quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Bandeiras, manifestação coletiva e colinha: veja o que pode e o que não pode no dia da eleição

 


Eleitoras e eleitores de todo o Estado vão às urnas no próximo domingo (30) para escolher, em segundo turno, a nova governadora de Pernambuco e o presidente da República. Nas cidades de Pesqueira e Joaquim Nabuco, haverá eleição suplementar para prefeito.

A Justiça Eleitoral reforça a importância de que todos estejam cientes do que é permitido ou proibido no dia da votação.

Por isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) disponibilizou uma cartilha com o detalhamento dessas informações.

Entre os tópicos citados pelo documento, estão as manifestações individuais e silenciosas do eleitor. É permitido, por exemplo, ir às ruas e ao local de votação portando bandeiras, broches, adesivos, camisetas e bonés com alusão ao candidato de preferência.

Por outro lado, são vetadas no dia da eleição as manifestações ruidosas e coletivas, bem como aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado, bandeiras, broches, adesivos e camisetas.

Colinhas com os números dos candidatos também podem ser levadas. É importante lembrar também a ordem de votação: primeiro, o eleitor escolhe para governadora e, depois, para presidente.

Do Blog da Folha

Padre denuncia ameaça e folheto com fake news eleitoral



O religioso disse que foi ameaçado após questionar a distribuição do material dentro da igreja. A Justiça Eleitoral apura o caso

O padre Valmir Teixeira denunciou em missas que um grupo distribui panfletos com fake news eleitoral dentro de igrejas, em Itajubá, na Região Sul de Minas. O folheto que cita 'Instruções da Igreja Católica para escolher em quem votar' não foi feito pela igreja, alerta o pároco da Paróquia Nossa Senhora da Soledade.

Após questionar e denunciar a distribuição do material, o religioso disse que chegou a receber ligações com ameaças. "Mas eu não tenho medo, continuarei defendendo a verdade do Evangelho". Segundo o pároco, um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, distribui os panfletos desde sexta-feira (21/10).

O padre abordou o grupo que distribuía o material no sábado (22/10) e sofreu ofensas. Ele conta que uma mulher que estava na igreja "disse que achava errado o que eles estavam fazendo". Um dos integrantes do grupo a ameaçou ao dizer "eu sei o caminho que você vai para casa e onde você mora".

Ao falar do assunto no domingo (23/10), o padre Valmir argumentou que, ao se infiltrar nas igrejas para distribuir o material, o grupo comete "crime eleitoral e atentado contra a liberdade religiosa". E alerta que "isso não é material da igreja" e que para distribuir material em igrejas é preciso de autorização. "Isso não tem nem autorização minha e nem da autoridade maior de nossa igreja particular, que é o bispo", disse padre Valmir durante a missa.

"Cada eleitor tem o direito de escolher seu candidato. Colocar alguma coisa, determinar candidato ou partido, já seria autoritarismo; seria ditadura e não democracia, pois, a igreja é apartidária, a igreja é para todos os cristãos independente de x ou y", afirmou padre Valmir.
Apuração do caso


O Cartório Eleitoral de Itajubá recebeu várias denúncias desde domingo e uma representação do Ministério Público Eleitoral. O chefe do Cartório Eleitoral de Itajubá, Alex Giroto, detalha que denúncias sobre a questão dos folhetos e ameaças foram recebidas pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) e aplicativo Pardal.

"O promotor eleitoral vai analisar se houve crime eleitoral e vai tomar as medidas que entender cabíveis. O juiz eleitoral vai analisar a questão e determinar medidas relacionadas ao poder de polícia, se for este o entendimento.”

Por Nayara Andery

PEDRA NO SAPATO: Quem é Bebianno, o que ele disse e o por que bolsonaristas temem conteúdo de seu celular


Janones prometeu revelar bomba relacionada, supostamente, ao celular de Bebianno; ele foi o primeiro ministro de Bolsonaro a ser demitido e, antes de morrer de forma suspeita em 2020, afirmou ter material guardado para usar caso algo lhe acontecesse. 

