem o homem. No meio da perseguição, um disparo é efetuado

Em vídeo filmado que circula pela rede, mostra claramente por outro ângulo a realidade dos fatos. desmentindo a versão apresentada pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) . Sobre o motivo dela ter apontado uma arma para um homem no bairro dos Jardins, em São Paulo. A deputada bolsonarista disse que havia sido empurrada por "um homem negro" e "militante de Lula", e por isso o perseguiu. No entanto, o vídeo mostra que a deputada caiu sozinha. Desmentido a  sua versão. Logo a pós segue com arma em punho.

Após tropeçar sozinha, Zambelli se levanta e corre atrás do homem acompanhada pelos seguranças dela.  No meio da perseguição, dá para escutar um tiro, que não foi disparado por Zambelli. O vídeo mostra também que várias pessoas agrediram o homem como seus seguranças. 


Por Correio Braziliense

Marília Arraes inicia último dia de campanha em caminhada no Morro da Conceição



O último dia de campanha da candidata de Lula em Pernambuco, Marília Arraes, começou com uma atividade carregada de simbolismo: uma caminhada no Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife. Marília, que fez a campanha mais propositiva da eleição deste ano, esteve acompanhada de dezenas de apoiadores, lideranças políticas e vereadores do Recife.

Devota de Nossa Senhora da Conceição, Marília também participou de uma missa no santuário que fica no Morro da Conceição. “Eu tenho certeza de que os pernambucanos vão escolher o caminho da democracia para o nosso estado a partir do ano que vem. Ao lado do presidente Lula, nós vamos resgatar Pernambuco”, afirma.

Por Blog do Finfa


Por Blog do Finfa

Jornalista sofre agressão no PR e suspeita de motivação política


A jornalista Magalea Mazziotti, 43 anos, foi agredida no calçadão da Rua XV de Novembro, em Curitiba (PR), por volta das 22h dessa quinta-feira (27/10). Ela usava um adesivo no peito do candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no momento do ataque.

“Estava indo encontrar meus amigos e fui atacada. Não sei se é porque estou com adesivos do Lula expondo em quem eu vou votar no domingo… Tive o rosto cortado e estou com um galo na cabeça. Não me levaram nada a princípio”, contou Mazziotti

Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia. O agressor seria um homem com cerca de 25 anos. Câmeras de segurança na região onde a agressão aconteceu estão sendo analisadas pela polícia.

A jornalista levou vários pontos no rosto. 

Policia Civil 

Em nota, a Polícia Civil afirma que está investigando o caso. 

“A PCPR está realizando diligências preliminares para apurar a autoria e circunstâncias da agressão. O caso ficará a cargo do 1° Distrito Policial da Capital.”

Nota da CNN 

A CNN Brasil repudia todo e qualquer ato de violência. Também esclarece que a jornalista Magalea Mazziotti não tem vínculo com a emissora, conforme foi noticiado. A profissional já prestou serviços como free-lancer para a empresa no passado.

Perguntar não ofende, Será esse o comportamento dos "Temidos Cidadãos de Bens" Defensores fervorosos da Ideia de Deus, Pátria e Família? Mais onde a Cordialidade e o respeito a diferença foram parar? Será esse um comportamento certo para um  "Verdadeiro Cristão"? Olha que nem todo mundo concordava com o que Jesus pregava, E nem assim deixou de ser crucificado. e o pior por pessoas próximas a ele. Então acho que os fatos falam por si só. Em um rebanho sempre haverá uma Alcateia de Lobos.


Por Portal Metrópoles com cometários do Sertão em Foco

Fábio Faria, ministro de Bolsonaro, se diz arrependido de fabricar mentiras


Fábio Faria, quem diria, desembarcou da confusão que ele armou com o núcleo duro da campanha de Bolsonaro, candidato do PL à reeleição. O ministro das Comunicações recuou da denúncia feita por ele na segunda (24), e admitiu ter cometido um erro. “Me arrependi profundamente de ter participado daquela entrevista coletiva. Se eu soubesse que [a crise] iria escalar, eu não teria entrado no assunto”, afirmou.

