terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Mulher é espancada por companheiro em São José do Egito


O efetivo do 23º BPM, durante patrulhamento foi acionado pela permanência para averiguar uma agressão na zona rural de São José do Egito.

O policiamento chegando ao local encontrou a vítima com uma lesão bastante notória em seu olho direito, ela informou que ao chegar em sua residência, seu companheiro, o imputado se encontrava com visíveis sinais de embriaguez alcoólica e estava violento, vindo a agredi-la com socos, empurrões, puxões de cabelo e a arremessando-a no chão.

O policiamento indagou a vítima se o imputado possuía arma de fogo, ela informou que sim, uma espingarda de fabricação artesanal, tipo soca soca.

O imputado se negou a sair da residência e reagiu a abordagem, sendo necessário o uso progressivo da força.

A vítima entregou a espingarda ao policiamento e a ocorrência foi encaminhada às Delegacia de Polícia de Afogados da Ingazeira.

Por Mais Pajeú

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Motorista de aplicativo é morta a facadas em assalto no Ceará



Uma motorista de aplicativo de 32 anos foi assassinada a facadas na noite de ontem durante uma corrida em Fortaleza

Segundo a ocorrência registrada na Polícia Civil, Samira Albino Ribeiro levava passageiros e parou em um semáforo quando foi abordada por suspeitos, que anunciaram um assalto e a atingiram com um "objeto perfurocortante" quando ela não entregou o celular.

Após levar facadas, a mulher chegou a dirigir até um posto de gasolina para pedir ajuda, mas morreu após ser socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O caso é investigado como homicídio pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa do Ceará.

Até essa atualização, nenhum suspeito do crime tinha sido preso.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Ceará informou que a população pode ajudar na identificação do suspeito ligando para o Disque-denúncia no número 181 ou enviando mensagens para o WhatsApp (85) 3101-0181.

Samira, formada em Ciências Contábeis, trabalhava na área, mas fazia corridas de aplicativo para aumentar a renda.

O corpo dela está sendo velado na tarde de hoje no Cemitério Jardim Metropolitano e, segundo familiares, deve ser enterrado às 16h30..

Por Uol

Afogados:homem agride vítima com uma faca peixeira


O efetivo do 23º BPM, durante patrulhamento, foi acionado pela Central de Operações para verificar uma ocorrência de lesão corporal.

Chegando ao local, bairro Borges, a vítima estava caída ao solo e várias pessoas a sua volta, onde ela informou que o acusado havia lesionado seu joelho e mão direita, com uma faca peixeira de 10 polegadas, a qual foi encontrada no local.

Populares informaram que a vítima e o acusado estavam ingerindo bebida alcoólica em uma residência próxima ao local do fato, desentenderam-se e entraram em luta corporal, sendo contidos por populares, porém o acusado foi até sua residência e voltou armado com uma faca e desferiu contra a vítima.

O SAMU foi acionado e fez o socorro da vítima para o hospital regional Emília Câmara.

O imputado evadiu-se tomando destino ignorado, foi feito diligências no intuito de localizá-lo, porém sem êxito.

Diante do exposto, a ocorrência foi repassada à disposição da Delegacia de Polícia local.

A vítima não corre risco de morte.

Por Mais Pajeú

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Médica esquece toalhas e gaze dentro de paciente após cesariana em MG



Após a alta, paciente sentia muita dor e, depois de fazer exames, descobriu os objetos no corpo. Vítima receberá R$ 40 mil em indenizações


Uma mulher receberá R$ 30 mil de indenização por danos morais e R$ 10 mil por danos estéticos após ficar com objetos dentro do próprio corpo ao se submeter a um parto por cesariana. Segundo o processo, a médica esqueceu os itens na paciente.

A cirurgia foi em um hospital de João Monlevade, região Central de Minas Gerais, em 2012. Após o parto, ela foi para um quarto, mas continuou sentindo fortes dores abdominais do lado esquerdo do corpo. As dores se intensificaram após a alta hospitalar. Depois de uns dias, a mulher notou um caroço estranho no abdome e passou a precisar de ajuda para tarefas básicas do dia a dia.

