sexta-feira, 22 de abril de 2022

CODEVASF - A ESTATAL POR ONDE VAZA DINHEIRO AOS AMIGOS.


 

Os claros sinais de influência do centrão estavam postos desde o começo do mandato de Bolsonaro, mas só quando olhamos para a CODEVASF conseguimos ter uma noção mais ampla de como se fortalecem essas relações.

CENTRÃO NO GOVERNO Expoente do Centrão, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, conversa com o presidente Jair Bolsonaro: para onde vai o dinheiro? (Crédito: Pedro Ladeira)

Por Paula Cristina.

Ainda em 2016, questionada sobre por que articulava com o centrão, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que “governar sem partidos é flertar com o autoritarismo”. Mas e quando as relações partidárias se tornam tão intrínsecas a um governo que fica difícil identificar quem é quem ou onde começa um partido e termina outro? Essa é a dúvida que tem rondado a cabeça dos cientistas políticos do Brasil neste momento. O governo Jair Bolsonaro aproximou o Executivo ao Legislativo como nunca antes visto na nova República, e abriu uma categoria especial de relações: as que só valem para os amigos do rei. Uma espécie de institucionalização da barganha. E, como bom entendedor do Congresso, Bolsonaro e seus pares do centrão desenvolveram estruturas que, maquiadas na legalidade constitucional, passam uma falsa sensação de normalidade e permitiram que não juntássemos as peças de um quebra-cabeças perigoso.

E assim passaram-se três anos de governo. O problema é que estruturas políticas são feitas por pessoas. E pessoas mudam de lado. Principalmente quando o vento da eleição começa a ir para outra direção. Dessa maneira, algumas questões das profundezas do governo começam a chegar à superfície. Uma delas foi exposta pelo jornal Folha de São Paulo na segunda-feira (18) ao mostrar que caminhos estranhos de projetos, licitações e recursos financeiros apontavam para o mesmo lugar. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Rio São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Segundo a reportagem, lá foram negociados termos do Orçamento secreto. Passaram licitações de tratores com preços que levantavam suspeitas, e também por lá eram fechados contratos com a Engefort, empresa de construção que ganhou 53 das 99 licitações que participou. E para poder atender essa demanda que cresceu mais de sete vezes entre 2018 e 2020 a estatal precisava de mais poderes. Antes focada em investir em recursos hídricos e obras de infraestrutura para uma região limitada, o presidente Bolsonaro autorizou, em 2020, que área de atuação da estatal passasse para 15 estados.

EMENDAS Em 2021, de acordo com dados do Portal da Transparência, a estatal recebeu R$ 3 bilhões do governo federal por meio de emendas parlamentares. O problema é que o site não detalha para onde foram os recursos, nem quais deputados destinaram a verba. Também não há informação de partidos nem dados de como se deram os processos licitatórios. E essa era a peça do quebra-cabeça que faltava. Sabíamos do Orçamento secreto (e ele era constitucional, como disseram os Três Poderes). Também víamos o centrão dominar o Palácio do Alvorada, mesmo sem cargos no governo (até aí, tudo dentro da normalidade). E havia uma peça faltando. Agora parece não haver mais.

 

REGIÕES SUDESTE E NORDESTE SÃO AS MAIS CORTEJADAS PELOS PRESIDENCIÁVEIS

 Por Wesley Oliveira - Gazeta do Povo.

Foto: Dênio Simões MDR

As duas regiões mais populosas do Brasil, Sudeste e Nordeste são as apostas dos principais nomes da corrida presidencial deste ano, até o momento. Além da preocupação com a formação de palanques nestas regiões, nomes como do presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB) estão concentrando suas agendas nos estados destas regiões neste período de pré-campanha.

Conciliando as atividades de presidente com a pré-campanha à reeleição, Bolsonaro intensificou o ritmo de viagens pelo país nos últimos meses. Há algumas semanas, por exemplo, Bolsonaro esteve no Piauí, onde inaugurou o serviço 5G em uma fazenda, na cidade de Baixa Grande do Ribeiro, a 583 km de Teresina.