Ele havia convocado a imprensa para informar sobre “graves fraudes” em inserções de propagandas do horário eleitoral gratuito de rádio, principalmente no Nordeste.

Segundo o ministro, o presidente teria tido 154.085 inserções a menos que seu adversário, Lula (PT), o que provocaria “desequilíbrio” de forças na disputa. A descoberta, como explicou, havia sido atestada por uma consultoria contratada pela campanha.

O episódio foi tratado pela imprensa como Radiolão ou RadioGate de Bolsonaro e, com base nele, partidários do presidente passaram a pedir o adiamento das eleições. O senador Lasier Martins (Podemos-RS), considerando o “prejuízo irreparável”, escreveu em sua conta do Twitter: “Falhou a fiscalização. Para restabelecer a equidade no processo eleitoral é preciso tempo para investigação profunda. Adiar a eleição é a única solução”.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, deu 24 horas para a coligação Pelo Bem do Brasil apresentar provas que sustentassem a denúncia.

Bolsonaro chegou a declarar que sua equipe virou a noite para atender as exigências do tribunal. No dia seguinte, a equipe jurídica do presidente enviou um relatório de uma suposta auditoria para comprovar as denúncias.
Escândalo não convence a Justiça eleitoral

Moraes, no entanto, rejeitou a ação alegando que os dados eram “inconsistentes” e que não serviam como prova. Além disso, pediu ao Ministério Público Eleitoral investigação da coligação, que além de apresentar denúncia falsa, tumultuava o processo eleitoral poucas horas antes da eleição do segundo turno.

Bolsonaro informou que recorrerá. A decisão do TSE refletiu o tiro no pé, gerando mal-estar na campanha que contava com a artimanha para virar os rumos da acirrada disputa. O presidente se mentem no segundo lugar em todas as pesquisas publicadas no segundo turno.

Nesta sexta (28), Fábio Faria declarou o seu arrependimento em entrevista à jornalista Mônica Bergamo. Contou que planejava, com a coletiva de imprensa, tentar um “acordo” com o TSE.

Para livrar dos seus ombros o peso da acusação, o ministro das Comunicações culpou o partido de Bolsonaro por não fiscalizar as inserções nas rádios. “A falha era do partido, que percebeu o problema tardiamente, e não do tribunal. Como havia pouco tempo para o TSE fazer uma investigação mais aprofundada, eu iniciei um diálogo com o tribunal em torno do assunto”, afirmou.

Por Cauê Rodrigues

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

No último debate do 2º turno, Raquel e Marília trocam farpas pesadas


O debate desta quinta-feira (27) entre as candidatas ao governo de Pernambuco , Raquel Lyra (PSDB) e Marília Arraes (Solidariedade), foi marcado por críticas às trajetórias políticas, acusações sobre alianças locais e nacionais e troca de farpas. Em diversas ocasiões, as adversárias chamaram uma à outra de “mentirosa” e incluíram parentes na arenga.

No primeiro turno das eleições, Marília ficou em primeiro lugar, com 23,97% dos votos válidos, e Raquel, em segundo, com 20,58% dos votos válidos. A mais recente pesquisa Ipec, da terça-feira (25), aponta que Raquel Lyra lidera a disputa com 51% das intenções de voto, e Marília Arraes tem 42%.

O debate promovido pela TV Globo teve quatro blocos, sendo dois com temas livres e outros dois com temas determinados. As duas candidatas tiveram que administrar o tempo de fala de cada bloco para fazer perguntas, réplicas, tréplicas e outros questionamentos.