Bolsonaristas entraram em polvorosa nesta terça-feira (25) após o deputado federal André Janones (Avante) sugerir que tem sob sua posse materiais que suspostamente estariam gravados no celular do ex-ministro Gustavo Bebianno. 

Janones foi às redes prometendo uma bomba contra Jair Bolsonao (PL) ao divulgar imagensque seriam de supostos vídeos no celular de Bebianno. 

Mas, afinal, por que bolsonarista temeriam o conteúdo gravado no celular do ex-ministro? A resposta representa uma pedra no sapato de Bolsonaro desde 2020: Bebianno morreu em março daquele ano e, antes de morrer, afirmou em mais de uma ocasião que mantinha um material gravado para ser usado contra o presidente caso algo lhe acontecesse. 

De homem forte de Bolsonaro a primeiro ministro demitido 

Bebianno estreitou os laços com Bolsonaro em 2017 e, em 2018, era considerado homem forte do então candidato à presidência, tendo atuado como coordenador da campanha do atual presidente. Ele costurou o acordo que levou Bolsonaro ao PSL e presidiu a legenda durante a corrida eleitoral daquele ano. 

Após a eleição, Bebianno deixou o posto e foi escolhido para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, um dos ministérios com gabinete no Palácio do Planalto.

A "amizade", no entanto, durou pouco. Em fevereiro de 2019, ainda no segundo mês de governo, Bebianno foi o primeiro ministro a ser demitido. Ele deixou o governo em meio a uma crise que se originou com a suspeita de que o PSL, partido ao qual Bolsonaro e Bebianno eram filiados, teria usado candidaturas “laranja” nas eleições de 2018.

O jornal Folha de S.Paulo informou na época que, quando Bebianno presidia o PSL, o partido, repassou R$ 400 mil a uma candidata a deputada federal de Pernambuco. Segundo o jornal, o repasse foi feito quatro dias antes das eleições, e ela recebeu 274 votos. Bebianno negou as irregularidades, afirmando que não foi o responsável por escolher as candidatas que receberam dinheiro do partido. Isso porque, segundo ele, a decisão coube aos diretórios locais.

Após a reportagem da Folha, Bebianno negou em entrevista ao jornal “O Globo” que fosse o pivô da crise e acrescentou que, somente naquele dia, havia falado com o presidente por três vezes. Na ocasião, Bolsonaro ainda estava internado em razão de uma cirurgia. Após a publicação da entrevista, o vereador Carlos Bolsonaro usou uma rede social para dizer que Bebianno mentiu ao dizer que havia falado com o presidente e, então, instaurou-se um processo de "fritura" do então aliado até ele ser demitido. 

A partir daí, Bebianno passou a fazer fortes críticas a Bolsonaro, chamá-lo de "traidor" e dizer que temia por uma "ruptura institucional" no governo diante das ameaças do presidente à democracia. 

Morte em 2020, material guardado e "medo de falar" 

Em 2020, a Polícia Federal e o Ministério Público encampavam um inquérito para apurar supostos disparos ilegais de mensagens feitos pela campanha de Bolsonaro em 2018. Bebianno, que já não estava mais no governo, seria um dos ouvidos no âmbito desta investigação, mas não prestou depoimento pois morreu em março daquele ano emcircunstâncias consideradas suspeitas por amigos e pessoas próximas. 


Ele estava no seu sítio em Teresópolis (RJ) com sua família e teve um infarto fulminante. Familiares e amigos, no entanto, chegaram a pedir investigação mais aprofundada sobre sua morte, já que Bebianno tinha 56 anos, porte atlético, praticava jiu-jitsu há décadas, não bebia e não fumava. 

Antes de morrer, Bebianno deu uma série de entrevistas criticando Bolsonaro e afirmando que tinha material guardado para ser usado contra o presidente caso algo lhe acontecesse - sugerindo que poderia morrer em breve. 

