segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Homem estupra garota desacordada e é espancado após festa na Asa Sul

imagem ilustrativa 

Pessoas que participavam da balada flagraram o momento em que a vítima era violentada e espancaram o abusador com um garfo de bicicleta


Um homem, de 20 anos, estuprou uma jovem desacordada durante uma festa que ocorria em uma casa na Vila Telebrasília, na Asa Sul, na madrugada deste domingo (20/11). Pessoas que participavam da balada flagraram o momento em que a vítima era violentada e espancaram o abusador com um garfo de suspensão de bicicleta.


Já na manhã de domingo, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados. O agressor foi levado em estado grave para o Hospital de Base, onde permanece internado.


A equipe do Plantão Extraordinário de Preservação de Local (PEL) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), coordenada pelo delegado Rodrigo Carbone, também seguiu para o local do espancamento.


Testemunhas que estavam na festa foram levadas para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). As oitivas são feitas pelo delegado Sérgio Bautzer. Até o fechamento desta matéria, algumas pessoas ainda estavam sendo ouvidas para que a a polícia conclua como o estupro seguido de espancamento ocorreu.


O autor, caso sobreviva, deverá responder por estupro de vulnerável. Se o agressor não resistir, haverá a extinção da punibilidade de crime. Os responsáveis pelo espancamento também responderão criminalmente.


Por Carlos Carone, Mirelle Pinheiro

Corpo de homem é encontrado dentro de freezer na casa onde vivia com a esposa em SC



Valdemir Hoeckler, de 52 anos, estava desaparecido há 5 dias em Lacerdópolis, no Oeste. Defesa da mulher diz que morte foi motivada por episódios de violência doméstica.


O corpo de um homem foi encontrado dentro de um freezerna casa onde morava com a esposa em Lacerdópolis, no Oeste catarinense, na noite de sábado (19). Segundo a Polícia Civil, Valdemir Hoeckler, de 52 anos, era considerado desaparecido desde terça-feira (15). A mulher é suspeita do crime.


Conforme o delegado Gilmar Antônio Bonamigo, responsável pela investigação, a mulher prestou depoimento na sexta-feira (18) e aceitou que uma perícia fosse realizada na casa do casal na noite de sábado, na Linha São Roque. A suspeita, no entanto, fugiu antes do horário marcado.


"A gente a ouviu buscando informações de como se deu o desaparecimento dele, mas lógico que a gente já trabalhava com a suspeita, diante das poucas informações", contextualizou o investigador.


Conforme o delegado, vizinhos informaram que antes de deixar o local, a casa havia sido trancada "como nunca havia ocorrido".


"No momento da perícia, ela desapareceu. Outros elementos que foram identificados na investigação [também] levam a crer que ela estava com o corpo escondido dentro de casa", informou Bonamigo.


Polícia Científica e Instituto Médico legal foram acionados ao local.


O advogado Marco Alencar, da defesa da mulher, se manifestou sobre o caso. Em nota, limitou-se a declarar que a morte foi motivada por supostos episódios anteriores de violência doméstica.


“Uma mulher maltratada e violentada, fisica e psicologicamente, que para preservar sua vida, matou”, diz a defesa.


Desaparecimento


De acordo com a Polícia Civil, o desaparecimento do motorista Valdemir Hoeckler, de 52 anos, foi registrado junto à Polícia Militar em 15 de novembro. Familiares, no entanto, começaram a sentir falta do homem por volta das 17h do dia anterior.


Na ocasião, equipes da PM e do Corpo de Bombeiros, junto a moradores e voluntários, começaram a fazer buscas na região da Linha São Roque, onde o homem morava. Imagens solicitando ajuda também foram publicadas por familiares na web.


Por Sofia Mayer

Justiça do RJ nega habeas corpus para anestesista preso por estuprar mulher durante o parto



Decisão é do desembargador Celso Ferreira Filho, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Processo tramita em segredo de justiça. Primeira audiência está prevista para o dia 12 de dezembro.


A Justiça do Rio de Janeiro negou na última quinta-feira (17) um habeas corpus pedido pela defesa do anestesista Giovanni Quintella Bezerra. Ele foi denunciado por estuprar uma mulher durante o parto no centro cirúrgico do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, em julho desse ano.


A decisão é do desembargador Celso Ferreira Filho, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. O processo tramita em segredo de justiça.


Outro pedido de habeas corpus já havia sido negado no começo do mês.


A primeira audiência sobre o caso está prevista para o dia 12 de dezembro.