Paulo Câmara

Ao longo de todo o debate, as duas candidatas trouxeram para a pauta o governo Paulo Câmara (PSB), ambas fazendo questão de se desvencilhar de ligação com o atual gestor. Marília Arraes falou sobre o período em que Raquel Lyra foi aliada do governo; essa por sua vez, criticou a adversária por ter recebido apoio do PSB no segundo turno, acusando-a de ser a candidata da continuidade.

“Você acha que alguém que não faz parte do mesmo grupo político tem tanta gente da família empregada lá? A mulher do pai dela, que era gerente do Palácio. A irmã dela tinha alto cargo com Geraldo Julio, na prefeitura do Recife. O irmão até hoje é assessor da ilha de Fernando de Noronha. Olha, a manutenção do poder e a briga pelo poder não vai fazer com que Pernambuco, hoje, não consiga tomar a decisão que é da mudança de verdade“, disse Raquel.

“Pernambuco sabe o quanto eu combati e combato o governo Paulo Câmara. Aliás, sofri bastante. Diferente de você, que ajudou Paulo Câmara a ser colocado lá onde está hoje, que hoje é apoiada pela cúpula de Paulo Câmara. […] Entrem no Google e procurem Marília Arraes e Paulo Câmara. Vocês não vão ver nenhuma foto minha com ele. Nunca troquei cinco minutos de conversa com Paulo Câmara. Agora, da minha adversária, aí vocês vão ver um álbum de fotos“, afirmou Marília.

Lula x Bolsonaro

A disputa nacional pela Presidência da República também esteve presente durante todo o debate. A cada novo tema debatido, Marília Arraes cobrava posicionamento de Raquel Lyra sobre a eleição presidencial. “Quem diz que tanto faz está do lado do opressor, e está do lado de Bolsonaro“, disse. “Sua candidatura é a trincheira do bolsonarismo em Pernambuco“, afirmou, em outro momento.

A candidata Raquel Lyra reclamou da nacionalização da discussão. “Eu convido a todos, a senhora também, a acompanhar o debate nacional que vai acontecer amanhã entre o candidato Lula (PT) e o candidato Bolsonaro (PL), para que você possa fazer a sua escolha. É lá que vai se dar a discussão federal. Aqui, nós vamos fazer a discussão sobre Pernambuco“, disse.

Educação

No bloco sobre temas pré-determinados, a candidata Raquel Lyra questionou a adversária sobre como construiria novas vagas em creches e o que faria para evitar a evasão escolar.

Marília Arraes disse que precisa promover harmonia entre os entes federativos, buscar parcerias e que tem como meta ter no mínimo 50% das crianças nas creches. “Vamos enviar à Assembleia Legislativa projeto para redistribuir o ICMS, para que os municípios possam cumprir essa meta”, afirmou, acrescentando que pretende levar 60% dos alunos do ensino fundamental para o ensino integral.

Na sequência, a candidata do Solidariedade perguntou a Raquel Lyra sobre o que pretende fazer para valorizar os professores.

Raquel Lyra disse que vai criar 60 mil vagas em creches, afirmando que pretende construir as unidades nos municípios e mantê-las por um ano, para que os prefeitos possam gerir após esse período. “A gente vai avançar com a saúde dentro da creche, como a gente fez em Caruaru. Dentista, oculista, entrega de óculos, vacinação, qualificação profissional para a mãe, que agora vai poder sair para trabalhar, para que ela possa ter o seu trabalho”.

Mulheres

Um dos temas escolhidos por Marília Arraes foi política para as mulheres. A candidata iniciou a fala com críticas sobre a construção de uma maternidade em Caruaru, durante a gestão da adversária, questionando a lentidão na entrega da obra. Raquel Lyra afirmou que vai concluir a obra do Hospital da Mulher de Caruaru, além construir cinco novas maternidades no estado, com capacidade para 100 leitos cada uma.

