terça-feira, 18 de outubro de 2022

Paulo Câmara eleito pra Judas por Raquel e Marília


Presidente Bolsonaro também foi alvo, quando Marília o tentou vincular a Raquel, que voltou a dizer não defender candidato

Foi mais quente do que se esperava debate entre Marília Arraes e Raquel Lyra, gerado pela CBN Recife e retransmitido pela Rádio Pajeú.

Em vários momentos, as candidatas falaram de temas sensíveis do estado, como ambiente para geração de negócios, estradas, infraestrutura, capacitação e outros temas.

Mas durante todo o embate, a rejeição de Paulo Câmara e de Jair Bolsonaro em Pernambuco foram exploradas. Raquel foi a primeira a querer lincar a candidata do SD a Paulo Câmara. Marília rebateu: “nunca votei em Paulo Câmara ao contrário da minha adversária”, rebateu Marília.

Em um outro momento ela voltou a insinuar que Raquel era o time de Bolsonaro e Paulo Câmara. “Essa é a candidata das Fake News”, retrucou. Lyra criticou Sebastião Oliveira pelo legado das estradas como Secretário de Paulo Câmara.

Raquel acusou Marília de ter um plano com apenas doze páginas. Marília disse que assim como Paulo, Raquel era ruim de diálogo. “Seu plano de governo foi construído andando com Anderson Ferreira. Você quer ser a Diana do Pastoril, querendo votos de quem vota em Lula e Bolsonaro. A gente tem que se posicionar”. Briga de mentirinha com seu primo. reclamou tanto de fake news e quer ser a candidata de Fake News.

Marília cobrou posição de Raquel sobre Bolsonaro em relação à declaração sobre pedofilia de Bolsonaro. Raquel disse que Secretária da Juventude, teve políticas públicas de apoio a crianças e adolescentes. “Não vou declarar voto a presidente. O presidente não vai resolver problemas como o do teto da Restauração”. Marília: “Seu período como Secretária foi de terror, principalmente em se tratando na FUNASE”, disse, para citar mortes de menores na instituição. “Tanto que foi demitida”. Raquel: “Eu tô perplexa. Fui Secretária de Eduardo com muita honra. A presidente da FUNASE era Ana Célia Cabral, filha de Danilo Cabral, que lhe apoia”.

Marília cutucou: “age como se tivesse transformado Caruaru numa Suíça. quem conhece Caruaru, não vota em Raquel Lyra”. Raquel defendeu seu legado para Caruaru, dizendo ter sido reeleita com ampla votação. “Não pode ter panelinha. Tem que ser mudança de verdade”, citando que está com Priscila Krause e voltando a criticar Sebá Oliveira. Em um direito de resposta, Marília atacou: “Candidata Fake News é você. Até porque seu jurídico não pára de soltar Fake News. Quem, é seu candidato a presidente?”

Raquel foi pro ataque lembrando que Marília foi Secretária de Emprego e Juventude de Geraldo Júlio. “O município foi campeão em desemprego”. Marília: “fui secretária e esse foi o motivo para meu rompimento com o PSB. Fui Secretária sem um real”. Marília reclamou da plateia. “Se eu soubesse teria trazido claque também”. Formada por empresários, aparentemente a maioria torcia por Raquel Lyra.

Por Nill Junior

Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF pede proteção para adolescentes venezuelanas após fala de Bolsonaro


A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) acionou, neste domingo (16), a Promotoria da Infância e Adolescência do Ministério Público do DF e pediu proteção para as adolescentes venezuelanas que vivem em Brasília e foram citadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma entrevista a um podcast, o presidente falou sobre um encontro com as jovens, na região de São Sebastião, quando fazia um passeio de moto (veja vídeo acima).
A entrevista foi dada na sexta-feira (14) a influenciadores de torcidas de futebol. No momento da declaração, o presidente falava sobre a vinda de venezuelanos ao Brasil e disse que "pintou um clima" quando encontrou as adolescentes "bonitas e bem arrumadas", em um sábado pela manhã. A fala gerou repercussão nas redes sociais, e Bolsonaro chegou a abrir uma live para se defender das críticas, na madrugada de domingo (16)


