segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Michelle e Jair Bolsonaro param de seguir um ao outro no Instagram

 



Uma suposta crise no casamento do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua esposa Michelle foi levantada por internautas após a derrota do político nas urnas neste domingo (30), quando o Brasil escolheu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Palácio do Planalto a partir do dia 1º de janeiro de 2023, com o total de 60.345.999 (50,9%). O motivo do possível desentendimento entre o casal é público e foi mostrado no aplicativo Instagram, onde os dois deixaram de “seguir” um ao outro na madrugada desta segunda-feira (31). A primeira-dama, inclusive, também deixou de acompanhar, no mesmo aplicativo, Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente e vereador do Rio de Janeiro, pelo partido Republicanos.

Michelle Bolsonaro esteve engajada ao lado do marido durante todo o decorrer da campanha eleitoral, tendo sua atuação sido reforçada no segundo turno, a fim de captar mais votos femininos. No entanto, não foi vista ao lado dele desde momentos antes da apuração dos votos.

Na internet, o casal não foi poupado de críticas e deboches. “Todo mundo vai namorar no governo Lula, menos o Bolsonaro”, postou um. Outro disse que “Lula nem tomou posse e já está acabando com a família tradicional brasileira”.

Do Diário de Pernambuco

Em silêncio desde o resultado das urnas, Bolsonaro não recebeu nem ministros

 


Após mais de três horas do resultado oficial das Eleições 2022, Jair Bolsonaro (PL) segue em silêncio após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter declarado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito presidente do Brasil pela terceira vez. Sem ainda ter feito uma declaração, Bolsonaro não se posicionou em nenhuma rede social.

De acordo com os assessores do atual presidente, ele passou toda a tarde no com o seu filho Flávio Bolsonaro. Após o anúncio, Bolsonaro também não quis falar ainda com seus ministros por telefone, assim como também não recebeu nenhum integrante do governo federal.

A derrota de Bolsonaro nas Eleições 2022 tem uma marca inédita e negativa para ele. Com a vitória do ex-presidente Lula, Jair se torna o primeiro presidente a perder a disputa à reeleição.

O petista ficou com a maioria dos votos dos brasileiros, totalizando 50,90%, até o fechamento da reportagem. O candidato do PL, derrotado e atual presidente obteve 49,10%.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do O Globo, um dos ministros integrantes do governo chegou a ligar para Bolsonaro após a divulgação oficial do resultado, porém não conseguiu contato, assim como outros ministros não obtiveram sucesso. Já a coluna de Mauro Cesar Cid informou que Jair ‘subiu para o quarto’ e ‘iria dormir’.

Com o silêncio na noite deste domingo, a expectativa dos ministros e assessores do Governo Federal é que Bolsonaro fale sobre o resultado eleitoral nesta segunda-feira (31).

Um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), chegou a realizar uma live com cerca de 24 minutos em uma rede social ao lado de apoiadores do presidente como o influenciador Café com Ferri e o deputado federal, Nikolas Ferreira (PL-MG). A live aconteceu quando a apuração ainda estava em fase inicial.

Os outros filhos do presidente, o vereador Carlos e o senador Flávio, também não se manifestaram nas redes sociais após o resultado das urnas.

da FolhaPE

Lula agradece a Deus, fala em conciliação e diz ter derrotado a máquina do governo de Bolsonaro

 


No primeiro discurso após ser eleito presidente pela terceira vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu a todos os que votaram neste domingo (30) e prometeu encontrar uma saída para o país voltar a ter paz e viver democraticamente. O líder petista falou em diálogo com o Congresso e o Judiciário.


Lula pediu respeito à Constituição e disse ser a hora de baixar as armas, que a bandeira verde e amarela não tem dono e que precisará de todos da política, da imprensa e da sociedade para governar o país. O petista disse que todos terão de encontrar uma saída para que o país volte a viver harmonicamente.

Em sua fala lida, o líder petista definiu a eleição deste ano como uma das mais importantes da história e afirmou que um grande movimento foi formado acima dos partidos políticos e dos interesses pessoais em prol da democracia.

“A eleição colocou frente à frente dois projetos opostos e que hoje têm um único e grande vencedor: o povo brasileiro. Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nesta campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático”, disse Lula, que pouco antes havia agradecido a senadora Simone Tebet (MDB-MS), aplaudida pelos presentes.

Ele afirmou que será preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário sem tentativas de “exorbitar, intervir, controlar ou cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes”.