“[Uma unidade] vai custar em torno de R$ 40 milhões, mais em torno de R$ 7 a 8 milhões para poder equipar. R$ 250 milhões. Não é algo que o estado de Pernambuco não possa fazer. É claro que a gente vai ter capacidade de buscar recursos do governo federal, de emendas parlamentares”, disse, acusando Marília Arraes de nunca ter destinado emendas parlamentares a Caruaru, como deputada federal.

A candidata questionou ainda a proposta de criação de Casas da Mulher Pernambucana, de Marília Arraes, e acusou a adversária de ser contra a construção de maternidades.

Marília Arraes disse que é “desonesto” afirmar que é contrária à construção de maternidades. “Eu não estou aqui para brincar com a esperança das pessoas, o que eu estou dizendo é que governar Pernambuco não tem receita de bolo”, disse. “Nós temos muitas maternidades em Pernambuco, nos municípios, que podem ser ampliadas, que podem ser preparadas para que aquelas crianças nasçam na sua cidade”, declarou.

Violência e segurança pública

No terceiro bloco, em meio a críticas às trajetórias políticas uma da outra, as duas candidatas falaram sobre combate à violência. O tema foi escolhido por Marília Arraes, primeira a ter a palavra nessa etapa do debate. Ela perguntou sobre o Pacto Pela Vida, política implementada no primeiro governo de Eduardo Campos, e Raquel Lyra respondeu que pretende criar um programa chamado Juntos Pela Segurança.

Raquel disse que vai investir em repressão qualificada e na prevenção social. “A repressão qualificada com investimento em inteligência, nas tropas operacionais da polícia, na Polícia Científica, garantindo concurso permanente para a Polícia Militar, recompletamento dos quadros da Polícia Civil, estruturação da Polícia Científica, e um trabalho num propósito só, que é fazer de Pernambuco um estado de mais paz. Prevenção social, garantir o cuidado das pessoas mais vulneráveis, estancar ciclos de violência“.

As duas candidatas também criticaram a gestão do governo Paulo Câmara à frente do Pacto Pela Vida, e Marília Arraes prometeu reestruturar o programa.

“Nós vamos mudar as metas e indicadores. Nós vamos integrar as polícias. Não dá para falar em combater a violência sem ter pulso firme. Vamos mudar a estrutura da SDS, porque eu considero que, para a gente cuidar da situação da insegurança em Pernambuco, não dá para a governadora estar delegando para um e para outro. O comando da Polícia Militar, a chefia da Polícia Civil, a Polícia Científica, vai despachar direto com a governadora“. 

(Fonte: g1-PE)

Nota de Esclarecimento



O sertão em foco foi procurado pela organização da carreata pro-Lula em Afogados da Ingazeira. para salientar que esta a vendo um serie de disparo em grupos de WhatsApp por parte de Apoiadores do atual presidente Jair Bolsonaro para repassar informação falsas sobre o evento. Assim, A organização reafirma que o evento estar de pé. A Carreata acontecerá hoje! Sexta- Feira (28) Como ponto de concentração O Vianão a partir das 18H.




Carreata pró-Lula toma as ruas de Afogados nesta Sexta- Feira (28)


Apoiadores do Ex presidente Lula mais uma vez retornam as principais ruas de Afogados em modelo Carreata. Reafirmando o seu compromisso com o projeto defendido pelo ex Presidente. O ponto de concentração se dará no O Vianão, a partir das 18:00 h. O Blog conversou com alguns apoiadores sobre a expectativas para o evento, um deles foi o PM Ytalo Marques. "A expectativas são as melhores, como filho do Pajeú, endosso todo o meu apoio a Candidatura do Ex Presidente Lula, e ao evento realizando aqui no Sertão". Ouvimos também o Professor de Direito Constitucional Rodrigo Oliveira,"E, uma alegria em poder ver mais uma vez a minha amada terra de Afogados da Ingazeira indo a ruas defender um bem maior. Não, uma bandeira ou um partido mais a nossa Democracia.concluiu.

