terça-feira, 1 de novembro de 2022

VAQUINHA BENEFICENTE: vamos ajudar o Emanoel Davi




Eu sou o Emanoel Davi, e essa vaquinha foi criada pois preciso arrecadar R$ 6.000,00 para bancar a minha cirurgia de ADENOAMIGDALECTOMIA pois é uma cirurgia muito cara, para as condições dos meus papais, então peço humildemente que se você poder me ajudar ficarei muito feliz e agradecido, é simples, logo a baixo está a chave PIX para doação, o valor que PAPAI DO CÉU COLOCAR EM seu coração.

NOME: MARIA ETELVINA SIQUEIRA DA SILVA
PIX: CPF 073.256.964-85

Por Afogados FM

A gente vai abrir a caixa-preta do estado’, diz Raquel Lyra durante entrevista

 


O dia seguinte à vitória nas urnas foi marcado por uma extensa agenda de compromissos com a imprensa. Mesmo tendo dormido apenas quatro horas entre domingo e ontem, Raquel Lyra (PSDB) concedeu inúmeras entrevistas ao longo da segunda-feira. Não mais como candidata, e sim como a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco.

Em entrevista ao Diário, Raquel Lyra fez um balanço sobre a eleição em Pernambuco, especialmente sobre sua vitória nas urnas. Falou sobre as prioridades para o seu governo e os maiores desafios que deverá enfrentar.

Raquel Lyra revelou que recebeu um telefonema do governador Paulo Câmara (PSB), que se prontificou a iniciar a transição, e também do prefeito do Recife, João Campos (PSB). A governadora eleita afirmou que vai procurar o presidente eleito, Lula (PT), para tentar firmar parcerias com o governo federal a partir de 2023. Sobre Pernambuco, Raquel prometeu “abrir as caixa-preta” quando tomar posse.

A vitória

A gente ganhou a eleição andando Pernambuco durante a pré-campanha no chão, conversando com a população, ouvindo as suas dores, compreendendo quais eram as soluções que a gente poderia apresentar. Para garantir que Pernambuco pudesse, diante do diagnóstico feito, de um estado de maior desigualdade, vice-campeão de desemprego, de maior violência no Brasil, voltar a gerar empregos e esperança para a sua gente. A gente precisava chegar no povo. Conversar com os invisíveis. Garantir que nosso governo fosse feito de fora para dentro, chegando onde os governos não chegam, como a gente fez em Caruaru. As pessoas conseguiram compreender que a minha candidatura, junto com Priscila (Krause, vice-governadora eleita), representava esse desejo de mudança.

A campanha

Parecia uma candidatura improvável, eu e Priscila, com pouco tempo de televisão, com pouca estrutura, mas uma coisa a gente tinha muito forte, que era a conexão e um desejo maior da nossa gente por mudança, diante de um governo que deixa o legado de um estado muito pior do que recebeu, com dois milhões de pessoas passando fome. Uma região metropolitana mais pobre entre todas as regiões metropolitanas do Brasil, pior estado para empreender do Brasil. Não era sobre a quantidade de prefeituras, não era sobre o tamanho da coligação, ou tempo de televisão. Falavam sobre isso o tempo inteiro e a caminhada demonstrou que esse desejo se expressou na nossa candidatura. Uma eleição que chancelou uma ampla maioria a favor de um projeto de verdadeira mudança para Pernambuco.

Mudança

O povo de Pernambuco queria mudança. Não pode ser uma mudança de faz de conta, ou de mais do mesmo. e essa mudança verdadeira foi enxergada a partir do trabalho também do que a gente fez em Caruaru como prefeita, cuidado das mulheres, construindo o maior projeto de educação da nossa história, investindo na área de saúde, combatendo a violência, gerando empregos. E isso não se faz com discursos. A gente conseguiu mostrar que era possível construir oportunidades. Mesmo que o Brasil venha mal, mas Pernambuco vai pior. E Caruaru conseguiu mudar indicadores e reposicionar o município para crescer e para deixar o seu povo mais feliz, com mais qualidade de vida.

Um compromisso

Conversar com a nossa gente, enxergando que em cada um dos cantos do nosso estado está a solução para os problemas que a gente tem. Foi o que fez a gente conseguir tocar a alma e o coração do povo de Pernambuco. Fazer a travessia para o segundo turno, receber os apoios e falar sobre a necessidade de união do nosso estado, de precisar construir pontes entre o nosso povo, entre as nossas cidades, entre as pessoas. Recebemos apoio de lulistas, de bolsonatistas, todos em torno de um projeto que fizesse voltar a fazer Pernambuco crescer, gerar empregos, gerar renda, gerar sonho, sem deixar ninguém para trás. Esse movimento foi acontecendo de baixo para cima. Sempre disse que não seria uma eleição de cima para baixo. 