O presidente da comissão de Direitos Humanos da CDLF, o deputado distrital Fábio Félix (PSOL), e a deputada federal Maria do Rosário (PT) também acionaram o Ministério Público Federal (MPF). Os parlamentares entraram com uma requisição na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e pediram que Bolsonaro seja investigado, em caso de prevaricação, além da proteção das adolescentes.


De acordo com o documento, a primeira dama Michele Bolsonaro e a senadora eleita pelo DF Damares Alves (Republicanos), iriam ao encontro das adolescentes que foram "vítimas da má conduta presidencial". Por conta disso, a representação pede "adoção de medidas legais de urgência para evitar o encontro ou a indevida exposição das meninas e adolescentes".


Além disso, os parlamentares pedem que seja verificada a situação relatada por Bolsonaro, ou seja, a exploração sexual. Os deputados solicitaram ao Ministério Público que cheque a "segurança e bem-estar" das jovens, e se foi realizada notícia-crime em âmbito federal pelos devidos órgãos. Caso contrário, o documento sugere que Bolsonaro seja investigado.
 
Por Walder Galvão

Nikolas Ferreira afirma que distribuir comida aos mais pobres "é coisa do Satanás"


O vereador e deputado eleito da extrema direita possui uma visão peculiar sobre valores morais e Jesus Cristo

O vereador e deputado eleitor por Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a polemizar com questões referentes à religião. 
A primeira delas ocorreu durante debate com o também deputado federal eleitor Guilherme Boulos (PSOL-SP), quando Nikolas Ferreira declarou que "Jesus não veio para o mundo para combater a desigualdade. Não veio acabar com a pobreza, ele veio pagar um preço que ninguém poderia pagar", disse Ferreira. 

Com uma visão peculiar sobre Jesus Cristo, Nikolas Ferreira soltou mais uma análise bem particular sobre valores religiosos. Por meio de suas redes, Ferreira criticou o ato de doar comida para as pessoas que carecem de bens materiais e classificou tal ação como "coisa de satanás". 

"A estratégia de oferecer comida é de Satanás. Foi assim com Jesus no deserto", escreveu Nikolas Ferreira em seu Twitter em uma crítica direta ao ato de distribuir comida como algo das trevas. 

Por Marcelo Hailer

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

IPEC: Lula 54% e Bolsonaro, 46% Votos Validos


Pesquisa do Ipec divulgada nesta segunda-feira (17), encomendada pela Globo, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 50% de intenção de votos no segundo turno e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 43%.

O novo levantamento foi feito entre sábado (15) e nesta segunda, e os resultados se referem à intenção de voto no momento das entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. De acordo com o instituto, o cenário de segundo turno continua estável.

Lula (PT): 50 %; Bolsonaro (PL): 43%; Branco e nulo: 5%; Não sabem/não responderam: 2%.

Na pesquisa anterior do Ipec, divulgada dia 7 de outubro, Lula tinha 51%; Bolsonaro, 42%.

Votos válidos

Se a eleição fosse hoje, Lula teria 54% dos votos válidos, e Bolsonaro, 46%. Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

No levantamento anterior do Ipec, Lula tinha 55% dos votos válidos; Bolsonaro, 45%.

Este é o terceiro levantamento do Ipec após o primeiro turno das eleições. Foram entrevistadas 3.008 pessoas em 184 municípios entre sábado (15) e segunda-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02707/2022.

No primeiro turno, Lula recebeu 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões (43,2%). O segundo turno está marcado para 30 de outubro.