Antes disso, o chefe do Palácio do Planalto já havia passado pelo Rio Grande do Norte para entregar uma estação de trem em Natal e pela Bahia, onde participou do lançamento de uma obra para o Hospital Santo Antônio, em Salvador. Apesar do tom eleitoral dos eventos, onde o presidente costuma posar ao lado de nomes que irão construir palanques para sua candidatura nestes estados, Bolsonaro sinalizou que não está em campanha política.

"Nós conhecemos na pele o que foi feito nesses últimos 14 anos em nosso Brasil. Não queremos isso de volta. Ninguém está aqui fazendo campanha política. Estamos botando na mesa o que aconteceu lá atrás e o que acontece nos três anos do nosso governo", afirmou o presidente, sem citar nomes durante sua passagem pelo Rio Grande do Norte.

No mesmo evento, Bolsonaro também listou iniciativas do seu governo, como Auxílio Brasil e a conclusão da transposição do Rio São Francisco, para defender o legado do governo. Nos encontros, estiveram ao lado do presidente os então ministros Rogério Marinho e João Roma, pré-candidatos ao Senado no Rio Grande do Norte e ao governo da Bahia, respectivamente.

Já no Sudeste, Bolsonaro tem investido na candidatura de aliados, como a do ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo, para ampliar sua base no maior colégio eleitoral do país. No começo de março, o presidente usou o evento de concessão de rodovia em São Paulo para enaltecer a pré-candidatura do agora ex-ministro da Infraestrutura.

Ainda no Sudeste, o presidente passou por Minas Gerais na semana passada, onde participou de uma cerimônia de regularização fundiária em uma cidade do noroeste mineiro – de acordo com o governo federal, 8.225 famílias mineiras receberam títulos de propriedade emitidos pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) desde 2019. Na ocasião, Bolsonaro disse que ainda neste ano quer voltar a Juiz de Fora, cidade mineira onde foi alvo de um atentado a faca.

"Eu quero voltar a Juiz de Fora ainda no corrente ano. Ali, aquela cidade marcou a minha vida. Boas lembranças tenho em grande maioria naquele local. Ali, os médicos e profissionais de saúde da Santa Casa salvaram a minha vida. Ali, despontou uma pessoa que, mais do que jurar a vida pela sua Pátria, tudo fará também pela nossa liberdade", afirmou o presidente.

No fim do mês, a expectativa é de que Bolsonaro volte a Minas Gerais para participar da abertura da Expozebu. Em maio, outras viagens ao estado estão previstas, para visitar e autorizar obras em cidades como Governador Valadares, Montes Claros e Belo Horizonte.

Com a oficialização da indicação de Geraldo Alckmin (PSB) com vice na chapa do PT, o ex-presidente Lula pretende intensificar a pré-campanha pelos estados a partir do mês de maio. A pré-candidatura deve ser lançada durante um evento marcado para o ocorrer em São Paulo no dia 7 de maio, ao lado de lideranças de partidos como PCdoB, PV e PSol.

A partir daí, a expectativa é de que, assim como Bolsonaro, estados da região Sudeste e Nordeste ganhem protagonismo nas agendas de Lula e Alckmin. A cúpula do PT prepara uma caravana de Lula pelo estado de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, onde o petista pretende amarrar o seu palanque no estado junto ao pré-candidato ao governo mineiro pelo PSD, Alexandre Kalil.

De Minas, Lula pretende embarcar para o Nordeste, onde vai manter agendas com governos aliados e lideranças estaduais. Aliados do ex-presidente admitem que o crescimento de Bolsonaro nas pesquisas acendeu um alerta dentro do PT e que, a partir de agora, a margem para erros está reduzida e é preciso partir para o modo campanha o quanto antes.

Paralelamente, Alckmin vai rodar o estado de São Paulo na busca de reduzir as resistências em relação à sua composição com o PT. Além disso, o ex-governador pretende trabalhar em estados do Sul, região onde Lula ainda não conseguiu consolidar palanques competitivos para a disputa.

“Agora é que vamos começar a viajar, conversar, explicar, convencer, de maneira respeitosa, mas mostrando a realidade que estamos vivendo e os riscos que a política e o povo estão correndo”, disse Alckmin.