Afogados: preso bacharel em direito por estupro de incapaz em 2013


A polícia cumpriu mandado de prisão contra Hilton Kleber Alves de Oliveira, 51 anos, pelo crime de estupro de vulneráveis.

O caso envolveu duas menores de conhecidas pessoas da cidade, um empresário e um profissional de família ligada a transporte alternativo.

O caso corria em segredo de justiça e foi registrado em 2013. Ele foi condenado em primeira instância no ano seguinte, 2014, mas recorreu e buscou mecanismos para adiar a decisão.

Ontem, a punição de 11 anos e oito meses de reclusão em regime fechado foi cumprida. Ele foi localizado por uma equipe de policiais civis e militares, preso e levado à uma cela na Delegacia de Polícia na cidade. Ele será levado ao presídio Brito Alves, de Arcoverde, após Audiência de Custódia.

No ano do crime, Hilton chegou a ser detido, mas foi liberado. A notícia da prisão pelo blog gerou um caso de censura. E via ofício. Em 2014, ao noticiar a uma prisão na região do Pajeú, fruto de trabalho investigativo da Polícia Civil, o blog foi alvo do condenável expediente.

A Juiza Clenya Pereira de Medeiros solicitou via ofício que o blog retirasse imediatamente o conteúdo da matéria “sob pena de responsabilização nos termos da Lei”, assim como mais dois veículos.

A prática de censura, ao cercear conteúdo de matéria jornalística, notificando fato real, foi muito criticada por órgãos de defesa da liberdade de expressão à época.

“Ela agiu de ofício, o que não poderia fazer, e agravou a censura”, disse um especialista à época.

Nomes respeitados do jornalismo pernambucano como Ivan Maurício, Evaldo Costa e tantos outros jornalistas vítimas de regimes de exceção e defensores da liberdade de imprensa, assim como entidades, hipotecaram solidariedade.

Foi pior, porque a repercussão sobre “o que se queria proibir” da juíza, só aumentou a curiosidade e repercussão do episódio.

Por Nill Junior






TRE-PE inicia distribuição das urnas eletrônicas para os locais de votação



Nesta sexta-feira (28), o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) inicia a distribuição das urnas eletrônicas que serão usadas no domingo, dia 30, data do segundo turno das Eleições 2022.

Logo após o carregamento dos veículos nos 18 polos eleitorais, 22.262 urnas eletrônicas, sendo 1.690 de contingência, começam a ser transportadas e distribuídas nos locais de votação. 

Nos locais de votação, as urnas serão recebidas pelos administradores de prédio. À medida que forem entregues, os 557 técnicos irão ligar e vistoriar os equipamentos, em um procedimento público, aberto por edital, do qual podem participar representantes dos partidos, coligações ou federações que estão concorrendo, além das entidades fiscalizadoras como Ministério Público, entre outras.

Por André Luis

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Pesquisa Atlas para presidente: Lula tem 53,2% dos votos válidos; Bolsonaro, 46,8%


Levantamento foi feito com 7.500 entrevistas via recrutamento digital aleatório entre os dias 21 e 25 de outubro; margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos

Pesquisa AtlasIntel para as eleições para presidente, divulgada nesta quinta-feira (27), traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 53,2% dos votos válidos, e o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 46,8%. O segundo turno das eleições será neste domingo (30).

Os votos válidos, que excluem os votos em branco e nulos, determinam o resultado das eleições. Nas disputas para presidente e governador, o candidato que atinge mais de 50% dos votos válidos vence o pleito.

Levando em conta os votos totais, Lula fica com 52,4% das intenções, contra 46% de Bolsonaro. Os que afirmaram não saber e os que pretendem votar em branco ou nulo somam 1,6%.

A pesquisa da AtlasIntel entrevistou 7.500 pessoas via recrutamento digital aleatório entre 21 e 25 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01560/2022 .

Pesquisas eleitorais mostram uma tendência e, não necessariamente, correspondem ao resultado das urnas. Não é uma ciência exata e as amostragens são limitadas. 