O registro do crime foi feito pelo celular de uma das profissionais que acompanhavam a cirurgia. O aparelho ficou escondido na parte interna de um armário localizado dentro do centro cirúrgico. Quintella foi preso em flagrante no dia 10 de julho e sua prisão foi convertida em preventiva - que não tem prazo para expirar -, após passar por audiência de custódia.


O caso


O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, 31 anos, foi preso e autuado em flagrante, no dia 10 de julho, por estupro. Segundo investigadores, ele abusou de uma paciente enquanto ela estava dopada e fazia uma cesariana no Hospital da Mulher Heloneida Studart em Vilar dos Teles, São João de Meriti, município na Baixada Fluminense.


Funcionários do hospital já desconfiavam do comportamento do anestesista e o filmaram colocando o pênis na boca de uma paciente quando esta estava completamente desacordada.


O anestesista foi indiciado por estupro de vulnerável, cuja pena varia de 8 a 15 anos de reclusão.


Investigações posteriores mostraram que ele fez outras vítimas, e deve ser julgado posteriormente por esses crimes também.


Por Cristina Boeckel

Como Papai Noel de shopping se revelou serial killer



Bruce McArthur trabalhava como Papai Noel em uma loja de departamentos de Toronto, mas levava uma vida sinistra à parte.


Bruce McArthur era um jardineiro que também trabalhava como Papai Noel em um shopping center no Canadá.

Apesar de ter tido várias passagens pela polícia já e ter cumprido liberdade condicional após um episódio de violência anos antes, McArthur conseguiu evitar a prisão por algum tempo.


Quando foi preso, já havia assassinado oito homens entre 2010 e 2017.


O homem de 67 anos confessou ser culpado das oito acusações de assassinato.


A maioria de suas vítimas tinha alguma ligação com o Village, bairro gay de Toronto. Quase todas tinham ascendência do Oriente Médio ou do Sul da Ásia.


Mas como McArthur se declarou culpado no julgamento, muitas evidências do caso não foram apresentadas no tribunal.


O jornalista Mobeen Azhar, da BBC, viajou para Toronto para descobrir como Bruce McArthur matou oito pessoas ao longo de sete anos antes de ser descoberto.


Vítima que escapou


Uma pessoa que teve a sorte de escapar de McArthur foi Sean Cribbin, que o conheceu em julho de 2017.


Eles trocaram mensagens online em um aplicativo de relacionamento, no qual o nome de usuário de McArthur era "Silver Fox".


Cribbin foi até o apartamento onde McArthur morava para fazer sexo. Mas ele desmaiou depois de consumir a droga ácido gama-hidroxibutírico, mais conhecida como GHB.


"Quando acordei, eu o vi parado, olhando para mim", lembra Cribbin.


"Ele nunca fez qualquer referência ao fato de que fiquei apagado por 20 minutos. Encarei como um encontro ruim."


Mas, na verdade, Cribbin tem sorte de estar vivo. O encontro aconteceu apenas um mês depois de McArthur ter matado sua oitava vítima.


Algum tempo depois do incidente, um detetive entrou em contato com Cribbin e disse que havia sido encontrada uma imagem dele no computador de McArthur.



"Ele tinha colocado um capuz na minha cabeça e fita adesiva nos meus olhos", descreve Cribbin.


"A mão dele estava sobre um tubo contra minha garganta, e ele tirou uma foto. Isso aconteceu durante 20 minutos."


Cribbin nem sequer sabia que a fotografia existia até ser informado pela polícia, mas o estranho ritual de colocar as vítimas para posar era, na verdade, parte do comportamento repetitivo de McArthur.


A polícia encontrou pastas numeradas no disco rígido de McArthur que correspondiam a cada um dos oito homens que ele assassinou.


McArthur também vestia as vítimas com um casaco de pele, e as pastas continham várias imagens dos homens antes e depois da morte.


Ele parece ter guardado as imagens como recordação.



Oportunidades perdidas


Quando McArthur foi finalmente preso, houve protestos da comunidade gay em Toronto sobre como ele conseguiu matar sem ser descoberto por sete anos, especialmente porque ele tinha passagens pela polícia e vínculos conhecidos com algumas das vítimas.


Uma detetive que investigava o caso de Abulbasir Faizi, que desapareceu em dezembro de 2010, conta que disse aos colegas que eles podiam estar lidando com um serial killer.


Marie-Catherine Marsot trabalhava para a Polícia Regional de Peel, em Ontário, na época.


"Quando você diz 'acho que descobrimos um serial killer', todo mundo ri. Claro, porque qual é a chance de pegar um serial killer na carreira de um policial? Muito pouca", ressalta.