Lula afirmou também que pretende retomar o diálogo com os governadores e prefeitos, para que sejam definidas em conjunto as obras prioritárias para a população.

O petista não citou nominalmente o adversário, Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou que enfrentou durante a campanha não um candidato, mas “a máquina do Estado brasileiro”.

“Tentaram me enterrar vivo e eu estou aqui para governar este país em uma situação muito difícil”, disse.

O presidente eleito falou em avanços sociais e na economia. “A volta da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias”.

O petista falou em geração de renda, em especial com os pobres fazendo parte do Orçamento e destacou como prioridade o combate à fome e o programa de inclusão e de moradias populares.

Lula falou também em igualdade salarial de gênero e no combate à violência contra as mulheres e disse enfrentar o preconceito, o racismo e a discriminação. “Vou governar para todos os brasileiros, e não somente àqueles que votaram em mim.”

Ele reiterou promessas que fez durante a campanha, entre as quais incentivos aos micros e pequenos empreendedores, apoio aos pequenos e médios produtores rurais e a retomada do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

Lula afirmou que não interessa a ninguém viver em um país dividido. “O verde amarelo não pertence a ninguém, e sim ao povo brasileiro”.

Da Folha de São Paulo

Raquel captou o sentimento de mudança

 


Raquel Lyra (PSDB) ganhou a eleição por três motivos: a morte do seu marido no primeiro turno, episódio que gerou comoção, a postura de neutralidade na corrida presidencial, que a deixou como opção entre os eleitores de Lula e Bolsonaro, e, o mais importante: conseguiu passar para o eleitor ser a verdadeira alternativa de mudança, o voto anti-PSB.


Na virada do primeiro para o segundo turno, Marília ganhou o apoio de segmentos do PSB, entre os quais do grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. Quem votou nela no primeiro turno apostou no fim da era PSB. O mesmo se deu com quem votou em Anderson Ferreira (PL), Miguel Coelho (UB) e na própria Raquel, ou seja, o eleitor mandou o recado da mudança.


A foto de Marília com João e depois com lideranças do PT, como Humberto Costa e a senadora eleita Teresa Leitão, foram recebidas pelo eleitorado ávido por mudança como traição, sinal de que o PSB, deletado com a não ida de Danilo Cabral ao segundo turno, iria continuar dando as cartas em Pernambuco.

Caiu de graça no colo de Raquel, que assim capitalizou, com maestria e competência, a oportunidade de se transformar no verdadeiro estuário de votos para banir de vez o PSB do poder em Pernambuco.

No primeiro turno, Marília, que liderou as pesquisas em todos momentos da campanha, errou ao não participar de nenhum debate, seja no rádio ou na televisão. Com isso, deu a impressão de ter calçado sapato alto, nariz empinado, o que, com certeza, pode ter lhe subtraído mais votos do que supunha.

Por fim, Raquel, no enfrentamento com Marília nos debates, teve mais domínio técnico quando tratou de questões administrativas, mesmo sofrendo constrangimentos no campo político quando tratou de explicar sua neutralidade política na disputa presidencial.

Por Blog do Magno

domingo, 30 de outubro de 2022

Lula é eleito presidente da República pela terceira vez

 


Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito novamente presidente do Brasil. O líder petista venceu o segundo turno da disputa, realizado hoje, ao derrotar o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), o primeiro a não conseguir a reeleição.

Segundo dados da apuração realizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atualizados até as 19h40 deste domingo (30), Lula tem 50,76% dos votos válidos, contra 49,24% do atual presidente da República.

Quando assumir, em janeiro, Lula, 77, será o mais velho ocupante do cargo na história. Será sua terceira passagem pelo governo, que liderou em dois mandatos (2003-2010).

Por Blog do Magno

sábado, 29 de outubro de 2022

Carla Zambelli não foi empurrada por homem antes de sacar arma

 


A deputada bolsonarista caiu sozinha. Depois de se levantar, ela e seguranças perseguem o homem. No meio da perseguição, um disparo é efetuado

Em vídeo filmado que circula pela rede, mostra claramente por outro ângulo a realidade dos fatos. desmentindo a versão apresentada pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) . Sobre o motivo dela ter apontado uma arma para um homem no bairro dos Jardins, em São Paulo. A deputada bolsonarista disse que havia sido empurrada por "um homem negro" e "militante de Lula", e por isso o perseguiu. No entanto, o vídeo mostra que a deputada caiu sozinha. Desmentido a  sua versão. Logo a pós segue com arma em punho.