Em entrevista à rádio Jovem Pan em dezembro de 2019, Bebianno disse que se sentia ameaçado e que tinha material guardado contra Bolsonaro, inclusive, fora do Brasil. "Me sinto, sim, ameaçado. O presidente Jair Bolsonaro é uma pessoa que tem muitos laços com policiais no Rio de Janeiro. Policiais bons e ruins. Me sinto, sim, vulnerável e sob risco constante (...) Eu tenho material, sim, inclusive fora do Brasil. Porque eles podem achar que, fazendo alguma coisa comigo aqui no Brasil, uma coisa tão terrível que fosse capaz de assustar quem estivesse ao meu redor e, portanto, inibir a divulgação de algum material... Eu tenho muita coisa, sim, inclusive fora do Brasil. Então, não tenho medo", disparou à época. 

Na mesma entrevista, o ex-ministro ainda disse que "não tem medo de morrer". Já em março de 2020, poucos dias antes de sua morte, Bebianno concedeu entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, e em conversa com jornalistas nos bastidores do programa, disse ter medo de revelar tudo o que sabe sobre o presidente. 


Em dezembro deste mesmo ano, quando Bebianno já havia morrido, sua viúva, a advogada Renata Bebianno, prestou depoimento à PF e MP no inquérito que apurava os disparos ilegais da campanha de Bolsonaro e, na ocasião, disse que destruiu o celular do marido e que não verificou seu conteúdo. À época, porém, os investigadores contestaram a versão. 

Quatro meses antes, em junho de 2020, a colunista Thaís Oyama, do portal UOL, informou que o celular de Bebianno, que estaria sob posse de sua irmã nos Estados Unidos, teria chegado ao Brasil. Segundo Thais Oyama, uma pessoa que teve acesso ao teor das conversas contidas no celular afirmou que a revelação desses diálogos seria "destruidora" para Bolsonaro.

Facada em Juiz de Fora 

Na entrevista concedida em março de 2020 ao Roda Viva, dias antes de Bebianno morrer, quando os jornalistas perguntaram sobre o episódio da facada contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, durante a campanha, o ex-aliado afirmou que o vereador Carlos Bolsonaro "atrapalhou" e que, de alguma maneira, contribuiu para que o presidente fosse atacado por Adélio Bispo.

Isso porque, segundo ele, Bolsonaro sempre andava nos carros da campanha acompanhados de um oficial do Bope e outro das Forças Armadas, que era o responsável em manter o então candidato de colete a prova de balas quando havia contato direto com o público.

Naquela ocasião, segundo Bebianno, no entanto, Carlos Bolsonaro resolveu ir junto e deixou os oficiais de fora do carro, o que fez com que Bolsonaro ficasse sem colete.


"Entrou naquele carro e ficou brincando com um drone, parecia uma criança. Resultado: Bolsonaro ficou sem colete e levou a facada", relatou.

Paulo Marinho: "Lembra do Bebianno?" 

Em outubro de 2021, empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, mandou um recado com tom de ameaça a Jair Bolsonaro. Rachado com o presidente desde o primeiro ano do governo, Marinho citou o ex-ministro Gustavo Bebianno ao comentar a forma como o chefe do Executivo reagiu diante de uma pergunta sobre rachadinhas feita por seu filho, André Marinho, em entrevista à Jovem Pan.

Marinho se disse "absolutamente surpreso" com a forma como Bolsonaro tratou seu filho e disparou: "Você lembra do nosso amigo Gustavo Bebianno? Talvez você já tenha esquecido. Mas ele não lhe esqueceu, pode ter certeza disso. Quando você estiver chorando no banheiro do palácio, lembre disso, ele não lhe esqueceu".

Bebianno havia morrido em março de 2020 e, nos meses anteriores ao seu falecimento, concedia entrevistas que dava a entender que possuía informações que comprometeriam Bolsonaro. Este material estaria em um celular que, segundo Renata Bebianno, viúva do ex-ministro, foi destruído. 

Em julho, o empresário Paulo Marinho disse que Flávio Bolsonaro havia sido avisado da investigação sobre o caso Queiroz antes das eleições de 2018 e sugeriu acesso ao celular de Bebianno, o que não foi permitido por Renata.