McArthur assassinou mais seis homens antes de ser preso. Abdulbasir Faizi havia sido, de fato, sua segunda vítima.



Selim Esen, Andrew Kinsman, Majeed Kayhan, Dean Lisowick, Kirushna Kumar Kanagaratnam, Skandaraj Navaratnam e Soroush Mahmudi foram as outras.


Uma revisão independente do gerenciamento de casos de pessoas desaparecidas pela polícia de Toronto encontrou "falhas graves" na investigação do serial killer.


Mas também reconheceu o bom trabalho de determinados oficiais e concluiu que as deficiências não eram "atribuíveis a vieses explícitos ou discriminação intencional".


Aqueles que conheceram e amaram esses oito homens sempre vão ter um vazio em suas vidas. Uma comunidade que ficou com profundas cicatrizes.

Por BBC

domingo, 20 de novembro de 2022

Afirmações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto sobre urnas Eletrônicas são Inverídicas


As afirmações apresentadas pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, constantes em vídeo divulgado hj, e que então ilicitamente alega ter comprovado problemas em 250 mil urnas eletrônicas fabricadas antes de 2020(mesmo nº identificação), já SÃO DESMENTIDAS! INEXISTE CREDIBILIDADE!

Valdemar, de forma nada honesta, AFIRMOU que se encontrou com o Juiz Federal Sandro Nunes Vieira (atuou como Magistrado convocado no TSE até 08.2022), e que o mesmo teria conversado com ele sobre as urnas e estaria auxiliando o PL no "relatório" que "contestará" a eleição.

presidencial. O MM. Juiz, tão logo soube da citação de seu nome, DE FORMA IMEDIATA, emitiu nota e, CLARAMENTE, DESMENTIU Valdemar, então presidente do PL. Destaca-se da nota: "Sobre o tema, venho esclarecer que nunca tive contato pessoal com o Presidente do Partido Liberal.

Como Juiz, não emito opiniões públicas ou juízos de valor sobre processos de conotação política. A única pessoa do Partido Liberal que tive contato durante meu trabalho no TSE foi o engenheiro Carlos Rocha, encarregado do trabalho de fiscalização do Partido Liberal sobre o.

processo eleitoral de 2022. A última vez que falei com ele foi no dia 1º.ago.2022 em reunião no TSE, relativa ao trabalho de fiscalização nas Eleições 2022. Na ocasião ele me pediu para que fosse designada uma reunião para tratar de assuntos relativos ao pleito. A demanda.

foi encaminhada à Secretária-Geral, Dra. Christine Peter, que em data posterior atendeu o pedido do Sr. Carlos Rocha. Não participei da reunião. Logo que tomei conhecimento do vídeo, entrei em contato com a assessoria do Presidente do TSE, Ministro Alexandre de Moraes com

a finalidade de esclarecer os fatos e deixar clara minha posição, no sentido de nunca ter mantido contato com o Sr. Valdemar Costa Neto." Bem, mais uma vez, INVERDADES sendo propaladas pelo PL, partido do atual "não governo".

Por Advocacia Criminal

sábado, 19 de novembro de 2022

Pai é preso após sair para beber e abandonar criança sozinha em casa



Vizinha ouviu o choro e procurou os irmãos mais velhos da criança. Homem acabou preso


Um homem de 38 anos foi preso, na madrugada deste sábado (19/11), por abandono de incapaz, no bairro Nova Lima, em Campo Grande. Ele teria deixado a filha, de 6 anos, trancada, sozinha em casa, e saído para beber.


Segundo o boletim de ocorrência, o pai da criança ficou fora de casa entre 3h e 5h da manhã. Uma vizinha ouviu o choro da criança e descobriu que ela estava sozinha. Como tudo estava trancado, ela acionou os irmãos mais velhos para o resgate.

Uma tia de 33 anos e os irmãos, de 18 e 25 anos, acionaram a Polícia Militar. No local, a equipe pediu para o homem abrir o portão, mas, visivelmente embriagado, ele se recusou a atender os policiais e disse que não perderia a filha.


Como ele resistiu, a PM acabou tendo que algemá-lo para o encaminhar até a delegacia plantonista. Ele foi detido em flagrante e entregue à polícia civil.

Os irmãos contaram à polícia que a mãe deles faleceu há três meses e apenas a criança é filha do autor. Os enteados foram morar com a avó materna, mas não podiam levar a pequena.

O caso será investigado.