Segundo turno
Votos válidosLuiz Inácio Lula da Silva (PT) — 53,2%
Jair Bolsonaro (PL) — 46,8%
Votos totaisLuiz Inácio Lula da Silva (PT) — 52,4%
Jair Bolsonaro (PL) — 46%
Não sabe/Brancos/Nulos — 1,6%

Da CNN

Datafolha votos válidos: Lula 53% e Bolsonaro, 47%




Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (27), encomendada pela Globo e pela “Folha de S.Paulo”, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 49% de intenção de votos no segundo turno e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 44%.


O novo levantamento foi feito entre terça-feira (25) e esta quinta (27), e os resultados se referem à intenção de voto no momento das entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.


Em relação ao levantamento anterior, Lula manteve o mesmo percentual e Bolsonaro caiu um ponto. O dado sugere estabilidade.


Nos votos válidos, o levantamento apontou que Lula tem 53%, e Bolsonaro, 47%. Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. No levantamento anterior, Lula tinha 52% e Bolsonaro, 48%.


Já na pesquisa espontânea, os entrevistadores não apresentam previamente o nome de nenhum dos dois candidatos. Nesse cenário, Lula aparece com 47%, e Bolsonaro, com 42%. Além disso, 1% deram outras respostas. Brancos e nulos somaram 4%; outros 5% disseram que não sabem em quem votar.


A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-04208/2022.


Por Nill Junior

'Matar e quebrar urnas': evangélico líder de motociata incentiva crimes no Telegram


Tão logo terminou a contagem de votos do primeiro turno em 2 de outubro, um grupo de extrema direita no Telegram chamado "Nova Direita 70 milhões", com 182 mil membros, começou uma articulação sobre como atuar para reverter uma possível vitória de Lula no segundo turno.

Parte das conversas realizadas em chats do Telegram entre os dias 3 e 23 de outubro foi gravada por uma fonte que pediu para não ser identificada. Nas gravações analisadas pela Agência Pública, destaca-se Jackson Villar da Silva, evangélico que se intitula comerciante, radialista, conservador, presidente do "Acelera Para Cristo" e organizador da motociata com o presidente Jair Bolsonaro em junho de 2021, quando reuniu motociclistas em um percurso de 130 km que partiu de São Paulo até Americana, no interior.

Da zona sul de São Paulo, Villar costuma descrever o evento como "a maior motociata do mundo" — o que gerou uma investigação do Ministério Público Estadual por ter ocorrido sem segurança sanitária, durante a pandemia. O evento teria custado aos cofres públicos R$ 1 milhão, envolvendo 1.900 PMs e três helicópteros. À época, Bolsonaro disse que a motociata serviria para "enaltecer os valores da família, o patriotismo e em parte para defender o governo".

Ao longo dos registros obtidos pela reportagem, Villar propõe uma espécie de "eleição paralela", em que diz que vai provar "fraude nas urnas". "Só não pode falar que vai provar a fraude. Se falar isso aí os caras vão derrubar o canal. Tem que ser uma coisa sutil, com sabedoria, entendeu?", diz nos chats.

Mas Villar vai além em suas declarações. Ele insinua a necessidade de cometer crimes diante do cenário desfavorável ao seu candidato, Jair Bolsonaro. Ele fala, por exemplo, sobre a necessidade de "quebrar esquerdistas no cacete", conclama seus seguidores a "quebrar a urna eletrônica no pau" e afirma que "cientista político tem que apanhar".

Em certo momento, em resposta a Villar, que havia sugerido quebrar as urnas, um dos participantes, que se identificou como pastor Wellington Fontes, de Rondônia, diz que depredar o patrimônio público configura o cometimento de um crime. "A gente tem que tomar cuidado", diz o pastor. Villar se contradiz ao responder a ele. "Você desculpa, mas cê tá errado pastor. E ninguém está falando aqui em quebrar nada, depredar nada, não. Acabar é eliminar de uma vez por todas a urna. Essa urna eletrônica ninguém acredita muito.".