Primeiras medidas

O tempo inteiro, trabalhar desde o primeiro dia para combater a desigualdade e superar a pobreza. Isso não é trabalho de um dia só, e um serviço só que vai resolver. Mas a gente precisa todos os dias garantir que as pessoas possam ter melhores condições de vida no nosso estado. Seja com o programa Mães de Pernambuco, com um auxílio de R$ 300 para as mães de crianças de 0 a 6 anos que estão na faixa de pobreza, com o restaurante Bom Prato, seja estruturando a criação das vagas de creche, fazendo de Pernambuco um estado que consiga abrir novos negócios, facilitando a vida de quem quer empreender no nosso estado, do microempreendedor às grandes empresas, facilitando o acesso a crédito, garantindo socorro e comida no prato e ao mesmo tempo fazer o estado voltar a crescer para que as pessoas possam ter emprego , renda.

Maior desafio

Enfrentar e superar a pobreza em Pernambuco, fazer o estado girar , porque durante muito tempo, durante esses últimos oito anos, ele está apenas para manter quem está no poder. Está funcionando para dentro, para manter a própria máquina. (É preciso) Fazer essa máquina girar, para funcionar, para chegar na ponta. Vai dar um trabalho danado, mas eu estou pronta para isso.

Governo e prefeitura

Esse alinhamento político não trouxe benefício para o Recife, nem para a Região Metropolitana. O Recife e a Região Metropolitana são a capital da desigualdade do Brasil. Temos 30 mil pessoas que moram em palafitas. Tivemos aqui 140 pessoas que morreram pela falta de investimentos nos morros, nas encostas, em habitação. O alinhamento político não garantiu melhoria de qualidade de vida para o povo. O que a gente precisa é, sem enxergar cor partidária, chegar na vida das pessoas que precisam. Eu nunca perguntei em Caruaru em quem a pessoa tinha votado para entregar uma casa nova. A gente vai precisar investir na Região Metropolitana inteira a partir de um grande pacto metropolitano e vai discutir e construir juntos estratégias e planejamento para habitação, para mobilidade, e para geração de empregos. Isso passa também pela necessidade institucional de fortalecer a relação, não só da prefeitura do Recife, mas com as demais prefeituras da Região Metropolitana do Recife. O alinhamento PSB com PSB não fez o Recife andar para a frente. 

João Campos

Ele ligou me parabenizando pela eleição e se colocando à disposição para durante a transição colocar as informações que a gente entender como necessárias para a construção desse momento novo que Pernambuco precisa.

Transição

A gente ganhou a eleição ontem (domingo). O governador Paulo Câmara telefonou e colocou à disposição a equipe de transição para começar o trabalho. E a gente vai precisar, nesse momento, abrir a caixa-preta do estado, porque o governo Paulo Câmara deixa um legado de um estado muito pior do que recebeu. Somos campeões de pobreza, de desemprego, pior estado para empreender do Brasil, região metropolitana mais pobre entre todas as regiões metropolitanas do Brasil, e a gente vai entender durante a transição para dentro. A gente sabe o diagnóstico para fora, precisamos fazer o diagnóstico para dentro das contas do estado. Como estão de fato as contas de Pernambuco? Seus contratos, fornecimentos, serviços, prestações de serviço, recursos humanos, patrimônio? A gente vai precisar enxergar o para dentro nesse amplo movimento de transição para traçar o diagnóstico de pernambuco e começar a trabalhar a partir de janeiro de 2023. 

Lula

A gente sempre disse que o que Pernambuco precisava era de união. Do seu povo, da classe política, a gente já demonstrou que era possível fazer isso no segundo turno, quando unimos, do litoral ao Sertão, lulistas e bolsonaristas e conseguimos representar, nesse processo eleitoral, com quase 60% dos votos, que o estado está unido dentro de um projeto que possa devolver Pernambuco aos pernambucanos e reposicionar pernambuco em relação ao Nordeste e ao Brasil. Vamos apresentar ao presidente Lula os projetos importantes para garantir investimentos para o nosso estado , para fazer Pernambuco voltar a crescer, sem deixar ninguém para trás. E a gente vai procurar o presidente, assim como toda a bancada federal e senadores.