Por Diana Christie

Militar da FAB atira na cabeça de colega dentro do Ministério da Defesa


Dois militares da Força Aérea Brasileira (FAB) brigaram durante a troca de turno no Ministério da Defesa, neste sábado (19/11), por volta das 7h. Felipe de Carvalho Sales, de 19 anos, sacou uma pistola e atirou na cabeça de Kauan Jesus de Cunha Duarte. A vítima foi encontrada dentro do anexo da pasta, no piso térreo. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o soldado já estava morto quando a ambulância chegou ao local.

Agentes do Instituto de Criminalística (IC) realizam a perícia no local. Como se trata de um crime militar, o inquérito será conduzido pela FAB, sem a participação da Polícia Civil do Distrito Federal. A coluna Na Mira apurou que a briga entre os militares com desfecho trágico teria ocorrido após discussão motivada pela troca de turno.

Por volta das 11h05, o carro do Instituto Médico Legal chegou para retirar o corpo de Kauan do anexo do Ministério da Defesa.

Por meio de nota, o Ministério da Defesa lamentou o que chamou de incidente. A pasta também prestou solidariedade à família da vítima e afirmou que acompanhará as investigações.

“É com profundo sentimento de tristeza e pesar que o Ministério da Defesa lamenta o incidente ocorrido, na manhã deste sábado (19.11), no alojamento da guarda, localizado no prédio anexo da Pasta, e que vitimou, por meio de disparo de arma de fogo, um militar da Força Aérea Brasileira (FAB)”, diz a nota.

“O Ministério rende as condolências aos familiares e amigos, pela irreparável perda. Neste momento de dor, a Defesa une-se às manifestações de solidariedade e de apoio à família, bem como acompanha a apuração e a investigação dos fatos, a serem conduzidas pela Força Aérea”, completa o texto.

Por Carlos Carone,Mirelle Pinheiro,Mariana Costa,Thalys Alcântara

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Motociclistas sofrem acidente durante 'globo da morte' no ES


Três motociclistas sofreram um acidente na noite de ontem durante a execução da atração "globo da morte", uma apresentação que consiste em motos trafegando dentro de uma jaula de aço. O caso ocorreu durante apresentação do Circo Globo Max, em Colatina (ES). Segundo a companhia, ninguém teve ferimentos graves.

Em vídeo compartilhado nas redes sociais, é possível observar o exato momento em que ocorre o acidente.

Na cena, cinco motociclistas estão sobre suas respectivas motos dentro da jaula quando um deles cai no centro da estrutura.

Na sequência, outros dois também se desequilibram e caem um sobre o outro, enquanto os demais continuam dirigindo o veículo no globo.

O Corpo de Bombeiros Militar informou que foi acionado após o acidente. Um dos motociclistas, que estava lúcido e orientado, relatou dores no tórax. Ele foi imobilizado e transportado para o Hospital Silvio Avidos.

Em nota, o Circo Globo Max informou que nenhum deles corre risco de morte. "O acidente de ontem no globo da morte não teve nenhum ferido e nenhuma morte. Aqui trabalhamos com segurança, mas infelizmente máquinas (moto) dão defeitos. Isso é impossível prever. Tudo acontece ao vivo. Todos os motoqueiros estão bem", diz comunicado.

Do Uol

Suspeito de matar ex-companheira de 17 anos comete suicídio durante abordagem policial no Piauí



A adolescente foi morta com um tiro no peito na frente da mãe na terça-feira (15), em Luzilândia.


Um homem identificado como Marcos Sousa França, 31 anos, cometeu suicídio ao ser abordado pelos policiais, na tarde desta quarta-feira (16), no Povoado Mungugá, zona rural de Luzilândia, Norte do Piauí. Ele é o principal suspeito de matar a ex-companheira de 17 anos.


Segundo o delegado Antônio, policiais estavam em busca do suspeito desde a morte da adolescente. Ela foi morta com um tiro no peito na frente da mãe nessa terça-feira (15).


"Ele foi encontrado pela Força da Segurança Pública nesse povoado, mas não se entregou e acabou se matando com um tiro", informou o delegado.


O cunhado de Marcos, suspeito de entregar a arma do crime, foi preso e está à disposição da Justiça.


Por Catarina Costa

Violência doméstica: Metade dos brasileiros conhece uma mulher que já foi agredida pelo parceiro ou ex, mas 94% dos homens dizem nunca ter agredido, diz Ipec



Mais de metade das vítimas (55%) reagiu às agressões colocando um fim no relacionamento. Somente 1 em cada 5 denunciou o parceiro às autoridades policiais e/ou contou para um amigo ou familiar, diz pesquisa feita em parceria com o Instituto Patrícia Galvão e o Instituto Beja.