Como quadro de muita dor, a paciente precisou ser hospitalizada e, ao passar por exames, descobriu que a médica deixou objetos como gaze e toalhas no corpo dela após a cesariana.

Por BHAZ


Aluno que ameaçou decepar cabeças no DF se inspirou em atirador do ES



O atentado feito pelo atirador de Aracruz, segundo o aluno brasiliense, o motivou a provocar pânico em escolas onde havia estudado


Assustado com a repercussão e a presença de policiais civis dentro de sua casa, o aluno, de 16 anos, que usou um perfil nas redes sociais ameaçando promover massacres em duas escolas de Sobradinho revelou, em depoimento, ter se inspirado no atirador de Aracruz (ES). O menor foi apreendido nesta terça-feira (29/11), pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O outro adolescente, que de fato colocou em prática os atentados, executou quatro pessoas e deixou 13 feridas, após invadir duas escolas na cidade capixaba, na última semana. A ação do jovem capixaba, segundo o menor residente do DF, o motivou a provocar pânico em Sobradinho, especificamente em duas escolas onde havia estudado. Para isso, ele criou um perfil no Instagram com fotos afirmando que “deceparia muitas cabeças” e que “não tem medo” de nada.

Em pouco menos de três horas, policiais civis da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) identificaram o autor das ameaças e foram até sua residência. Humilde, a família do adolescente recebeu a notícia com surpresa e liberou que os policiais apreendessem o celular dele, que foi encaminhado para perícia. Ele foi autuado na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA)por ato infracional análogo ao crime de ameaça.

“Brincadeira”

Em depoimento, o rapaz alegou ter feito as postagens para “brincar” e que não pretendia executar o plano. Além disso, informou ter sido aluno do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 4, um dos colégios mencionados na publicação. No entanto, abandonou os estudos.

Ele não tinha antecedentes criminais e foi levado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) para adoção das providências necessárias.


Por Carlos Carone, Mirelle Pinheiro

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Pastor é preso suspeito de estuprar adolescente de 13 anos em São Luís



Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a mãe da vítima e a adolescente conheceram o suspeito enquanto congregavam na igreja, em que ele era pastor.

Um pastor, que não teve o nome divulgado, foi preso na manhã desta quarta-feira (30), suspeito de estuprar uma adolescente de 13 anos, no bairro do Anjo da Guarda, em São Luís.

O investigado foi preso pela Polícia Civil do Maranhão, em cumprimento a um mandado de prisão. Além de deter o suspeito, a polícia ainda cumpriu um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a ele.

Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a mãe da vítima e a adolescente conheceram o suspeito enquanto congregavam na igreja, em que ele era pastor.

Ainda segundo com a mãe da menina, o líder religioso se aproximou da vítima com o pretexto de ajudá-la a resolver seus problemas e que foi nesse período que teria começado os abusos sexuais. O crime foi descoberto no dia 2 de agosto deste ano, quando a mãe da adolescente denunciou à polícia.

“O caso chegou até nós através do registro de ocorrência, feito pela mãe da vítima, em que narrava que supostamente a sua filha adolescente teria sido vítima de abuso por parte do pastor. A mãe suspeitou do crime, através de conversas via rede social”, explicou a delegada Letícia Gama, da DPCA.

De posse dessas informações, a DPCA representou pela prisão preventiva do suspeito e pela busca e apreensão na casa dele. Os pedidos foram acatados pela Justiça, por meio da Central de Inquérito e Custódia da Comarca da Ilha de São Luís.

Ainda de acordo com a delegada Letícia Gama, casos como esse são classificados como estupro de vulnerável, mesmo se houver consentimento da vítima.

“O crime de estupro de vulnerável, que está tipificado no artigo 217A do Código Penal Brasileiro, veda a conjunção carnal e qualquer ato libidinoso contra menor de 14 anos, sendo importante destacar que a violência, nesses casos, é presumida, não importando se a vítima menor tenha consentido ou não”, destaca a delegada.