Secretariado

A gente venceu as eleições ontem (domingo). Vamos instalar a comissão de transição. Eu nem tive tempo de parar e sentar para conversar com Priscila (Krause). A gente está conversando entre um intervalo e outro entre as entrevistas, passei o dia inteiro em entrevista hoje, e a gente vai fazer essa discussão ao longo desse movimento de transição . A gente tem tempo para construir o secretariado e quem tem tempo não tem pressa.

Eleição 2024

De minha parte, seria uma irresponsabilidade, nem ter assumido o governo do estado e tratar da próxima eleição. Não falarei sobre eleição de 2024.

Do Diário de Pernambuco

Real foi a moeda que mais se valorizou no dia seguinte à vitória de Lula


No primeiro pregão após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, houve forte volatilidade, mas o dólar comercial acabou encerrando com forte queda, e a Bolsa fechou com ganhos. Pesaram o fato de o resultado, mesmo apertado, não ter sido contestado pelo atual governo e a expectativa de que economistas liberais participem da transição. O real foi a moeda com maior valorização globalmente, segundo dados da Bloomberg.


— Havia uma preocupação com ruído institucional, e o mercado se descolou desse tema — disse o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani.


Ainda assim, os agentes de mercado continuam à espera da definição da equipe econômica do futuro governo.


O dólar caiu 2,55%, a R$ 5,1654. Já o Ibovespa subiu 1,31%, aos 116.037 pontos. Em outubro, o dólar acumulou queda de 4,24%, e o Ibovespa avançou 5,45%.


— O medo que o mercado tinha de acontecer algo depois das eleições está se dizimando aos poucos. Ele (Lula) fez um discurso muito pacificador, mas ainda não temos de fato a indicação de política econômica que ele vai adotar daqui para frente — disse o gestor da Galápagos Capital, Ubirajara Silva.


O Globo

STF forma maioria a favor da determinação de desbloqueio das rodovias



O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, na madrugada desta terça-feira (1º), a favor da determinação do ministro Alexandre de Moraes de desbloqueio das rodovias, que passaram a ser ocupadas por caminhoneiros após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. 

A presidente do STF, a ministra Rosa Weber, convocou uma sessão virtual extraordinária para referendo da decisão. Ela foi aberta 0h desta terça.

Os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski acompanharam a decisão de Moraes, formando a maioria já nas primeiras horas do dia.

Moraes ordenou que o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal — Silvinei Marques — seja multado em R$ 100.000 a partir desta terça, seja afastado do cargo e preso caso não adote, imediatamente, as medidas necessárias. E ainda que donos de caminhões usados em bloqueios sejam multados em R$ 100.000 por hora.

O relator acolheu um pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), apresentado na segunda (30).

DA CNN

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

João Paulo Costa ressalta a importância da vitória de Lula para Pernambuco


O Deputado Estadual reeleito João Paulo Costa comentou através das suas redes sociais o resultado do processo eleitoral que confirmou a vitória de Lula, “Vitória da democracia! Luís Inácio Lula da Silva, o melhor presidente da história desse país, acaba de ser eleito para mais um mandato.”

Nas últimas semanas, João Paulo Costa concedeu uma série de entrevistas em que manifestou e justificou o apoio ao, agora, presidente eleito. Sempre ressaltando os exitosos programas sociais do governo Lula, o parlamentar tem defendido a importância da retomada dessas políticas públicas, como por exemplo a volta do Minha Casa, Minha Vida, o retorno do orçamento para o Programa Farmácia Popular, a ampliação do FIES e do PROUNI para o povo pernambucano, entre outros.

O deputado ressaltou ainda que uma das prioridades do novo governo precisa ser o de pacificar o país, “O momento agora é de unir o Brasil. Lula será o presidente de todos os brasileiros, os que votaram e os que não votaram nele.”

Lula foi eleito com uma votação expressiva em Pernambuco e no Nordeste e assume a presidência do país no próximo dia 1 de janeiro.

Por Blog do Finfa

Bolsonaristas reclamam do Nordeste, Porém a derrota foi no Sudeste



Após o termino das apurações , apoiadores de Jair Bolsonaro alegaram que o eleitorado do Nordeste foi o principal culpado pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo que o petista realmente tenha prevalecido sobre os nordestinos, a análise levantada pelos bolsonaristas é falha. Na verdade, o presidente recebeu mais votos no Nordeste em termos percentuais em 2022 do que em 2018.

Há exatamente 4 anos, Bolsonaro recebeu 30,3% dos votos válidos dos eleitores nordestinos no 2º turno. Agora, foram registrados 30,7%.