No Brasil, 50% das pessoas conhecem pessoalmente alguma mulher que sofre ou já sofreu algum tipo de agressão por parte do atual ou do antigo companheiro. Porém, apenas 6%dos homens admitem já terem cometido violência doméstica.


É isso o que aponta uma pesquisa realizada em outubro deste ano peloIpec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), em parceria com o Instituto Patrícia Galvão e o Instituto Beja e obtida com exclusividade pelo g1. O nível de confiabilidade é de 95%, e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.



Após tomar conhecimento de casos de violência, a maioria dos brasileiros procura as vítimas para conversar e, no geral, oferece conselhos focados na segurança e no bem-estar das mulheres, como para denunciarem as agressões à polícia (53%) e terminarem o relacionamento (48%).


Contudo, uma minoria recomenda que as vítimas tomem atitudes visando a manutenção da relação, como para procurarem a igreja (8%) – sendo as mulheres as que mais dão este conselho –, mudarem de comportamento para que o parceiro não fique irritado (7%) e reconsiderarem e fazerem as pazes (6%) – sendo os homens os que mais falam isso.

Apenas 1 em cada 4 homens conversa com o agressor depois de ficar sabendo sobre um caso de violência doméstica. Esse número é ainda menor entre as mulheres – somente uma em cada 10.


Fabíola Sucasas Negrão Covas, promotora de Justiça do Ministério Público (MP) de São Paulo e titular da Promotoria de Enfrentamento da Violência Doméstica do MP-SP, afirma que esse comportamento tem relação com ser capaz de reconhecer o agressor como autor de uma violência.


"É como se aqueles homens relutassem em reconhecer determinados comportamentos como formas de violência. É preciso um engajamento maior dos homens, é uma mudança cultural que precisamos adotar. Há homens que insistem nesses estereótipos baseados em relacionamentos de controle e dominação. É preciso compreender que gênero é uma palavra jurídica, que ela está na raiz do problema e que é preciso desconstruir o sistema de dominação que, historicamente, foi determinado nas vivências do ser homem e do ser mulher."


O conselho mais dado aos agressores é para que mudem de comportamento (55%), seguido da recomendação de que terminem o relacionamento (41%) e procurem uma ajuda especializada (34%), como atendimento psicológico.


As vítimas


Das 800 mulheres entrevistadas pelo Ipec, 36% afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência doméstica:



Psicológica (27%) – ameaças, humilhação, xingamentos, insultos, chantagem, proibição de encontrar amigos ou familiares, etc


Física (17%) – agressões físicas, como tapas, empurrões, etc


Moral (13%) – difamação, disseminação de mentiras, exposição da vida íntima, etc


Sexual (10%) – relações ou práticas sexuais forçadas (sem consentimento)


Patrimonial (7%) – não poder controlar o próprio dinheiro, ter objetos pessoais destruídos ou danificados, etc


Mais de metade das vítimas (55%) reagiu às agressões colocando um fim no relacionamento. Somente 1 em cada 5 denunciou o parceiro às autoridades policiais e/ou contou para um amigo ou familiar.


8% das mulheres agredidas não fizeram nada. "Muitas mulheres que se encontram em situação de violência doméstica vivem sob constante ameaça por seus parceiros ou ex-parceiros e adotam o silêncio por medo, vergonha e insegurança. Por isso é tão importante que elas contem com apoio, para que não se sintam sozinhas e busquem os meios para encerrar o ciclo de violência", explicou Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão.



Onde estão os agressores?


Dos 400 homens ouvidos pelo Ipec, 6% admitiram já ter agredido as companheiras ou ex-companheiras de algum modo e, dentre eles, a maioria afirmou ter resolvido a situação na base do diálogo. Os 94%restantes negaram já ter praticado qualquer tipo de violência doméstica.



Contudo, uma em cada 10 mulheres relatou já ter sido submetida pelo parceiro (atual ou antigo) a relações sexuais não consentidas, mas todos os entrevistados negaram já ter cometido violência sexual alguma vez. Portanto, onde estão os agressores?


Segundo Jacira Melo, pesquisas já realizadas pelo Instituto reforçam que há uma tendência masculina à negação de práticas de violência doméstica, importunação, assédio e violência sexual.


"A conta não fecha. Hoje as mulheres sabem identificar quando estão sofrendo algum tipo de violência de gênero. Muitas mulheres relatam experiências de violência doméstica e violência sexual, mas são raros os homens que assumem essas práticas, possivelmente por naturalizarem como um direito."


Por Por Renata Bitar, Paula Lago e Cíntia Acayaba

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