Após tropeçar sozinha, Zambelli se levanta e corre atrás do homem acompanhada pelos seguranças dela.  No meio da perseguição, dá para escutar um tiro, que não foi disparado por Zambelli. O vídeo mostra também que várias pessoas agrediram o homem como seus seguranças. 


Por Correio Braziliense

Marília Arraes inicia último dia de campanha em caminhada no Morro da Conceição



O último dia de campanha da candidata de Lula em Pernambuco, Marília Arraes, começou com uma atividade carregada de simbolismo: uma caminhada no Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife. Marília, que fez a campanha mais propositiva da eleição deste ano, esteve acompanhada de dezenas de apoiadores, lideranças políticas e vereadores do Recife.

Devota de Nossa Senhora da Conceição, Marília também participou de uma missa no santuário que fica no Morro da Conceição. “Eu tenho certeza de que os pernambucanos vão escolher o caminho da democracia para o nosso estado a partir do ano que vem. Ao lado do presidente Lula, nós vamos resgatar Pernambuco”, afirma.

Por Blog do Finfa


Por Blog do Finfa

Jornalista sofre agressão no PR e suspeita de motivação política


A jornalista Magalea Mazziotti, 43 anos, foi agredida no calçadão da Rua XV de Novembro, em Curitiba (PR), por volta das 22h dessa quinta-feira (27/10). Ela usava um adesivo no peito do candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no momento do ataque.

“Estava indo encontrar meus amigos e fui atacada. Não sei se é porque estou com adesivos do Lula expondo em quem eu vou votar no domingo… Tive o rosto cortado e estou com um galo na cabeça. Não me levaram nada a princípio”, contou Mazziotti

Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia. O agressor seria um homem com cerca de 25 anos. Câmeras de segurança na região onde a agressão aconteceu estão sendo analisadas pela polícia.

A jornalista levou vários pontos no rosto. 

Policia Civil 

Em nota, a Polícia Civil afirma que está investigando o caso. 

“A PCPR está realizando diligências preliminares para apurar a autoria e circunstâncias da agressão. O caso ficará a cargo do 1° Distrito Policial da Capital.”

Nota da CNN 

A CNN Brasil repudia todo e qualquer ato de violência. Também esclarece que a jornalista Magalea Mazziotti não tem vínculo com a emissora, conforme foi noticiado. A profissional já prestou serviços como free-lancer para a empresa no passado.

Perguntar não ofende, Será esse o comportamento dos "Temidos Cidadãos de Bens" Defensores fervorosos da Ideia de Deus, Pátria e Família? Mais onde a Cordialidade e o respeito a diferença foram parar? Será esse um comportamento certo para um  "Verdadeiro Cristão"? Olha que nem todo mundo concordava com o que Jesus pregava, E nem assim deixou de ser crucificado. e o pior por pessoas próximas a ele. Então acho que os fatos falam por si só. Em um rebanho sempre haverá uma Alcateia de Lobos.


Por Portal Metrópoles com cometários do Sertão em Foco

Fábio Faria, ministro de Bolsonaro, se diz arrependido de fabricar mentiras


Fábio Faria, quem diria, desembarcou da confusão que ele armou com o núcleo duro da campanha de Bolsonaro, candidato do PL à reeleição. O ministro das Comunicações recuou da denúncia feita por ele na segunda (24), e admitiu ter cometido um erro. “Me arrependi profundamente de ter participado daquela entrevista coletiva. Se eu soubesse que [a crise] iria escalar, eu não teria entrado no assunto”, afirmou.

Ele havia convocado a imprensa para informar sobre “graves fraudes” em inserções de propagandas do horário eleitoral gratuito de rádio, principalmente no Nordeste.

Segundo o ministro, o presidente teria tido 154.085 inserções a menos que seu adversário, Lula (PT), o que provocaria “desequilíbrio” de forças na disputa. A descoberta, como explicou, havia sido atestada por uma consultoria contratada pela campanha.

O episódio foi tratado pela imprensa como Radiolão ou RadioGate de Bolsonaro e, com base nele, partidários do presidente passaram a pedir o adiamento das eleições. O senador Lasier Martins (Podemos-RS), considerando o “prejuízo irreparável”, escreveu em sua conta do Twitter: “Falhou a fiscalização. Para restabelecer a equidade no processo eleitoral é preciso tempo para investigação profunda. Adiar a eleição é a única solução”.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, deu 24 horas para a coligação Pelo Bem do Brasil apresentar provas que sustentassem a denúncia.