Por André Luis

FIEPE realiza debate com as candidatas ao Governo de PE


A (FIEPE) , Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco , realiza amanhã, por volta das 10h, Sua primeira rodada de debate entre as candidatas ao Governo de Pernambuco Marília Arraes (SD) e Raquel Lyra (PSDB). O evento acontecerá no auditório térreo da Casa da Indústria, na Avenida Cruz Cabugá, 767, Santo Amaro. O debate será transmitido pela rádio CBN Recife, 105,7 FM.

Pesquisa CNT/MDA: Lula tem 53,5% dos votos válidos; Bolsonaro, 46,5%


Segundo levantamento da CNT/MDA para as eleições presidenciais de 2022, divulgado nesta Segunda-feira (17), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 53,5% dos votos e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL ) está em segundo lugar com 46,5%.

O segundo turno da votação ao pleito está marcado para 30 de outubro. O resultado das eleições é determinado pelos votos válidos, que não incluem votos em branco e nulos. Sendo assim, nas disputa para presidente e governador, vence a eleição o candidato que receber mais de 50% dos votos válidos.

Levando em conta todos os votos, Lula tem 48,1% das intenções contra 41,8% de Bolsonaro. 6,0% dos eleitores declararam que não votariam em nenhum dos candidatos ou que pretendiam votar em branco ou nenhum. As taxas de indecisão somam de 4,1%.

O estudo levantado pela MDA entrevistou 2.002 pessoas pessoalmente entre 14 e 16 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, mais ou menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada e registrada no TSE sob o protocolo BR-05514/2022.

Zé Negão diz que se convocado por Raquel, não vê problemas em discutir 2024 com Sandrinho


O ex-vereador e candidato a prefeito nas últimas eleições, Zé Negão, disse não ver dificuldade em conversar com Sandrinho sobre 2024.

Esse cenário pode se tornar possível caso Raquel Lyra seja eleita governadora e tome a decisão de construir uma base forte para sua gestão.

Zé Negão disse que, caso chegue a esse cenário, não vê problema. “Isso é normal da democracia. Não me nego a sentar com ninguém”.

Ele também disse entender que os prefeitos da região terão seus espaços em um possível governo da tucana. Mas destacou seu protagonismo e alinhamento desde o início.

Perguntado sobre quem apoiará para presidente, Zé disse que segue a maioria da orientação do partido e seu grupo: vai votar em Lula para presidente. “Segui a orientação da maioria do meu partido, mas respeito quem vota Raquel e Bolsonaro”, disse.

Por Nill Junior

Moro papagaio de pirata, cercadinho, tapinha no ombro: bastidores do debate


O debate com os candidatos à Presidência, na noite deste domingo (16), foi marcado, por convidado surpresa, separação de torcidas e ausência de aperto de mão, ao menos no início do evento, entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento foi promovido por UOL, Band, Folha e TV Cultura.

Surpresa! A presença do ex-juiz e senador eleito Sergio Moro (União-PR) na plateia de Bolsonaro causou alvoroço entre os petistas. Nos bastidores, foi uma surpresa até entre convidados do presidente.

O grupo não esperava presença do ex-ministro da Justiça que havia rompido com o presidente e voltou a se aproximar às vésperas do primeiro turno.

"É um escárnio, a demonstração que ele não tem um pingo de autoestima. Prestou serviço a Bolsonaro como ministro e presta de novo", provocou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Prerrogativas, integrante da comitiva petista.

Moro rompeu com Bolsonaro quando pediu para deixar o Ministério da Justiça em abril de 2020, quando o acusou de tentar interferir na Polícia Federal.

Ao final do debate, Moro apareceu de "papagaio de Pirata", atrás do presidente. enquanto concedia uma entrevista. Bolsonaro alegou que estava cansado e passou a palavra para seu ex-ministro.

Cada um no seu quadrado. Depois da discussão no primeiro debate entre os deputados eleitos André Janones (Avante-MG) e Ricardo Salles (PL-SP), grades, seguranças e até vasos com plantas foram colocados para separar os convidados de cada um dos candidatos. Mas a verdade é que o espaço não foi muito prestigiado. Havia mais jornalistas do que convidados dos candidatos.