Buscando viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto pelo PSDB, o ex-governador de São Paulo João Doria escolheu os estados do Nordeste para começar sua pré-campanha. A estratégia, segundo aliados do tucano, é de que Doria se torne conhecido por parte desse eleitorado. No último levantamento do instituto Quaest, de abril, o pré-candidato não pontuou no Nordeste nem no Norte.

"Vou começar pelas regiões mais pobres e mais vulneráveis no Nordeste brasileiro, dialogando com a população e conhecendo ainda melhor os seus problemas", sinalizou Doria.

Um dos primeiros destinos de Doria foi Rio de Contas (Chapada Diamantina, Bahia), cidade onde o pai dele nasceu. Ao lado do prefeito, Dr. Cristiano Cardoso de Azevedo (PSB), o pré-candidato visitou o cartório da cidade — que ainda tem guardados os documentos de sua família — e a casa de seu avô, construída no século 19.

Na passagem pela cidade, Doria gravou algumas imagens que devem ir ao ar na propaganda partidária do PSDB no final deste mês. A ideia, segundo aliados do governador, é remontar a estratégia de 2018, quando o então candidato ao governo de São Paulo usou como mote da campanha o slogan o “João trabalhador”, mas desta vez embalado pelo slogan de “pai da vacina”.

Na contramão de João Doria, o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT), deixou o Nordeste e concentrou suas agendas neste primeiro trimestre nos estados do Sudeste. Neste período, por exemplo, a campanha do pedetista trabalhou para viabilizar palanques em estados como São Paulo e Rio de Janeiro.

Como estratégia, Ciro Gomes deixou Fortaleza, no Ceará, e se mudou para São Paulo no final do ano passado. "Hoje, São Paulo é o centro da crise brasileira, e não há saída para o Brasil sem passar, antes, por São Paulo", justificou o pré-candidato.

Assim como Ciro Gomes, a pré-candidata pelo MDB, senadora Simone Tebet tem concentrado suas agendas pelo Sudeste, em visitas e encontros com aliados de São Paulo e Rio de Janeiro. A região concentra os principais nomes do MDB que tentam viabilizar a pré-candidatura de Tebet pela chamada terceira via.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Pesquisadores da Universidade da Califórnia trocam experiências com Ceará sobre eficiência do uso da água na Agricultura.

Ascom Sedet - Texto e Fotos



Na última segunda-feira (19), o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior, acompanhado do executivo do Agronegócio da Sedet, Sílvio Carlos Ribeiro, recebeu os pesquisadores da Universidade da Califórnia (Davis) Daniele Zaccaria e Richard Snyder. Os professores vieram para Fortaleza ministrar palestras sobre o uso eficiente de água na agricultura e apresentar técnicas voltadas para a agricultura irrigada aplicadas no estado norte-americano, cujo clima se assemelha ao do semiárido nordestino.

A missão é financiada pelo Banco Mundial, inédita no Brasil, que tem o objetivo de melhorar a gestão da água no Ceará. “A ideia é fazer uma conexão Sedet e Funceme unindo o conhecimento dos americanos em agricultura irrigada, a fim de gerar emprego e renda nas regiões atendidas. Os pesquisadores iniciarão por Limoeiro do Norte, municípios da Região do Cariri e posteriormente na transposição do rio São Francisco”, disse o executivo Silvio Carlos.

Para o secretário Maia Júnior, mesmo com as limitações de recursos hídricos, o agronegócio cearense tem procurado se adptar. “Estamos evoluindo, partindo de uma lógica que a água é limitada. Temos que apostar em culturas que permitam uso mais de racional de água e ganhar escala”, avaliou.

“A Califórnia, que se destaca no cultivo de frutas e castanhas, tem um clima semelhante ao do Ceará e também sofre com problemas de acesso à água para a agricultura”, disse Zaccaria. As boas práticas vivenciadas por eles poderão ser utilizadas com o intuito de aumentar a produtividade da agricultura irrigada no Ceará.