Após as providências legais, o pastor foi encaminhado para Central de Inquérito e Custódia, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

Por G1 MA

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Pai é preso com base na Lei Henry Borel após agredir filha de 1 ano



Autuado por maus-tratos e injúria, pai da criança teria gritado com a filha, de 1 ano e 7 meses, e jogado a bebê no sofá, em Vicente Pires


Um jovem de 20 anos foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)por crime de maus-tratos, com base na Lei Henry Borel, na noite do último domingo (27/11).

O suspeito teria gritado com filha, de 1 ano e 7 meses, e a agredido, na casa onde mora com a mãe da criança, de 33, além de quatro enteados.

A avó paterna da menina acionou a polícia após ouvir o filho gritar e xingar a criança durante toda a tarde de domingo. A mãe do suspeito disse que a bebê chorou por horas e, quando mandou mensagem à nora para saber o que acontecia, descobriu que o investigado estava “metendo a porrada” na filha.

A família mora no mesmo terreno da avó materna, em uma chácara de Vicente Pires, e os pais da bebê seriam dependentes químicos. O suspeito, que teria jogado a criança no sofá, havia agido de maneira semelhante anteriormente, segundo testemunhas.

A mãe do investigado contou à polícia que criava a neta porque o pai demonstrava não ter paciência com a criança. Também relatou que o filho é agressivo não só com a menina, mas também com os quatro enteados.

A criança passou por avaliação e não apresentava lesões aparentes. Os envolvidos foram levados para a 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), onde o pai da criança foi autuado por maus-tratos e injúria.

Acionado para acompanhar o caso, o Conselho Tutelar de Vicente Pires determinou a entrega a criança, sob medidas protetivas, aos cuidados provisórios da avó.

Por Nathália Cardim, Mirelle Pinheiro,Carlos Carone

9 em cada 10 sequestros de SP são 'golpes do Tinder'; entenda como agem os criminosos


Um homem conhece uma mulher em um aplicativo de relacionamento, troca mensagens e, tempos depois, eles marcam um encontro. Mas, ao chegar ao local, o homem é sequestrado por uma dupla ou grupo armado. E o que seria um momento especial se torna um pesadelo que chega a durar dias. A vítima sofre tortura psicológica e algumas vezes até física enquanto têm suas contas esvaziadas.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou à BBC News Brasil que "mais de 90% dos sequestros registrados em São Paulo são feitos a partir de relacionamentos formados a partir de perfis falsos criados em aplicativos como o Tinder.

Apenas em 2022, a SSP informou que a Divisão Antissequestro do Dope, unidade especializada em sequestro da Polícia Civil paulista, esclareceu 94 ocorrências desse tipo, prendeu 251 suspeitos e apreendeu 9 adolescentes infratores.

Segundo a pasta, os criminosos estudam suas vítimas. "Observam usuários que ostentam poder econômico nas redes sociais e marcam um encontro na casa da 'isca', abordando as vítimas geralmente em ruas desertas'', informou por meio de nota.

Em meados deste mês, um médico do Hospital das Clínicas foi sequestrado e mantido em cárcere por cerca de 14 horas após marcar um encontro por meio de um aplicativo de relacionamento em Pirituba, na zona norte de São Paulo.

A vítima só foi liberada após os criminosos fazerem transações bancárias por meio de empréstimos, compras e transferências no valor total de R$ 75 mil.

Mas como evitar situações como essas e identificar possíveis criminosos que atuam nesses aplicativos?.

A BBC News Brasil conversou com policiais e especialistas em segurança digital para entender como essas quadrilhas atuam e quais são os principais sinais de que o encontro seja apenas uma armadilha para um crime.

O Tinder, principal aplicativo de namoro citado por policiais e vítimas de sequestro , foi questionado sobre quais ferramentas e métodos de segurança existem na plataforma para evitar esses golpes, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Como as vítimas são escolhidas

Um tenente da Polícia Militar que atua na zona norte de São Paulo e pediu para não ser identificado afirma à reportagem que as vítimas são geralmente homens mais velhos e financeiramente bem-sucedidos.