Agora, em 2022, Paulo Marinho estaria assessorando Lula (PT) para os debates contra Bolsonaro, o abastecendo com informações que poderiam incluir, inclusive, aquelas relacionadas a Bebianno, já que o empresário era um dos melhores amigos e confidente do ex-ministro falecido. 

Por Ivan Longo

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Empresa que apontou suposta fraude em rádios recebeu meio milhão da campanha de Bolsonaro


Uma das empresas apresentadas como responsáveis pela “auditoria” que teria detectado falhas na veiculação da propaganda de Jair Bolsonaro em emissoras de rádios, especialmente na região Nordeste, recebeu mais de meio milhão de reais da campanha do presidente-candidato.

A Soundview Tecnologia, mencionada pelo ex-secretário de Comunicação e conselheiro de Bolsonaro Fabio Wajngarten, recebeu precisamente R$ 501 mil do comitê bolsonarista no dia 26 de agosto, dez dias após o início oficial da corrida eleitoral.

O nome da Soundview não consta do relatório que os advogados de Bolsonaro apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral pedindo apuração da suposta fraude, mas foi mencionado por Wajngarten em seu Twitter. A empresa teria sido, segundo ele, uma das responsáveis pela auditoria.

“Para eliminar qualquer ilação ou comentário sem sentido; Uma das empresas que contratamos para auditoria de mídia, cuja sede fica em MG, prefixo (31)”, escreveu o ex-secretário, junto com uma imagem do site da Soundview.

A Soundview aparece nos registros do TSE recebendo pagamentos ainda das campanhas do governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema, e do candidato derrotado por ele, Alexandre Kalil. O senador Alexandre Silveira também a contratou.

Fábio Faria e Fabio Wajngarten chamaram uma entrevista às pressas na noite de segunda-feira na frente do Alvorada para um anúncio “grave”. Lá, diante dos jornalistas, disseram que milhares de inserções de rádio da campanha de Bolsonaro teriam deixado de ser veiculadas por emissoras de rádio.

Pouco antes, o assunto foi levado ao TSE. O ministro Alexandre de Moraes abriu prazo para que a campanha de Bolsonaro apresente documentos que comprovem a suposta fraude, sob pena de ser enquadrada por tentar tumultuar o processo eleitoral.

Ao processo foi anexado um documento de outra empresa, a Audiency Brasil Tecnologia Ltda, sediada em Santa Catarina, que teria mapeado a falha na veiculação dos spots de Bolsonaro.

A Audiency, por sua vez, não aparece entre os destinatários de recursos da campanha. Indagado, o comitê bolsonarista não respondeu quando nem como nem por qual valor a empresa foi contratada.

Por Rodrigo Rangel

Com propostas consistentes, Marília vence debate da TV Jornal e consolida crescimento na reta final da campanha



O debate promovido pela TV Jornal nesta quinta-feira (25) foi mais uma oportunidade para Marília Arraes mostrar porque é a mulher mais preparada para governar Pernambuco. Com muita tranquilidade e transparência, a candidata da coligação Pernambuco na Veia apresentou propostas consistentes, defendeu o presidente Lula e saiu como vencedora do debate ao levar uma mensagem de esperança aos pernambucanos.

A capacidade de liderança política e administrativa demonstrada por Marília no debate desta quinta-feira não ficou restrita aos telespectadores da TV Jornal, mas tem encontrado eco nas ruas. Uma prova disso é que uma pesquisa divulgada também nesta quinta, pela Potencial Pesquisa, aponta Marília empatada tecnicamente com Raquel Lyra e em curva de crescimento.

Debate – Ao apresentar suas propostas aos pernambucanos no debate da TV Jornal, Marília assegurou que Pernambuco viverá dias melhores a partir de 2023 quando ela se tornar governadora. “O tempo bom em Pernambuco vai voltar. O tempo de Lula e de Eduardo Campos. Nós vamos recuperar o nosso Estado”, afirmou.

Marília detalhou algumas de suas ações para o estado em áreas importantes como educação, segurança, saúde, habitação, turismo, infraestrutura, entre outros setores. A atenção à mulher ganhará um novo capítulo em Pernambuco quando Marília for eleita no próximo domingo. “No meu plano de governo, a mulher será prioridade”, ressaltou.