Na manhã de terça-feira (19), Silvio Carlos abriu a palestra “As experiências da Califórnia com a eficiência do uso da água na Agricultura”, que aconteceu na Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec) e foi ministrada pelos especialistas estrangeiros. O secretário-executivo do agronegócio acredita que conhecer esses estudos e a suas expertises farão toda a diferença para uma futura aplicação em solo cearense.





Relatório recomenda 14 intervenções nos Cânions de Xingó para prevenção de acidentes; veja lista

 

Cânions do Rio São Francisco / Foto: Maresul Receptivo


Com a identificação de áreas de risco nos Cânions de Xingó, o relatório de avaliação geotécnica apontou também algumas sugestões preventivas aos gestores públicos a serem adotadas para evitar acidente na região.

Foram 14 sugestões de intervenção na área entre os estados de Alagoas, Bahia e Sergipe. O relatório do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), confirmou que dos 19 pontos analisados considerando o grau de perigo e risco para eventos de movimentação gravitacional de massa - deslizamentos, processos hídricos e erosão, 13 foram classificados como de perigo alto, três como perigo moderado e três como perigo baixo.

Confira as sugestões preventivas:

1. Avaliar a remoção e/ou contenção de blocos soltos e instáveis localizados entre a borda e o topo dos paredões, acima de áreas onde é comum a presença humana.

2. Evitar a manutenção de estruturas de visitação, em locais que estejam a uma distância mínima menor que meia vez a altura do paredão.

3. Utilizar boias flutuantes na demarcação de perímetros de interesse.

4. Dar preferência a locais onde a face do paredão se afasta da margem do lago, com amplitudes reduzidas e inclinações mais suaves, para a implantação de novas áreas de banho.

5. Manter o tráfego de embarcações a uma distância mínima de uma vez a altura do paredão.

6. Evitar visitas e passeios em dias com elevadas previsões de precipitação.

7. Criar um plano de contingência, para ser usado na eventualidade da ocorrência de acidentes.

8. Promover campanhas de conscientização para os perigos intrínsecos ao ambiente, com divulgação de material orientativo.

9. Adoção de equipamentos de proteção individual como capacetes, em locais que apresentem um teto rochoso, como a Furna do Morcego e a Gruta do Talhado.

10. Desenvolver estudos geotécnicos e hidrológicos com a finalidade de embasar os projetos e/ou obras de contenção de encostas ou de blocos rochosos;

11. Fiscalizar e proibir a construção ou visitação em áreas protegidas pela legislação vigente;

12. Instalar sistema de alerta para as áreas suscetíveis,

13. Fiscalizar e exigir que novos empreendimentos turísticos apresentem laudos técnicos ou estudos correlatos que autorizem a visitação turística ao local.

14. Adequar os projetos de engenharia às condições geológicas e topográficas locais, evitando realizar escavações e aterros de grande porte.

IFPE abre seleção para contratar 60 professores temporários. Há vagas em várias áreas.

Candidatos devem se inscrever entre 25 de abril e 5 de maio. Contrato é de um ano, podendo ser renovado por igual período.

Foto: Divulgação/IFPE

O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) vai abrir seleção para contratar temporariamente 60 professores. Há vagas para diversas áreas. As inscrições para o processo seletivo, que envolve análise de títulos e prova de conhecimentos, começarão na próxima segunda-feira (25) e vão até 5 de maio.

Os salários variam de R$ 2.236,32 a R$ 3.522,21, para regime de trabalho de 20 horas semanais; ou de R$ 3.130,85 a R$ 5.831,21, para regime de 40 horas semanais, além de auxílio-alimentação e vale transporte.

Há vagas para professores de ciências biológicas, letras, artes, história, geografia, filosofia, física, química, matemática, engenharia de produção, enfermagem, ciência da computação, ciências contábeis, educação física, sociologia, administração, engenharia mecânica, engenharia química, engenharia elétrica, engenharia civil e música.

Os selecionados vão atuar em uma das unidades do IFPE localizadas nas cidades de Recife, Abreu e Lima, Igarassu, Olinda, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife; Vitória de Santo Antão, Barreiros e Palmares, na Zona da Mata; Belo Jardim, Caruaru, Pesqueira e Garanhuns, no Agreste; e Afogados da Ingazeira, no Sertão.