Bolsonaro chegou a declarar que sua equipe virou a noite para atender as exigências do tribunal. No dia seguinte, a equipe jurídica do presidente enviou um relatório de uma suposta auditoria para comprovar as denúncias.
Escândalo não convence a Justiça eleitoral

Moraes, no entanto, rejeitou a ação alegando que os dados eram “inconsistentes” e que não serviam como prova. Além disso, pediu ao Ministério Público Eleitoral investigação da coligação, que além de apresentar denúncia falsa, tumultuava o processo eleitoral poucas horas antes da eleição do segundo turno.

Bolsonaro informou que recorrerá. A decisão do TSE refletiu o tiro no pé, gerando mal-estar na campanha que contava com a artimanha para virar os rumos da acirrada disputa. O presidente se mentem no segundo lugar em todas as pesquisas publicadas no segundo turno.

Nesta sexta (28), Fábio Faria declarou o seu arrependimento em entrevista à jornalista Mônica Bergamo. Contou que planejava, com a coletiva de imprensa, tentar um “acordo” com o TSE.

Para livrar dos seus ombros o peso da acusação, o ministro das Comunicações culpou o partido de Bolsonaro por não fiscalizar as inserções nas rádios. “A falha era do partido, que percebeu o problema tardiamente, e não do tribunal. Como havia pouco tempo para o TSE fazer uma investigação mais aprofundada, eu iniciei um diálogo com o tribunal em torno do assunto”, afirmou.

Por Cauê Rodrigues

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

No último debate do 2º turno, Raquel e Marília trocam farpas pesadas


O debate desta quinta-feira (27) entre as candidatas ao governo de Pernambuco , Raquel Lyra (PSDB) e Marília Arraes (Solidariedade), foi marcado por críticas às trajetórias políticas, acusações sobre alianças locais e nacionais e troca de farpas. Em diversas ocasiões, as adversárias chamaram uma à outra de “mentirosa” e incluíram parentes na arenga.

No primeiro turno das eleições, Marília ficou em primeiro lugar, com 23,97% dos votos válidos, e Raquel, em segundo, com 20,58% dos votos válidos. A mais recente pesquisa Ipec, da terça-feira (25), aponta que Raquel Lyra lidera a disputa com 51% das intenções de voto, e Marília Arraes tem 42%.

O debate promovido pela TV Globo teve quatro blocos, sendo dois com temas livres e outros dois com temas determinados. As duas candidatas tiveram que administrar o tempo de fala de cada bloco para fazer perguntas, réplicas, tréplicas e outros questionamentos.

Paulo Câmara

Ao longo de todo o debate, as duas candidatas trouxeram para a pauta o governo Paulo Câmara (PSB), ambas fazendo questão de se desvencilhar de ligação com o atual gestor. Marília Arraes falou sobre o período em que Raquel Lyra foi aliada do governo; essa por sua vez, criticou a adversária por ter recebido apoio do PSB no segundo turno, acusando-a de ser a candidata da continuidade.

“Você acha que alguém que não faz parte do mesmo grupo político tem tanta gente da família empregada lá? A mulher do pai dela, que era gerente do Palácio. A irmã dela tinha alto cargo com Geraldo Julio, na prefeitura do Recife. O irmão até hoje é assessor da ilha de Fernando de Noronha. Olha, a manutenção do poder e a briga pelo poder não vai fazer com que Pernambuco, hoje, não consiga tomar a decisão que é da mudança de verdade“, disse Raquel.

“Pernambuco sabe o quanto eu combati e combato o governo Paulo Câmara. Aliás, sofri bastante. Diferente de você, que ajudou Paulo Câmara a ser colocado lá onde está hoje, que hoje é apoiada pela cúpula de Paulo Câmara. […] Entrem no Google e procurem Marília Arraes e Paulo Câmara. Vocês não vão ver nenhuma foto minha com ele. Nunca troquei cinco minutos de conversa com Paulo Câmara. Agora, da minha adversária, aí vocês vão ver um álbum de fotos“, afirmou Marília.

Lula x Bolsonaro

A disputa nacional pela Presidência da República também esteve presente durante todo o debate. A cada novo tema debatido, Marília Arraes cobrava posicionamento de Raquel Lyra sobre a eleição presidencial. “Quem diz que tanto faz está do lado do opressor, e está do lado de Bolsonaro“, disse. “Sua candidatura é a trincheira do bolsonarismo em Pernambuco“, afirmou, em outro momento.