Apesar de que seja uma diferença pequena de só 0,4 ponto percentual, se colocada ao total de votos válidos de 2022, isso equivaleria a um apoio extra de 130 mil eleitores para o presidente neste ano no território Nordestino. 

No que se refere ao Sudeste, Bolsonaro, Em 2018, no chamado “Triângulo das Bermudas da política” (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), o presidente teve 65,5% dos votos válidos. Agora, somados só 54,1%.

Essa massiva diferença de 11,4 pontos percentuais em São Paulo, Rio e Minas, Posta ao número de votos válidos em 2022, representariam 5,4 milhões de votos a mais para o atual presidente.

Como se nota, Bolsonaro perdeu no Brasil inteiro para Lula por uma diferença de só 2.139.645 votos. Se os sudestinos bolsonaristas (que tanto condenam os nordestinos) tivessem dado neste ano o mesmo apoio de 2018, o presidente teria sido reeleito.

Logo, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais têm, somados, 63,8 milhões de eleitores. Isso equivale a 41% do total do eleitorado do Brasil inteiro. Esses 3 Estados são vistos como “Triângulo das Bermudas da política” numa alusão à perigosa região do Caribe e que aviões caem e furacões causam devastações de tempos em tempos.

Por fim, De tempos em tempos, algum candidato a cargo relevante acaba sendo tragado pela rejeição de paulistas, mineiros e fluminenses.



Michelle e Jair Bolsonaro param de seguir um ao outro no Instagram

 



Uma suposta crise no casamento do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua esposa Michelle foi levantada por internautas após a derrota do político nas urnas neste domingo (30), quando o Brasil escolheu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Palácio do Planalto a partir do dia 1º de janeiro de 2023, com o total de 60.345.999 (50,9%). O motivo do possível desentendimento entre o casal é público e foi mostrado no aplicativo Instagram, onde os dois deixaram de “seguir” um ao outro na madrugada desta segunda-feira (31). A primeira-dama, inclusive, também deixou de acompanhar, no mesmo aplicativo, Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente e vereador do Rio de Janeiro, pelo partido Republicanos.

Michelle Bolsonaro esteve engajada ao lado do marido durante todo o decorrer da campanha eleitoral, tendo sua atuação sido reforçada no segundo turno, a fim de captar mais votos femininos. No entanto, não foi vista ao lado dele desde momentos antes da apuração dos votos.

Na internet, o casal não foi poupado de críticas e deboches. “Todo mundo vai namorar no governo Lula, menos o Bolsonaro”, postou um. Outro disse que “Lula nem tomou posse e já está acabando com a família tradicional brasileira”.

Do Diário de Pernambuco

Em silêncio desde o resultado das urnas, Bolsonaro não recebeu nem ministros

 


Após mais de três horas do resultado oficial das Eleições 2022, Jair Bolsonaro (PL) segue em silêncio após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter declarado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito presidente do Brasil pela terceira vez. Sem ainda ter feito uma declaração, Bolsonaro não se posicionou em nenhuma rede social.

De acordo com os assessores do atual presidente, ele passou toda a tarde no com o seu filho Flávio Bolsonaro. Após o anúncio, Bolsonaro também não quis falar ainda com seus ministros por telefone, assim como também não recebeu nenhum integrante do governo federal.

A derrota de Bolsonaro nas Eleições 2022 tem uma marca inédita e negativa para ele. Com a vitória do ex-presidente Lula, Jair se torna o primeiro presidente a perder a disputa à reeleição.

O petista ficou com a maioria dos votos dos brasileiros, totalizando 50,90%, até o fechamento da reportagem. O candidato do PL, derrotado e atual presidente obteve 49,10%.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do O Globo, um dos ministros integrantes do governo chegou a ligar para Bolsonaro após a divulgação oficial do resultado, porém não conseguiu contato, assim como outros ministros não obtiveram sucesso. Já a coluna de Mauro Cesar Cid informou que Jair ‘subiu para o quarto’ e ‘iria dormir’.

Com o silêncio na noite deste domingo, a expectativa dos ministros e assessores do Governo Federal é que Bolsonaro fale sobre o resultado eleitoral nesta segunda-feira (31).

Um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), chegou a realizar uma live com cerca de 24 minutos em uma rede social ao lado de apoiadores do presidente como o influenciador Café com Ferri e o deputado federal, Nikolas Ferreira (PL-MG). A live aconteceu quando a apuração ainda estava em fase inicial.