INSCRIÇÕES

Candidatos devem acessar o site da Comissão do Vestibular para realizar a inscrição. A taxa de inscrição custa R$ 90 e deverá ser paga em qualquer agência do Banco do Brasil até 6 de maio.

Pessoas beneficiárias de programas sociais do governo federal e membros de família de baixa renda com CadÚnico podem solicitar isenção do pagamento da taxa de inscrição segunda e terça-feira da próxima semana (dias 25 e 26), também pelo site da Cvest.

CRONOGRAMA

A divulgação do resultado preliminar da análise de títulos será no dia 19 de maio. O resultado final está previsto para 30 de maio. Nesse mesmo dia sairá o calendário e o local de realização das provas de conhecimentos práticos específicos.

O resultado preliminar da etapa de provas será liberado em 13 de junho. O resultado final sairá em 20 de junho. O processo seletivo terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.


Por Margarida Azevedo.

AFOGADOS DA INGAZEIRA - CRIANÇAS QUE TOMARAM VACINAS POR ENGANO CONTINUAM MONITORADAS.

Crianças que tomaram dose errada da vacina contra a covid estão sendo monitoradas em PE: "Fase aguda já passou", diz Secretário de Saúde, Arthur Amorim.

As crianças imunizadas com a primeira dose da Janssen terão que tomar a vacina da Pfizer após 60 dias.

As crianças que tomaram a vacina da Janssen por engano em Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, estão sendo monitoradas e observadas pela Secretaria de Saúde do município. No último dia 5 de abril, uma profissional da saúde em vez de aplicar a vacina da Pfizer nas crianças acabou utilizando um imunizante que não faz parte do programa de imunização dos menores de 18 anos.

Em nota enviada à CRESCER, a Secretaria de Saúde informou que esse foi um caso isolado e que após o ocorrido pediu esclarecimentos ao Ministério da Saúde. "Recebemos orientações de que poderíamos tranquilizar os pais e os familiares sobre essa administração [de forma incorreta]. As crianças que tomaram a primeira dose de Janssen vão ter que tomar após 60 dias a da Pfizer pediátrica e as que tomaram a segunda dose estão com o esquema completo de vacinação", informou Artur Amorim, Secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira.

O Secretário, ainda, afirmou que a pasta também consultou especialistas para analisar o caso. "De acordo com os infectologistas que consultamos, a fase mais aguda do processo pós-vacinação já passou e essas crianças não vão apresentar nenhum problema de fato", esclareceu.

terça-feira, 19 de abril de 2022

LULA DEBATE COM AMBIENTALISTAS O CONTROLE DO DESMATAMENTO E PROTEÇÃO AMBIENTAL COM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.

 

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu hoje (18) com ambientalistas e pesquisadores para debater a situação atual das políticas públicas e propostas para a proteção do Meio Ambiente e do desenvolvimento sustentável no Brasil. Para reforçar o combate ao desmatamento, foram discutidas ações como o fortalecimento do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). 

“É a primeira decisão a ser tomada. Reduzimos o desmatamento de forma substancial em um esforço gigantesco que está sendo perdido, com 300% a mais de área desmatada no atual governo”, ressaltou o ex-ministro Aloizio Mercadante, presidente da Fundação Perseu Abramo (FPA), onde ocorreu o encontro, de forma presencial e on-line.

Mercadante disse ainda que outra iniciativa que pode ser tomada é a criação do Instituto Tecnológico da Amazônia, para estimular pesquisa, gerar valor agregado, verticalizar a estrutura produtiva da região. “Tivemos um exemplo interessante do açaí, que gera cerca de R$ 1 bilhão na produção. No entanto, nos EUA, o açaí é processado e vira cerca de 50 produtos diferentes, que geram 15 bilhões de dólares. Precisamos gerar valor agregado e para isso precisamos de um novo tipo de indústria, que valorize a produção regional”, acrescentou o ex-ministro.