Cercadinho. A deputada eleita Marina Silva (Rede-SP) lamentou a grade que separa convidados. Ela afirmou que a distância imposta entre os dois grupos é uma metáfora para o que Bolsonaro representa no país. "Infelizmente o Bolsonaro impõe um cercadinho do Palácio da Alvorada, adoram essa história de cercado, é um país que ele acha que pode colocar num cercadinho", disse ela ao UOL. "É a metáfora concreta de uma visão autoritária antidemocrática de desrespeito à sociedade, aos jornalistas. Hoje temos a democracia sitiada", acrescentou Marina.

Sem aperto de mão. Bolsonaro chegou com uma comitiva de oito carros ao estúdio e, ao entrar, não cumprimentou Lula que já estava no palco nesse momento. Já no terceiro bloco, Bolsonaro disse: "Fica aqui, Lula. Fica aqui", tocando no ombro do petista. "Estou à disposição", respondeu o ex-presidente. Não há registro de contato físico entre os dois no mínimo desde 2018, quando Bolsonaro concorreu à presidência. Nos bastidores dos debates neste ano, nunca apertaram as mãos.

Formiga na cadeira. O espaço no lounge reservado aos convidados de Bolsonaro estava bastante vazio. Havia quatro pessoas e sobravam seis fileiras desocupadas. Entre os presentes, o advogado da família Frederick Wassef levantou para fazer vídeo, foi ao fundo do lounge, saiu para dar entrevistas e conversar com outras pessoas.

Vera Magalhães. Após insultar a jornalista Vera Magalhães em debate no primeiro turno, Bolsonaro recebeu uma indireta de Lula neste domingo no seu reencontro com a apresentadora. Em provocação ao presidente, o petista disse: "Vou me aproximar da câmera, mas não vou te agredir, Vera", disse Lula. Já Bolsonaro, ao responder a jornalista, afirmou: "Satisfação revê-la" — em agosto, ele a atacou: "Acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão em mim".

Carlos inquieto. Outro convidado, o vereador do Rio de Janeiro e filho do presidente, Carlos Bolsonaro parecia agitado no primeiro bloco. Ele levantou de onde estava sentado, se agachou ao lado do ministro das Comunicações Fábio Faria, que estava ao lado de Sérgio Moro, e comentou algo. Já mais para o final do primeiro bloco, ele olhou para o pai e disse "fala com a câmera".

Olha a hora. A equipe de Lula tentou, sem sucesso, alertá-lo para a administração do seu tempo de fala. Petistas pediram que ele reduzisse suas respostas para que sobrasse mais tempo para o confronto final. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ficava mostrando o relógio para Lula. Bolsonaro acabou com quase seis minutos à sua disposição.

Morno. A resposta de Lula a Bolsonaro sobre fake news, provocando Bolsonaro, trouxe as primeiras reações dos convidados —mesmo que tímidas. "Você sabe quem é especialista em fake news", disse Lula, trazendo breve aplauso do lado petista e um "vagabundo" do lado bolsonarista. Diferentemente no primeiro turno, o lounge de convidados tem poucos convidados dos dois lados, com presença maior de jornalistas e seguranças.

Quem matou? O deputado federal eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP) comemorou resposta de Lula quando ele respondeu sobre crime organizado, afirmando que Bolsonaro tem relações com a milícia que matou a vereadora Marielle Franco (PSOL). Do lounge reservado aos convidados, Boulos soltou "aê" em voz alta, em tom de comemoração.

Após o primeiro bloco, Marina comentou a atuação de Bolsonaro na transposição do rio São Francisco. "Ele entra mesmo como engenheiro de obra pronta. O processo talvez mais complexo fosse o licenciamento ambiental [feito no governo Lula]".