Os outros filhos do presidente, o vereador Carlos e o senador Flávio, também não se manifestaram nas redes sociais após o resultado das urnas.

da FolhaPE

Lula agradece a Deus, fala em conciliação e diz ter derrotado a máquina do governo de Bolsonaro

 


No primeiro discurso após ser eleito presidente pela terceira vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu a todos os que votaram neste domingo (30) e prometeu encontrar uma saída para o país voltar a ter paz e viver democraticamente. O líder petista falou em diálogo com o Congresso e o Judiciário.


Lula pediu respeito à Constituição e disse ser a hora de baixar as armas, que a bandeira verde e amarela não tem dono e que precisará de todos da política, da imprensa e da sociedade para governar o país. O petista disse que todos terão de encontrar uma saída para que o país volte a viver harmonicamente.

Em sua fala lida, o líder petista definiu a eleição deste ano como uma das mais importantes da história e afirmou que um grande movimento foi formado acima dos partidos políticos e dos interesses pessoais em prol da democracia.

“A eleição colocou frente à frente dois projetos opostos e que hoje têm um único e grande vencedor: o povo brasileiro. Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nesta campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático”, disse Lula, que pouco antes havia agradecido a senadora Simone Tebet (MDB-MS), aplaudida pelos presentes.

Ele afirmou que será preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário sem tentativas de “exorbitar, intervir, controlar ou cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes”.

Lula afirmou também que pretende retomar o diálogo com os governadores e prefeitos, para que sejam definidas em conjunto as obras prioritárias para a população.

O petista não citou nominalmente o adversário, Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou que enfrentou durante a campanha não um candidato, mas “a máquina do Estado brasileiro”.

“Tentaram me enterrar vivo e eu estou aqui para governar este país em uma situação muito difícil”, disse.

O presidente eleito falou em avanços sociais e na economia. “A volta da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias”.

O petista falou em geração de renda, em especial com os pobres fazendo parte do Orçamento e destacou como prioridade o combate à fome e o programa de inclusão e de moradias populares.

Lula falou também em igualdade salarial de gênero e no combate à violência contra as mulheres e disse enfrentar o preconceito, o racismo e a discriminação. “Vou governar para todos os brasileiros, e não somente àqueles que votaram em mim.”

Ele reiterou promessas que fez durante a campanha, entre as quais incentivos aos micros e pequenos empreendedores, apoio aos pequenos e médios produtores rurais e a retomada do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

Lula afirmou que não interessa a ninguém viver em um país dividido. “O verde amarelo não pertence a ninguém, e sim ao povo brasileiro”.

Da Folha de São Paulo

Raquel captou o sentimento de mudança

 


Raquel Lyra (PSDB) ganhou a eleição por três motivos: a morte do seu marido no primeiro turno, episódio que gerou comoção, a postura de neutralidade na corrida presidencial, que a deixou como opção entre os eleitores de Lula e Bolsonaro, e, o mais importante: conseguiu passar para o eleitor ser a verdadeira alternativa de mudança, o voto anti-PSB.


Na virada do primeiro para o segundo turno, Marília ganhou o apoio de segmentos do PSB, entre os quais do grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. Quem votou nela no primeiro turno apostou no fim da era PSB. O mesmo se deu com quem votou em Anderson Ferreira (PL), Miguel Coelho (UB) e na própria Raquel, ou seja, o eleitor mandou o recado da mudança.


A foto de Marília com João e depois com lideranças do PT, como Humberto Costa e a senadora eleita Teresa Leitão, foram recebidas pelo eleitorado ávido por mudança como traição, sinal de que o PSB, deletado com a não ida de Danilo Cabral ao segundo turno, iria continuar dando as cartas em Pernambuco.

Caiu de graça no colo de Raquel, que assim capitalizou, com maestria e competência, a oportunidade de se transformar no verdadeiro estuário de votos para banir de vez o PSB do poder em Pernambuco.

No primeiro turno, Marília, que liderou as pesquisas em todos momentos da campanha, errou ao não participar de nenhum debate, seja no rádio ou na televisão. Com isso, deu a impressão de ter calçado sapato alto, nariz empinado, o que, com certeza, pode ter lhe subtraído mais votos do que supunha.

Por fim, Raquel, no enfrentamento com Marília nos debates, teve mais domínio técnico quando tratou de questões administrativas, mesmo sofrendo constrangimentos no campo político quando tratou de explicar sua neutralidade política na disputa presidencial.

Por Blog do Magno

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