Villar cometeu também discrimação e preconceito contra o povo baiano, a quem se referiu como "descarados e vagabundos" por terem votado em sua maioria no candidato petista — Lula obteve 67% dos votos contra 24% do candidato do PL no estado. "Baiano é gente boa, mas ele é meio descarado. É falso. Eu conheço a natureza do baiano, o negócio dele é se requebrar", diz o empresário, que já foi cantor gospel.

As falas violentas de Villar sugerem ainda a um bolsonarista como lidar com quem vota em Lula: "Você tem que falar assim: 'Os cara vão te 'passar' [expressão para matar], os cara vão caçar todo mundo que é petista. Você vai convencer uma alma sebosa com o medo, entendeu? Ele só respeita o cacete'.

Procurado pela reportagem, Jackson Villar não retornou até a publicação.

Caso Roberto Jefferson.

Já no último final de semana, Villar se revoltou com o episódio da resistência à prisão de Roberto Jefferson, presidente licenciado do PTB, que atirou com fuzil e jogou granadas em policiais federais.

Mas a revolta era contra Alexandre de Moraes (STF), que ordenou a prisão de Jefferson por infringir diversas vezes as condições estipuladas para a sua prisão domiciliar. Villar pediu aos berros em um áudio que seus seguidores no Rio de Janeiro fossem defender Jefferson na frente de sua casa: "Tem que mandar prender o Xandão". "Eu quero ver petista preso, quero ver Xandão na cadeia, esse filho da puta na cadeia", esbravejou.

Diante da situação, outro membro do grupo que não pôde ser identificado pela reportagem ameaçou depois de ter ouvido Villar dizer que o "Exército tem que prender os policiais federais": "A vontade que eu tenho é de meter bala na cabeça do Xandão, só não tive oportunidade ainda". Villar responde: "Se matarem o Roberto Jefferson, isso vai respingar no Bolsonaro violentamente".

Villar, que usa constantemente o verniz religioso em suas mensagens, já exaltou a ditadura militar em suas redes, que somam mais de 500 mil seguidores. Nelas, ele já divulgou um vídeo em que fala em "derramamento de sangue indígena", situação que fez a Polícia Federal abrir um inquérito "para apurar possível prática de crime de ameaça a indígenas".

Durante as reuniões nos chats do Telegram, Villar afirma ser próximo a Bolsonaro e de membros do governo. "Quando chegar a um milhão no grupo vou chamar o Tarcísio, vou chamar Bolsonaro. Isso vai virar uma onda pras pessoas entrarem nesse canal. Eu tenho acesso a eles, eu tenho o zap deles aqui, do Eduardo [Bolsonaro], todo mundo.".

Foi durante a motociata organizada por ele no ano passado que o empresário gravou vídeos com Tarcísio Gomes de Freitas e Ricardo Salles, que naquele momento ainda eram ministros do governo Bolsonaro (Infraestrutura e Meio Ambiente, respectivamente).

Ele posou ao lado do próprio presidente, a quem já teve que pedir desculpas aos prantos, após criticá-lo nas manifestações de 7 de Setembro de 2021, quando Bolsonaro escreveu um comunicado dizendo que não tinha intenção de "agredir quaisquer dos Poderes" da República. "Eu não acredito em Bolsonaro mais, pode me chamar de traidor, do que quiser", falou na ocasião. As mágoas, no entanto, teriam ficado no passado. 

Hoje, Villar administra ao menos quatro grupos no Telegram favoráveis ao presidente: "70 Milhões eu voto em Bolsonaro Nova Direita", com 182 mil membros; "70 Milhões 2 voto no Bolsonaro Nova Direita", com 22 mil membros; Canal Nova Direita #70Milhões #OBrasilemBrasília, com 20 mil membros e "Carta do Bolsonaro", com pouco mais de 1.700 membros. No total, seus grupos somam mais de 225 mil membros.