"São pessoas acima de 40 anos, solteiras, que geralmente são comerciantes ou possuem pequenas empresas. São pessoas com alguma posse. A maior parte atrai a vítima pelo Tinder, com mensagens sedutoras e um pedido de encontro o mais rápido possível", diz ele.

As vítimas, segundo o policial, são escolhidas pelo aplicativo de acordo com as informações que ela passa, como fotos e profissão. Os principais alvos são aqueles que publicam fotos em viagens internacionais e ao lado de carros de luxo.

"Os encontros geralmente são marcados em bairros mais afastados entre o fim da tarde e início da noite. Um dos casos que atendi, um homem tinha tentado marcar o encontro com uma mulher em um shopping, mas ela disse que estava doente e lamentava não poder sair de casa para encontrá-lo. Ele acabou se iludindo com a situação e foi até o local encontrar o par romântico, mas foi sequestrado", conta

O policial disse que a maneira de agir de cada quadrilha varia de acordo com o perfil de cada vítima. Ele diz que a vítima geralmente não está atrás de um romance, mas apenas de um encontro rápido, sem compromisso.

"Pelo que a gente conversou com as vítimas, o encontro presencial acontece depois de um ou dois dias após o primeiro contato no aplicativo. O cara acredita que a mulher vai para o 'vamos ver' com ele sem muita frescura.".

Crime subnotificado

O policial disse acreditar que existe subnotificação desses crimes por diversos motivos. O primeiro deles é a vergonha que muitas vezes a vítima tem de fazer um boletim de ocorrência para registrar o caso. Algumas vezes isso é causado por ela estar em um relacionamento ou por sentir que foi ingênua em cair num golpe como esse.

"O que acontece são os casos que a gente retira a vítima do cativeiro. Não sei se os números da SSP englobam todos os outros casos que não são resolvidos pela divisão, mas sim pelo policiamento local", afirma o policial.

Ele diz também que vítimas comprometidas preferem não dizer que caíram no "golpe do Tinder" para que o parceiro não descubra. O mais comum é que essas vítimas digam que foram roubadas na rua e, na sequência, sequestradas.

Um dos policiais disse que o que mais o impressiona é a frequência de casos de homens com alto poder aquisitivo e formação acadêmica que caem nesses golpes por toparem ir a bairros mais distantes para terem encontros românticos.

Os policiais explicam que, na maior parte das vezes, o desaparecimento da vítima só é identificado no dia seguinte ao sequestro, quando a família da vítima sente falta dela.

"Alguém da família nota que a pessoa desapareceu e dão o alerta. Eles passam a localização de onde foram os últimos contatos com ela. Algumas vezes, moradores também relatam movimentações estranhas. Eu nunca peguei caso de vítima que foi levada para o mesmo cativeiro, mas a região é a mesma. Algumas vezes até na mata", relata o policial.

Sinais de alerta

Especialista em segurança digital da Safernet, Guilherme Alves afirma que os aplicativos de namoro são usados por criminosos para cometer principalmente crimes de estelionato fora da plataforma.

"Um ponto importante é entender o que é responsabilidade da plataforma. O que acontece fora dela foge da esfera da empresa, mas é possível solicitar na Justiça dados sobre o perfil golpista, caso haja algum crime, como localização", afirmou.

Segundo Guilherme Alves, o Marco Civil prevê que as empresas armazenem as informações dos usuários e conversas por ao menos 6 meses.

Ele explica que, em alguns casos, os golpistas não usam fotos e perfis falsos, mas sim pessoas reais para atrair as vítimas. Mandam áudios e mandam fotos reais da pessoa com quem a vítima conversa.

Mas o especialista alerta para alguns sinais comuns entre os golpistas.

"Se for um golpe de catfishing [em que uma identidade falsa é criada na internet], o perfil é sim falso e há situações em que o criminoso tenta levar a pessoa para outra plataforma, como WhatsApp, saindo do aplicativo de paquera. Em alguns casos, o golpista alega que excluiu o perfil da plataforma com a justificativa de que quer algo sério", afirmou.