Para Mercadante, os governos do PT provaram que é possível controlar os desmatamentos nos diversos biomas brasileiros, especialmente no mais vigiado deles, a Amazônia, e aliar isso com desenvolvimento. O que é necessário, segundo ele, é ampliar o alcance desse trabalho.

“Precisamos de uma convergência para o Brasil impedir o desmatamento da Amazônia. O sul da Amazônia em especial vive um processo de desestabilização, com árvores morrendo mais cedo e regimes de chuva descontrolados. Estamos muito perto do ponto de não-retorno. Hoje recebemos muitas sugestões de combate ao desmatamento, retomar o fortalecimento o Ibama, do ICMBio, dos sistemas de monitoramento”, destacou.

Segundo Mercadante, outras propostas que podem ajudar a retomar a agenda da preservação ambiental aliada ao desenvolvimento do país também passa pela criação de uma universidade dos povos indígenas, que inclua os saberes originários à produção científica brasileira, a sugestão de uma empresa nos mesmos moldes da Embrapa voltada à biodiversidade e a inclusão de um S a mais no BNDES, para que o banco fomente ações de sustentabilidade.

Debate com a sociedade

O ex-presidente Lula pediu esforços aos participantes para debater com a sociedade brasileira a ideia de que a proteção ambiental não é inimiga do desenvolvimento econômico e do progresso. “É preciso que a gente convença a sociedade que isso é uma possibilidade. Quando a gente fala em benefício para a humanidade é lindo, mas a pessoa que está lá precisa ser incluída, saber que vai ter emprego, escola, saúde. Vamos melhorar as coisas, vamos gerar empregos, oportunidades”, disse o ex-presidente.

O encontro contou com a participação de Carlos Nobre, ex-presidente da Capes e do painel intergovernamental do IPCC (o comitê da ONU para combate às mudanças climáticas), do senador Jaques Wagner, presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, do economista Ricardo Abramovay, professor da FEA-USP, do ambientalista André Guimarães, da ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, dos ativistas Carlinhos dos Anjos e Claudinha Pinho, ambos dirigentes do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, da economista Esther Bemerguy, ex-secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento no governo Dilma, de Sueli Araújo, ex-presidenta do Ibama.

Também participaram, em nome de seus partidos, o senador Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade, o ex-deputado federal Eron Bezerra, do PC do B, o deputado federal Zé Carlos, do PV, o vice-presidente da Fundação João Mangabeita, Alexandre Navarro, do PSB, além do ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT)

 

7ª MOSTRA PAJEÚ DE CINEMA

 


A MOSTRA PAJEÚ DE CINEMA chega à sua 7ª Edição em 2022 e retoma o formato presencial. A programação deste ano acontecerá entre os dias 20 de abril e 07 de maio, retomando o formato itinerante das exibições, mesas e formações. Esse ano será a estreia da MPC na cidade de Solidão. Além dela, as exibições e atividades acontecerão em outras quatro cidades do Pajeú: Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Iguaracy e Ingazeira. Serão dois dias de exibição em cada cidade em praças públicas. Na programação da MPC também serão realizadas Rodas de Diálogos, Apresentações Artísticas, Sessões Matinês, Sessões Acessíveis e Atividades Formativas.

Serviço Geológico do Brasil identifica áreas de risco nos Cânions do Xingó entre AL, SE e BA

 
Cânions do Rio São Francisco / Foto: Ascom CPRM

Relatório de avaliação geotécnica dos Cânions do Xingó, situado entre os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia, divulgado nesta segunda-feira, 18, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), confirmou que dos 19 pontos analisados considerando o grau de perigo e risco para eventos de movimentação gravitacional de massa - deslizamentos, processos hídricos e erosão, 13 foram classificados como de perigo alto, três como perigo moderado e três como perigo baixo.

A assessoria de Comunicação do CPRM explicou que a avaliação foi realizada em atendimento à solicitação protocolada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Sergipe, e foi realizada entre os dias 14 e 24 de fevereiro, contemplando os municípios de Canindé do São Francisco (SE), Piranhas (AL), Delmiro Gouveia (AL), Olho D’Água do Casado (AL) e Paulo Afonso (BA).