A candidata Raquel Lyra reclamou da nacionalização da discussão. “Eu convido a todos, a senhora também, a acompanhar o debate nacional que vai acontecer amanhã entre o candidato Lula (PT) e o candidato Bolsonaro (PL), para que você possa fazer a sua escolha. É lá que vai se dar a discussão federal. Aqui, nós vamos fazer a discussão sobre Pernambuco“, disse.

Educação

No bloco sobre temas pré-determinados, a candidata Raquel Lyra questionou a adversária sobre como construiria novas vagas em creches e o que faria para evitar a evasão escolar.

Marília Arraes disse que precisa promover harmonia entre os entes federativos, buscar parcerias e que tem como meta ter no mínimo 50% das crianças nas creches. “Vamos enviar à Assembleia Legislativa projeto para redistribuir o ICMS, para que os municípios possam cumprir essa meta”, afirmou, acrescentando que pretende levar 60% dos alunos do ensino fundamental para o ensino integral.

Na sequência, a candidata do Solidariedade perguntou a Raquel Lyra sobre o que pretende fazer para valorizar os professores.

Raquel Lyra disse que vai criar 60 mil vagas em creches, afirmando que pretende construir as unidades nos municípios e mantê-las por um ano, para que os prefeitos possam gerir após esse período. “A gente vai avançar com a saúde dentro da creche, como a gente fez em Caruaru. Dentista, oculista, entrega de óculos, vacinação, qualificação profissional para a mãe, que agora vai poder sair para trabalhar, para que ela possa ter o seu trabalho”.

Mulheres

Um dos temas escolhidos por Marília Arraes foi política para as mulheres. A candidata iniciou a fala com críticas sobre a construção de uma maternidade em Caruaru, durante a gestão da adversária, questionando a lentidão na entrega da obra. Raquel Lyra afirmou que vai concluir a obra do Hospital da Mulher de Caruaru, além construir cinco novas maternidades no estado, com capacidade para 100 leitos cada uma.

“[Uma unidade] vai custar em torno de R$ 40 milhões, mais em torno de R$ 7 a 8 milhões para poder equipar. R$ 250 milhões. Não é algo que o estado de Pernambuco não possa fazer. É claro que a gente vai ter capacidade de buscar recursos do governo federal, de emendas parlamentares”, disse, acusando Marília Arraes de nunca ter destinado emendas parlamentares a Caruaru, como deputada federal.

A candidata questionou ainda a proposta de criação de Casas da Mulher Pernambucana, de Marília Arraes, e acusou a adversária de ser contra a construção de maternidades.

Marília Arraes disse que é “desonesto” afirmar que é contrária à construção de maternidades. “Eu não estou aqui para brincar com a esperança das pessoas, o que eu estou dizendo é que governar Pernambuco não tem receita de bolo”, disse. “Nós temos muitas maternidades em Pernambuco, nos municípios, que podem ser ampliadas, que podem ser preparadas para que aquelas crianças nasçam na sua cidade”, declarou.

Violência e segurança pública

No terceiro bloco, em meio a críticas às trajetórias políticas uma da outra, as duas candidatas falaram sobre combate à violência. O tema foi escolhido por Marília Arraes, primeira a ter a palavra nessa etapa do debate. Ela perguntou sobre o Pacto Pela Vida, política implementada no primeiro governo de Eduardo Campos, e Raquel Lyra respondeu que pretende criar um programa chamado Juntos Pela Segurança.

Raquel disse que vai investir em repressão qualificada e na prevenção social. “A repressão qualificada com investimento em inteligência, nas tropas operacionais da polícia, na Polícia Científica, garantindo concurso permanente para a Polícia Militar, recompletamento dos quadros da Polícia Civil, estruturação da Polícia Científica, e um trabalho num propósito só, que é fazer de Pernambuco um estado de mais paz. Prevenção social, garantir o cuidado das pessoas mais vulneráveis, estancar ciclos de violência“.

As duas candidatas também criticaram a gestão do governo Paulo Câmara à frente do Pacto Pela Vida, e Marília Arraes prometeu reestruturar o programa.

“Nós vamos mudar as metas e indicadores. Nós vamos integrar as polícias. Não dá para falar em combater a violência sem ter pulso firme. Vamos mudar a estrutura da SDS, porque eu considero que, para a gente cuidar da situação da insegurança em Pernambuco, não dá para a governadora estar delegando para um e para outro. O comando da Polícia Militar, a chefia da Polícia Civil, a Polícia Científica, vai despachar direto com a governadora“. 

(Fonte: g1-PE)

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