Vai uma pastilha? Em diversos momentos do debate, Bolsonaro tossiu. Aconteceu nas suas respostas e enquanto Lula falava. O presidente está com problemas na voz desde a metade da semana. Na quarta-feira (12), durante a visita a Basílica Nacional de Aparecida, ele não deu coletiva e se limitou a uma rápida entrevista com menos de dois minutos à TV Aparecida em que ficou claro que estava afônico. Bolsonaro está com uma agenda de campanha bastante intensa. Ontem, por exemplo, ele participou de atividades eleitorais em três estados: Piauí, Maranhão e Ceará.

Do UOl

domingo, 16 de outubro de 2022

Venezuelana refuta fala de Bolsonaro e diz que casa abrigava ação social



UOL

Uma das venezuelanas visitadas pelo candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) em São Sebastião, região administrativa do Distrito Federal, em 2021, rechaçou a fala do presidente sobre ter encontrado adolescentes vindas da Venezuela “arrumadas para ganhar a vida”, insinuando prostituição infantil.

A declaração do presidente foi dada a um podcast na sexta-feira (14), quando também se referiu ao encontro dizendo que “pintou um clima”. Segundo a mulher, no dia em que Bolsonaro fez a visita, estava acontecendo uma ação social para refugiados no local.

“Não tem nada a ver com o que ele está falando agora”, diz a venezuelana, que pediu para ter seu nome preservado, pois teme retaliação. O UOL confirmou que ela estava no local no dia da visita do presidente.

“Esse dia foi uma ação que acontecia na minha casa. Uma brasileira que fazia curso de estética vinha até aqui para fazer a prática do que estava aprendendo, de corte de cabelo, design de sobrancelha. Então, nós reuníamos um grupo de mulheres e era isso o que acontecia naquele dia”, afirmou a mulher.

Ainda de acordo com a mulher, havia adolescentes na casa naquele dia, entre elas, sua filha e sua sobrinha.

O encontro de Bolsonaro com venezuelanas em São Sebastião foi transmitido, na época, por redes sociais. Nas imagens, é possível ver que Bolsonaro conversa com as mulheres, algumas com máscara de proteção contra a covid-19 e algumas de rosto descoberto.

Na ocasião, o presidente falou contra o isolamento social para combater a pandemia e conversou sobre as dificuldades na Venezuela. Se Bolsonaro suspeitou de prostituição infantil no local, não fez qualquer menção a isso durante a visita, nem sequer se mostrou desconfortável com qualquer situação.

“Pintou um clima”, frase de Bolsonaro viraliza nas redes sociais


Durante entrevista a um podcast na última, sexta-feira (14), o presidente da República e candidato a reeleição, Jair Bolsonaro (PL), usou a frase “pintou um clima”, para descrever o encontro que teve com meninas venezuelanas menores de idade em São Sebastião-DF, que segundo ele, estariam se prostituindo. 

“Parei a moto numa esquina, tirei o capacete e olhei umas menininhas, três, quatro, bonitas; de 14, 15 anos, arrumadinhas num sábado numa comunidade. E vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei, ‘posso entrar na tua casa?’ Entrei”, disse o presidente.

“Tinha umas 15, 20 meninas, [num] sábado de manhã, se arrumando – todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas, 14, 15 anos se arrumando num sábado para quê? Ganhar a vida. Você quer isso para a tua filha, que está nos ouvindo aqui agora. E como chegou neste ponto? Escolhas erradas”, prosseguiu Bolsonaro.

O trecho da fala sobre “pintar um clima” com menores de idade viralizou neste sábado (15) e chegou aos Trending Topics do Twitter – lista dos assuntos mais comentados na rede social. Somados, os termos “pintou um clima”, “Bolsonaro pedófilo” e “Bolsonaro pervertido” chegaram a somar quase 90 mil menções no Twitter.

Por Andre Luis

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