A avaliação na região foi realizada pelos geólogos do SGB-CPRM Anselmo Pedrazzi, Fernando Cunha e Rubens Dias, com o acompanhamento de representantes da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros dos três estados, além de técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

Com os estudos, o SGB-CPRM busca registrar e caracterizar as principais áreas visitadas por turistas que contenham áreas suscetíveis à ocorrência de processos geológicos que possam culminar em desastres, colocando em risco os visitantes; subsidiar os gestores públicos na tomada de decisões voltadas à prevenção, mitigação e resposta a desastres provocados; e contribuir com a definição de critérios para disponibilização de recursos públicos destinados ao financiamento de intervenções nas áreas afetadas por movimentos de massa, enchentes, inundações e enxurradas.

A avaliação foi motivada pelo evento ocorrido no lago da Represa de Furnas, na região do município de Capitólio, em Minas Gerais, no mês de janeiro. A semelhança entre os cenários, de ambas atrações turísticas, serviu de alerta aos responsáveis pela administração das áreas turísticas na região do Cânion do Xingó, de que algo semelhante pudesse ocorrer. Chegaram, então, à conclusão de que era necessário realizar uma vistoria preventiva com o intuito de fomentar o aumento da segurança dos visitantes e demais frequentadores.

Segundo os pesquisadores em geociências do SGB-CPRM, devido a sua vastidão e sua complexidade geológica, existem variadas conformações de terreno nos Cânions. Todavia, em geral, as margens do Lago de Xingó são suscetíveis a movimentos gravitacionais de massa em praticamente toda sua extensão. Seus paredões, nos trechos de maior amplitude, podem chegar aos 80 metros de altura, o equivalente a um prédio de 25 andares e suas inclinações chegam a ser negativas, literalmente formando tetos sobre as águas do lago.

Os principais processos identificados foram: Tombamento rochoso, causado por um movimento em arco de um fragmento de rocha solto, apoiado apenas pela base; Queda de blocos, causado por um movimento de queda livre, de fragmentos de rocha, normalmente ligados ao paredão apenas lateralmente, sem apoio para a base; Rolamento de blocos, causado por fragmentos de rocha que podem rolar ou quicar devido a perda de apoio ou atrito em superfícies inclinadas; Desplacamento, causado pelo desprendimento de lajes ou placas rochosas, em um movimento deslizante sobre superfícies inclinadas.

Cânions do Rio São Francisco / Foto: Ascom CPRM

Os locais analisados foram organizados nas seguintes classificações: áreas associadas a movimentos gravitacionais de massa; áreas de risco geológico associadas a processos hídricos; áreas a serem monitoradas e áreas sem necessidade de monitoramento. Ao detalhar as peculiaridades de cada local, os pesquisadores descrevem no relatório que a região dos cânions do lago Xingó, apresenta, em sua maior parte, condições potenciais para a ocorrência de movimentos gravitacionais de massa, ao longo de seus paredões e taludes naturais.

“Suas amplitudes e declividades, ultrapassam consideravelmente e frequentemente, os parâmetros mais conservadores, requeridos nas normas em vigor. O padrão de fraturamento, bem como a frequência das fraturas no maciço rochoso, contribuem para as condições de erodibilidade e consequentemente, sua oferta de material rochoso suscetível a instabilidades. Além de sua vulnerabilidade natural, foi constatado em alguns dos pontos visitados, a existência de infraestruturas permanentes e móveis, onde ocorre a permanência de turistas e moradores da região, de forma frequente. Essas estruturas usadas durante as visitações, estão localizadas principalmente junto aos paredões do cânion, a distâncias menores que a própria altura dos paredões. Diante destes fatos, deve se afirmar, que existe a possibilidade de ocorrer acidentes movimentos gravitacionais de massa (deslizamentos, queda e rolamento de blocos, desplacamentos, tombamentos) a processos e hídricos de alta energia”, diz trecho do relatório.