Guilherme Alves identificou diversos comportamentos que são um sinal de alerta para quem está conhecendo uma pessoa na plataforma e pretende marcar um encontro presencial.

"Excluir o perfil da plataforma após o primeiro encontro pode sinalizar que a pessoa queira esconder informações. Outro ponto são pessoas que querem marcar encontros muito rápido e saírem da plataforma para conversar no WhatsApp. Encontros em locais privados também devem ser evitados", disse o especialista em segurança cibernética.

Ele recomenda que o ideal é sempre guardar registros das conversas, do perfil e marcar encontros sempre em locais públicos de grande movimentação de pessoas, como um shopping. Ele ressalta ainda que o golpe pode ocorrer mesmo após os primeiros encontros.

"Em um caso que atendi, a vítima teve dois encontros com o criminoso, mas só no terceiro que ele roubou a moça e sumiu", conta à reportagem.

Fenômeno nacional?

A reportagem conversou com policiais de outras regiões do país para entender se esse crime se espalhou pelo país. No entanto, as autoridades policiais disseram que a incidência desses golpes envolvendo aplicativos de namoro são mais comuns nas grandes metrópoles.

O secretário de Segurança Pública em Pontaporã, no Mato Grosso do Sul, Marcelino Nunes afirma que esse crime ocorre na região que faz fronteira com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, mas com uma frequência pequena.

"O que a gente percebe é que são pontuais e não são feitos por quadrilhas. São pessoas que acabam sendo lesadas financeiramente ou vítimas de violência, mas sem sequestro. O crime mais comum que atendemos envolvendo esses aplicativos é o chamado estelionato digital. Já houve casos em que o criminoso simula uma dívida e pagamento de exames médicos como forma de extorsão por meio desses relacionamentos", afirma.

Policiais de Santa Catarina ouvidos pela reportagem também disseram que esses crimes envolvendo aplicativos de namoro são incomuns na região.

Por Felipe Souza

Câmeras flagram homem agredindo negros com cassetete e cão em Curitiba




Pelo menos dois supostos ataques racistas foram registrados em Curitiba pelo mesmo agressor. Os casos foram registrados na semana passada e gravados por câmeras de segurança em ruas do centro da capital paranaense.

A primeira ocorrência foi na última terça-feira (22), contra o músico negro Odivaldo Carlos da Silva, conhecido na região como Neno. Ele andava pela rua Doutor Faivre, quando foi agredido por um homem identificado como Paulo Cezar Bezerra da Silva. O suspeito usava um cassetete e estava com um cachorro agressivo

"Esse homem já chegou movido por ódio racial e começou a falar que 'negro tem que morrer', que ele é 'um negro sujo', sem que houvesse qualquer tipo de discussão entre eles. Neno levou cinco golpes de cassetete na cabeça, está mancando, com o olho bem machucado e talvez precise de uma cirurgia no maxilar", disse o advogado do músico, José Carlos Portella Junior.

A vítima, que mora perto do local que foi agredido, relatou em depoimento que não conhece Paulo.

"O que mais me assusta é que tudo isso foi em plena luz do dia, durante a semana e com bastante gente circulando pelo local. Ele ainda está com muito medo e bem abalado", afirmou o advogado.

Algumas pessoas que passavam pela rua também foram ameaçadas. "Fiquei paralisada quando vi tudo isso e foi realmente um crime de ódio. Ele me ameaçou e pediu para calar a boca. Sou negra e quando vi a cena, senti as chibatadas nos meus ancestrais. Vi muita violência e foi um choque muito grande. Agora tenho que andar disfarçada, já que tenho muito medo de encontrar esse homem na rua", relatou uma testemunha, que prefere não ter o nome divulgado.

Mais um caso investigado. Um dia depois, na quarta-feira (23), outro vídeo que circula nas redes sociais mostra o mesmo agressor atacando uma pessoa em situação de rua, também no centro de Curitiba, na rua Franscisco Torres. A identidade da vítima, por enquanto, não foi divulgada.