Gabinete do ódio

Em 2018, Villar já havia tentado vaga como deputado federal pelo PROS, mas não se elegeu — o PROS estava coligado com o PT na ocasião. Nestas eleições, o empresário evangélico tentou novamente concorrer a uma vaga de deputado federal pelo partido Republicanos. Ele angariou apoio nas redes da senadora eleita Damares Alves, gravou propaganda eleitoral ao lado do candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas teve a pré-candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.

Nas redes, ele diz que o PT foi o culpado pela impugnação de sua campanha. "O PT impugnou minha campanha com acusações falsas! Mas a gente não se deu por derrotado! Vamos pra cima deles com mais força ainda!". Mas, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ele teve o registro indeferido a pedido do Ministério Público Estadual por não apresentar certidões e declarações necessárias ao processo de candidatura e por omissão na prestação de contas das eleições de 2018.

Hoje, o canal de Villar no Telegram com mais membros está entre os 81 citados na decisão em caráter liminar proferida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, no último dia 18 de outubro.

É a mesma decisão que abriu investigação para apurar a existência de uma suposta "rede de produção de desinformação". Gonçalves citou indícios de uma atuação "massificada" para disseminar fake news contra o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O próprio ministro Alexandre de Moraes, que preside o TSE, afirmou sobre a decisão que "as medidas dizem respeito a duas dúzias de pessoas que vêm sendo investigadas há três anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) exatamente porque fazem isso. Porque montaram um chamado 'gabinete do ódio'".

Ao saber do ocorrido, ainda no dia 18 de outubro, Villar passou a convocar seus seguidores para um novo grupo do Telegram. "Novo grupo? da Nova Direita, TSE está tentando derrubar o nosso canal. Entre nesse link agora antes que derrubem nosso grupo." E reforçou: "TSE está tentando nos calar, quer derrubar nosso canal. Estamos no caminho certo".

Voto impresso

O "caminho certo", na avaliação de Villar, está centrado na tentativa de reunir "70 milhões de patriotas que votaram em Bolsonaro" no grupo do Telegram. "E aí Deus que inspirou hoje de manhã [4 de outubro] no canal porque lá é infinito duzentas mil, o canal é infinito, lá cabe setenta milhões. Então vamos botar todo mundo do canal e eu vou entregar pro presidente o canal", prometeu.

Villar tem um parceiro na empreitada, a quem chama de "secretário". É o pastor Guilherme Lessa, que já foi candidato à prefeitura de Belém (PA) em 2020, pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC), e candidato não eleito a deputado federal em 2018. Há duas semanas eles estão colhendo assinaturas para o que chamam de "Manifesto popular de vontade própria do povo brasileiro em apoio ao presidente Bolsonaro candidato à reeleição".

Ambos organizaram um evento em Brasília nos dias 15 e 16 de outubro, que também contou com uma motociata na capital federal — essa sem a presença de Bolsonaro —, onde fizeram coleta de assinaturas a favor do voto impresso. No dia 23 de outubro, em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, também houve coleta de assinaturas.

Na avaliação de ambos em mensagens nos grupos, colocar 70 milhões de usuários no Telegram e colher assinaturas de eleitores que teriam votado em Bolsonaro no primeiro turno é o caminho que provaria que as urnas não são confiáveis, uma linha narrativa criada pelo próprio presidente da República refutada como mentirosa diversas vezes. Nesta semana, novamente, Bolsonaro afirmou que "é impossível dar selo de credibilidade" ao sistema.

O TSE disponibilizou nestas eleições uma página sobre notícias falsas relacionadas à urna eletrônica. Segundo diversos especialistas e auditores, a Justiça Eleitoral utiliza o que há de mais moderno em termos de segurança da informação para garantir a integridade, a autenticidade e o sigilo do voto. 

Por Thiago Domenici

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