Na área da saúde, Marília garantiu a construção do Hospital da Mulher em Caruaru, o Hospital do Câncer no Araripe e de 13 Casas da Mulher Pernambucana.

Além da apresentação de propostas, Marília apontou as inúmeras falhas de Raquel como gestora e relembrou aos pernambucanos da proximidade da adversária com o presidente Jair Bolsonaro, que tem marcado sua gestão por das as costas ao Nordeste.

Por blog do Finfa

Pesquisa revela cenário de empate técnico entre Raquel e Marília



O levantamento para o Governo de Pernambuco realizado pela empresa Potencial Pesquisa, em parceria com a Folha de Pernambuco, aponta a candidata Raquel Lyra (PSDB) com 50,1% da intenção de votos estimulada. Marília Arraes(Solidariedade) aparece com 46,3%, configurando empate técnico no limite da margem de erro que chega a 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. Mil pessoas, de todas as regiões do Estado, foram entrevistadas por telefone, entre os dias 19 de outubro e 24 de outubro de 2022.

Maioria dos que responderam o levantamento é mulher (53,6%), contra 46,4% de homens. O maior percentual (24,5%) se concentra na faixa etária de 45 a 59 anos e o menor (1,7%), entre 16 e 17 anos. A partir dos 70 anos, o eleitor não é mais obrigado a votar, mas 58 (5,8%) deles, até os 79 anos, e 2,6% com idade superior a 79 anos foram entrevistados. 20,7% têm de 25 a 34 anos e outros 20,7%, de 35 a 44. De 60 a 69 anos de idade, o índice chega a 10,6%; 8,4%, de 21 a 24 anos, e 5%, de 18 a 20 anos

Entre as pessoas consultadas, 25,5% disseram ter ensino médio completo; seguidas por 24,1% com fundamental incompleto; e 15,6% com ensino médico incompleto; 10,9% delas apenas leem e escrevem; 7,9% têm o superior completo, enquanto 6,7% se declararam analfabetas; 4,8% fizeram o fundamental completo e 4,5% não concluíram o ensino superior.

Renda mensal
Sobre a renda mensal familiar, 594 pessoas (59,4%) afirmaram ter até dois salários mínimos como renda mensal; 271 recebem mais de dois e até cinco salários mínimos; 80 mais de cinco e até dez salários; e 55 entrevistados declararam renda mensal superior a dez salários mínimos. Maioria dos entrevistados (24,4%) vivem na Região Metropolitana; 17, 4% estão no Recife e 12% no Agreste Central. Na Mata Norte estão 8,2% dos consultados, enquanto 7,4% vivem no Agreste Meridional; 6,2% na Mata Sul e 6,2% no Agreste Setentrional. No Sertão foram 14,4%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o nº PE-06181/2022

Por Giovanni Sá

Em Pernambuco, Lula tem 63,3% das intenções de voto e Bolsonaro, 32,6%


A amostragem divulgada pelo instituto Potencial Pesquisa para presidente da República, em Pernambuco, também é a primeira a ser publicada hoje pela Folha de Pernambuco. 

Nela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 63,3% da intenção de votos. O candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, tem 32,6%. 

Mil pessoas foram entrevistadas por telefone, entre os dias 19 de outubro e 24 de outubro de 2022.

A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-03498/2022 e mostra também que 1,1% dos eleitores ainda não decidiu em quem votar para a Presidência da República; 0,3% não quis responder; 1,5% afirmou que vai anular o voto e 1,2% anunciou votar em branco. 

As pessoas foram ouvidas em 75 dos 184 municípios pernambucanos: nove na RMR; 25 no Agreste; 13 na Zona da Mata e 28 no Sertão.

Percentuais

A maioria dos entrevistados são mulheres (53,6%), contra 46,4% de homens. O maior percentual (24,5%) se concentra na faixa etária de 45 a 59 anos e o menor (1,7%), entre 16 e 17 anos. 20,7% têm de 25 a 34 anos e outros 20,7%, de 35 a 44. De 60 a 69 anos de idade, o índice chega a 10,6%; de 21 a 24 anos, a 8,4%; de 70 a 79 anos, a 5,8%.