"O nosso mandato recebeu novas imagens de outro ataque do racista que está espancando pessoas negras na cidade, confundidas por ele como pessoas em situação de rua. É inaceitável que esse sujeito ainda esteja livre pelas ruas. Racismo é crime e não pode ficar impune", postou nas redes sociais a vereadora e agora a primeira deputada federal negra eleita no Paraná, Carol Dartora (PT).

Investigação. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná foi procurada pela reportagem e informou que no primeiro boletim de ocorrência, registrado pela Polícia Militar em 22 de novembro, não foi mencionada a injúria racial nas agressões. As informações de injúrias de cunho racial, conforme o órgão, foram mencionadas somente em complemento do boletim de ocorrência registrado pela família da vítima, dois dias depois.

O músico e o suspeito de ser o agressor já foram intimados para prestar depoimento sobre o caso. O homem não foi preso e deve prestar esclarecimentos hoje.

"Inicialmente, a polícia achou que se tratava de uma agressão leve, que não constava injúria racial, por isso liberou o agressor. Dois dias depois, caiu a ficha do Neno e ele mobilizou todo mundo para fazer pressão e pedir justiça por tudo que aconteceu. Isso é racismo e tentativa de homicídio", finaliza o advogado do músico.

A Defensoria Pública do Paraná abriu um procedimento administrativo, de natureza cível, para acompanhar o caso.

Em nota, o Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos afirma que "pedirá informações aos órgãos de investigação sobre o episódio e cobrará que o caso seja esclarecido rapidamente. A Defensoria também vai trabalhar para colaborar com o Ministério Público do Paraná com subsídios na investigação de crime".

Em relação ao outro vídeo, a Polícia Civil afirma que segue investigando o caso e que não vai passar mais detalhes para não atrapalhar as investigações.

A reportagem tenta contato com o homem suspeito de ser o responsável pelas agressões, mas ele ainda não se pronunciou sobre o assunto e não tem defesa constituída.

Por Lorena Pelanda

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Com requintes de crueldade, professora e morta pelo marido em Buique


Em Buíque no agreste do estado, a notícia de uma tragédia acaba de deixar a população em estado de choque, pela maneira de como aconteceu, e com o tamanho de crueldade que foi praticada vitimando a professora e ex diretora da Escola Carolina Guedes Rosa Farias.

De acordo com as informações colhidas agora a pouco por volta das 19 horas, como era de rotina, a professora Rosa Farias tinha como destino certo todos os dias levar o almoço e medicar sua mãe, que também e mãe do sargento Peninha.

Não comparecendo a casa de sua genitora como de costume, nem tão pouco atender as ligações, familiares da vítima acharam estranho a sua ausência, e por iniciativa própria uma sobrinha resolveu ir até a residência da professora para saber o que estava acontecendo.

Chamando a tia por diversas vezes, e percebendo que Rosa Farias não estava respondendo, a sobrinha suspeitou que algo estava errado porque Rosa não costumava deixar de dar notícias a família e nem tão pouco de visitar sua mãe diariamente.

Estranhando a ausência e a falta de comunicação, um sobrinho resolveu verificar o que havia acontecido com a tia, então tomou a iniciativa de estacionar um caminhão e escalar o primeiro andar para entrar pela porta de cima.

Ainda segundo as informações, ao entrar na residência para verificar o que tinha acontecido, o rapaz entrou em choque quando viu sua tia, a professora Rosa Farias morta em cima de sua com um corte profundo no pescoço.

Em choque, o rapaz conseguiu quebrar a porta de entrada e acionou a polícia para tomar as devidas providências, haja visto que o principal suspeito de praticar o crime com requintes de crueldade é seu companheiro que não se encontrava no local e não foi visto pelos vizinhos durante todo dia de sábado (26) e já é considerado foragido.

Motivos e horário do assassinato ainda não se têm essas informações, isso porque a professora foi encontrada morta por volta das 18:30 hs deste sábado.

Por Mais Pajeú

Jornalista Evandro Lira começa nova jornada em emissora da Paraíba

Foto: Evandro Lira O jornalista Evandro Lira está prestes a começar uma nova jornada em sua carreira de mais de 25 anos. Ele foi convidado p...