Os pesquisadores encerram o documento com sugestões aos gestores públicos para adoção de medidas para resguardar a segurança dos que frequentam as regiões, considerando medidas de monitoramento, fiscalização e educativas; limitação de acesso a determinadas áreas; desenvolvimento de estudos geotécnicos e hidrológicos; entre outras.

Fonte: https://www.cadaminuto.com.br/

CPI da Codevasf investigaria profundezas da aliança Bolsonaro/Centrão

Estatal teve ampliação da atuação, mais verbas, emendas de relator e licitações flexíveis

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Imagine uma CPI que investigue o orçamento secreto, o tratoraço e a Engefort, empresa que ganhou 53 das 99 licitações de pavimentação. Todas essas denúncias de corrupção têm sede nos escritórios da Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Rio São Francisco e do Parnaíba. É a estatal que escancara as relações entre Bolsonaro e o Centrão.

Foi necessária a ação do Executivo para que a empresa fosse tomada pela organização do Legislativo. Primeiro etapa: Bolsonaro ampliou a área de atuação da estatal, que investe em recursos hídricos e obras de infraestrutura.

Coincidência, e apenas coincidência, em 2020 Bolsonaro sancionou uma lei que aumentou a área de atuação da companhia para 15 estados, passando de 27% para 36% do território nacional. Mil novos municípios foram incluídos, muitos deles localizados a mais de 1.500 quilômetros do Rio São Francisco.

Mais abrangência, mais dinheiro. Em 2021 a estatal recebeu 3 bilhões do governo federal por meio de emendas parlamentares. Detalhe: a estatal não comprovou o valor das obras que executou, de acordo com relatório da auditoria Russell Belford, segundo a Folha.

Abraçando mais de um terço do país, de Minas Gerais ao Amapá – estado de Davi Alcolumbre – faltava facilitar o acesso do centrão ao dinheiro. Em maio de 2021, o governo pediu que o TCU aprovasse uma mudança nas regras de contratação de empreiteiras para obras de pavimentação no Codevasf. O TCU concedeu o pedido, mas junto com o CGU alertou que o mecanismo poderia permitir a corrupção. Então por que permitiu?

Com a mudança, ao invés de atender o contrato de uma obra, as empresas ganham licitações sem obras específicas, quase como um Uber. Quando surge a necessidade de uma pavimentação, a estatal chama a empreiteira.

Foi esse modelo que permitiu que a Engefort ganhasse 53 das 99 licitações abertas pela Codevasf, em contratos que somam 620 milhões de reais. Em alguns pregões, a Engefort concorreu com a Del Construtora Ltda., uma empresa de fachada cujo sócio é de um dos irmãos dos donos da Engefort.

Isso possibilitou turbinar as emendas de relator, o mecanismo que alimentou o orçamento secreto e o tratoraço, revelados por uma série de reportagens do Estadão. Recursos do orçamento foram liberados para comprar equipamentos agrícolas e tratores com o sobrepreço.

O esquema é bem feito. Com ampliação da atuação, mais verbas, emendas de relator e licitações flexíveis, a Codevasf consegue entregar máquinas aos municípios e executar obras com muito mais rapidez do que qualquer ministério. É o sonho realizado de qualquer deputado. Prometer e atender seu colégio eleitoral de um dia pro outro.

E quem manda na estatal? O diretor-presidente é o engenheiro baiano Marcelo Moreira, ex-funcionário da Odebrecht, indicado em 2019 pelo deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), com apoio de Luiz Eduardo Ramos, hoje chefe da Casa Civil. O Progressistas tem dois nomes na diretoria executiva, o senador governista Roberto Rocha tem outro apadrinhado.

A Codevasf é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento do Regional, pasta que foi regida por Rogério Marinho, pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Norte pelo Partido Liberal, olha lá, legenda do presidente da República.

Uma CPI da Codevasf seria urgente. Mas se a CPI do MEC sofre para conseguir assinaturas, imagine uma investigação que envolva tantos parlamentares do centrão com ligação direta com o Palácio do Planalto? Em ano eleitoral? Esqueça, como foram esquecidos os pedidos de impeachment de Bolsonaro.

Por: Marco Miguel 

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