Por Andre Luis

Moraes dá 24 h para campanha de Bolsonaro mostrar prova de fraude em rádios



O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, determinou que em 24 horas a coligação do presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente provas da acusação de que houve fraudes nas inserções da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em emissoras de rádio.

“Os fatos narrados na petição inicial não foram acompanhados de qualquer prova e/ou documento sério, limitando-se o representante a juntar um suposto e apócrifo “relatório de veiculações em Rádio”, que teria sido gerado pela empresa “Audiency Brasil Tecnologia””, escreveu Moraes.

Na noite desta segunda-feira (24), o ministro das Comunicações, Fabio Faria, convocou a imprensa para acompanhar o que classificou de “exposição de um fato grave na frente do Palácio da Alvorada” e anunciou que a campanha de Bolsonaro entrou com uma ação no TSE para suspender a propaganda de rádio da coligação Brasil da Esperança, do ex-presidente Lula (PT). 

O ministro, porém, não soube mencionar o nome das empresas contratadas pela campanha de Bolsonaro que fizeram os levantamentos de supostas fraudes.

Segundo Moraes, nem a petição inicial, nem o citado relatório apócrifo indicam eventuais rádios, dias ou horários em que não teriam sido veiculadas as inserções de rádio para a Coligação requerente; nem tampouco a indicação de metodologia ou fundamentação de como se chegou a determinada conclusão.

“Tal fato é extremamente grave, pois a coligação requerente aponta suposta fraude eleitoral sem base documental alguma, o que, em tese, poderá caracterizar crime eleitoral dos autores, se constatada a motivação de tumultuar o pleito eleitoral em sua última semana”, escreveu Moraes.

Campanha diz que ainda prepara documentos

Segundo apurou a coluna, o ministro Alexandre de Moraes conversou com integrantes do governo na noite desta segunda-feira e reforçou a gravidade das acusações, dizendo que elas podem até mesmo levar a uma cassação de chapa.

Moraes reclamou da ausência de assinatura na petição apontando os responsáveis pelo relatório e a falta do nome das rádios que teriam cometido fraude e ouviu de integrantes do governo que as respostas serão enviadas até esta terça-feira (25), antes mesmo do prazo de 24 horas.

Apesar disso, integrantes da campanha de Bolsonaro afirmaram à coluna que ainda trabalham para finalizar os documentos. De acordo com um auxiliar de Bolsonaro, eles pretendem enviar a lista de todas as rádios e os levantamentos que teriam sido feitos por empresas que medem audiência.

Da coluna Carla Araújo/UOL

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Veja quando saem as últimas pesquisas para Governo de Pernambuco



Nos últimos dias para o segundo turno das eleições que decidirá quem será a governadora de Pernambuco, eleitores de Marília Arraes (SD) e Raquel Lyra (PSDB), conhecerão como estão sendo avaliadas as duas candidatas.

Potencial, IPEC, Simplex e Real Big Data divulgarão novas pesquisas para a disputa no estado a partir desta terça-feira (25).

A primeira pesquisa a sair vai ser a da Potencial, que deve ser divulgada na edição desta terça (25), na Folha de Pernambuco.

A nova pesquisa do Ipec (ex-Ibope) será divulgada a noite, na TV-Globo Nordeste na edição das 19h do NE TV 2ª edição.

Ainda nesta terça-feira (25), o Simplex apresenta os números para a corrida eleitoral para o Governo de Pernambuco, no segundo turno. A pesquisa será divulgada pela CBN Recife.

Já o Real Big Data, divulga os seus números no noticiário das 19 horas da TV Guararapes, afiliada Record no Estado.

Por Andre Luis

Adesivaço em apoio a candidatura de Raquel Lyra no Comitê do Povão

 


Jornalista Evandro Lira começa nova jornada em emissora da Paraíba

Foto: Evandro Lira O jornalista Evandro Lira está prestes a começar uma nova jornada em sua carreira de mais de 25 anos. Ele foi convidado p...